ONU alerta para risco de novos conflitos em Kosovo

Nações Unidas, 17 mai (EFE).- O enviado especial da ONU para o Kosovo, Lamberto Zannier, disse nesta segunda-feira que a falta de progresso no processo de reconciliação entre as comunidades albanesa e sérvia gera temores de novos distúrbios no território balcânico.

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Nações Unidas, 17 mai (EFE).- O enviado especial da ONU para o Kosovo, Lamberto Zannier, disse nesta segunda-feira que a falta de progresso no processo de reconciliação entre as comunidades albanesa e sérvia gera temores de novos distúrbios no território balcânico. O diplomata italiano afirmou em comparecimento perante o Conselho de Segurança da ONU que a missão do organismo no Kosovo (Unmik) presta atenção especial a assuntos que afetam as relações das duas comunidades que conformam a população kosovar. "A ausência de um processo de reconciliação significativo entre as comunidades continua sendo um desafio. Isso, junto às dificuldades econômicas, eleva o risco de distúrbios sociais", indicou Zannier, que dirige a Unmik desde junho de 2008. O enviado especial garantiu que a missão da ONU facilita os contatos diretos entre sérvios e albaneses para resolver os casos de desaparecimentos vinculados ao conflito de 1999, que, segundo a Cruz Vermelha, chegam a 1.862 pessoas. "Infelizmente, a cooperação prática direta entre Belgrado e Pristina não se ampliou" a outras áreas, especificou Zannier, que ressaltou que a ONU segue oferecendo seus ofícios às duas capitais. Ao mesmo tempo, destacou que a situação no território segue estável, apesar da atmosfera de instabilidade nas zonas sérvias do norte do Kosovo, nas quais não se aceitou a independência unilateral proclamada por Pristina em 2008. Os servo-kosovares respaldam a posição de Belgrado, que alega ter sido um ato ilegal, e afirmam que a única autoridade legítima no território continua sendo a Unmik, que o administrou desde a guerra de 1999. Por sua parte, o ministro de Exterior sérvio, Vuk Jeremic, reiterou perante o Conselho de Segurança o compromisso de seu país de encontrar uma solução via diálogo ao litígio assim que o Tribunal Internacional de Haia se pronuncie definindo se a declaração unilateral de independência vulnerou o direito internacional. "Quero garantir ao Conselho de Segurança que a Sérvia está disposta a realizar um diálogo flexível e sincero para encontrar uma solução e não tem intenção de congelar o conflito, triunfar ou subjugar ninguém", afirmou. EFE jju/fm

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