iG - Internet Group

iBest

brTurbo

 

publicidade

ULTIMO SEGUNDO

 

iG BUSCA

enhanced by


Home > Notícia
  • Tamanho do texto
  • A
  • A

McCain vai à guerra ainda sem conhecer o inimigo

05/03 - 07:14 - Caio Blinder

Nova York - Hillary Clinton ressuscitou e Barack Obama saiu chamuscado das batalhas das primárias travadas na terça-feira na guerra das primárias democratas. No outro campo de batalha, o velho soldado John McCain, que era dado como morto há sete meses antes mesmo do início da guerra republicana, ressurgiu das cinzas e agora é consagrado candidato partidário com suas vitórias na terça-feira nas primárias de Texas, Ohio, Rhode Island e Vermont.

Claro que a atenção maior é devotada aos democratas. Mas a ausência de suspense entre os republicanos reforça o drama democrata. O partido de Hillary Clinton e Barack Obama tem um senso de urgência para acertar as contas e se mobilizar contra o inimigo. No entanto, a guerra civil se arrasta. A ex-primeira-dama se mostra uma implacável combatente (com as virtudes e mazelas que esta condição acarreta). Já Barack Obama se confirma como um soldado valoroso, mas incapaz de derrotar a rival no Dia D (e já foram um punhado deles).

Hillary Clinton abocanhou eleitores indecisos em Texas e Ohio na hora H, o que foi crucial para suas vitórias nos dois grandes estados. Os resultados em Rhode Island (pró-Hillary) e Vermont (pró-Barack) não trouxeram surpresas. A ex-primeira-dama pode apregoar que deu a volta por cima, menos por suas qualidades, mas por semear as dúvidas sobre  afirmeza em segurança nacional, substância e consistência de Obama. Em suma, parafreseando o guru James Carville,"é a campanha negativa, estúpido". Claro que estes feitiços podem funcionar a favor do bruxo McCain caso ele enfrente Obama nas eleições gerais.

Obviamente o lado de Hillary Clinton pede calma. As coisas não estão decididas a favor de Obama, embora na matemática dos delegados necessários para a nomeação partidária ele esteja na frente. Matemática, porém, não é tudo. Nenhum dos dois candidatos tem como alcançar a marca mínima de 2025. Ademais Hillary Clinton dificilmente superará o número de delegado do oponente. Por esta razão, ela quer politizar ainda mais a disputa (por exemplo caso consiga mais votos populares e menos delegados do que Obama') e em última instância levar a guerra para a Justiça. Aqui é a questão das primárias em Michigan e Flórida, nas quais ela teve vitórias sem validade porque a direçao nacional do partido penalizou os dois estados por terem antecipado as disputas.

 Muito se fala que com as vitórias de terça-feira, Hillary Clinton freou o embalo de Barack Obama, Isto não significa que ela esteja embalada. Os democratas estão travados e a decisão pode ficar nas mãos dos superdelegados (os 20% que votam na convenção embora não tenham sido votados nas primárias). A longa guerra civil claro que desgasta os democratas. John McCain sabe que tem outra longa guerra à frente, agora que venceu a doméstica. Apenas não sabe quem será o seu inimigo. E quanto mais demorar para conhecê-lo, melhor para os republicanos.





US Multimídia


Publicidade


Enquete