24/08 - 06:52hs

China termina na inédita liderança do quadro de medalhas olímpico

Foram 51 medalhas de ouro, 21 de prata e 28 de bronze, resultando em exatas 100 premiações

EFE


PEQUIM (China) - A China, anfitriã dos Jogos Olímpicos de Pequim, terminou na liderança do quadro de medalhas pela primeira vez na história do evento, quebrando uma hegemonia dos Estados Unidos que vinha desde 1996, em Atlanta.

Os chineses cumpriram a promessa de se confirmar como potência esportiva e acabaram com 51 medalhas de ouro - incluindo triunfos em modalidades pouco comuns para o país, como boxe e remo -, 21 pratas e 28 bronzes.

No total, foram 100 medalhas, sendo 15 primeiros lugares à frente dos americanos. Os EUA somaram mais conquistas, com 110 no geral, mas o sistema de classificação do quadro de medalhas dá prioridade aos ouros.

Os Estados Unidos ficaram com 36 ouros, 38 pratas e 36 bronzes.

Após terminarem em quarto nas edições dos Jogos de 1992 e 1996, os chineses começaram a anunciar suas intenções há oito anos, em Sydney, e deixaram claro em Atenas que brigariam pela supremacia.

Na Austrália, os americanos ganharam 38 ouros, contra 32 da Rússia e 28 da China. E na Grécia, os Estados Unidos comandaram o quadro de medalhas com um total de 36 ouros, apenas quatro a mais que a China.

Além disso, os 51 ouros dos anfitriões em Pequim representam o maior número de ouros conquistados numa só edição desde os Jogos Olímpicos de Seul, em 1998, quando a extinta União Soviética (URSS) levou 54 - apenas três a mais.

Ao longo da história, os Estados Unidos dominaram 15 das 26 edições dos Jogos, seguido da União Soviética, que comandaram os quadros finais seis vezes.

Completam a relação França, Grã-Bretanha, Alemanha e a Comunidade de Estados Independentes (CEI), que tomou o lugar da URSS em 1992.

Após um início ruim, a Rússia terminou no terceiro lugar no quadro, com 72 medalhas: 23 de ouro, 21 de prata e 28 de bronze.

O Brasil terminou na 23ª posição, com três ouros, quatro pratas e oito bronzes. Foi a melhor campanha em termos de quantidade de medalhas, com 15 (igualando Atlanta, em 1996), mas não no que diz respeito aos ouros - o país ficou com dois a menos que em Atenas, há quatro anos.

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