Genebra, 5 mai (EFE).- O Alto Comissário das Nações Unidas para os Refugiados, o português António Guterres, advertiu hoje sobre o aumento da rejeição social aos imigrantes nos países europeus do Mar Mediterrâneo, diante do surgimento de focos de populismo.

Genebra, 5 mai (EFE).- O Alto Comissário das Nações Unidas para os Refugiados, o português António Guterres, advertiu hoje sobre o aumento da rejeição social aos imigrantes nos países europeus do Mar Mediterrâneo, diante do surgimento de focos de populismo. Em entrevista à imprensa, Guterres mencionou particularmente a Itália, que "fechou suas portas aos refugiados africanos" após assinar um acordo com a Líbia. No entanto, ele felicitou a "esperançosa" intenção da Grécia de reformar em profundidade um sistema de asilo "completamente injusto". "Os problemas devem ser discutidos de forma racional, e não de maneira emocional", enunciou o dirigente português. Segundo ele, "a Europa não poderia sobreviver sem a imigração", devido ao envelhecimento de sua população. Guterres - que na semana passada obteve teve o mandato renovado em mais cinco anos - expressou sua preocupação diante da erosão do direito de asilo na Europa e perante a profusão de estereótipos negativos sobre os estrangeiros. "Todas as sociedades estão em vias de se transformar em multirreligiosas e multiculturais. É irreversível", proclamou Guterres. Para ele, "querer combater essa tendência é uma ilusão, um suicídio". EFE rcb/sa

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