20/08 - 09:28hs

Argentina pode bater Brasil no quadro de medalhas
Para “hermanos”, vencer no futebol é o que importa. Saiba quais são as chances de os vizinhos argentinos passarem o Brasil

Flavio Gomes e Nara Alves, de Pequim

 

PEQUIM (CHINA) – Apenas uma colocação separa o Brasil da Argentina na classificação geral do quadro de medalhas nesta quarta-feira. Os “hermanos” estão na 41ª posição, com 1 ouro e 1 bronze, na tentativa de alcançar o Brasil, que está em 40ª lugar, com 1 ouro e 5 bronzes. Há oito Olimpíadas, ou 36 anos, a Argentina não vence o duelo. Será que a chance da virada pode aparecer em Pequim?

A Argentina ficou na frente do Brasil na classificação em nove edições: 1924, 1928, 1932, 1936, 1948, 1952, 1960, 1964 e 1972. No Pan-Americano do Rio, em 2007, o Brasil obteve a 3ª melhor colocação, com 54 ouros, atrás dos EUA (97 ouros) e Cuba (59 ouros). A Argentina amargou o 7º lugar, com 11 ouros, atrás de Canadá (39), México (18) e Colômbia (14).

Chances e conquistas argentinas

Além do futebol masculino, que disputa o ouro contra a Nigéria após massacrar a seleção brasileira, os times argentinos têm boas chances de medalhas em pelo menos duas modalidades coletivas. De acordo com o Comitê Olímpico Argentino, o basquete masculino (atual campeão olímpico em cima dos Estados Unidos) e o hóquei na grama feminino (das famosas “leonas”, prata em Sydney e bronze em Atenas) também podem faturar medalhas em Pequim.

A Argentina ainda tem boas chances de levar o bronze com a dupla Carlos Espínola e Santiago Lange, na vela, categoria tornado, e no ciclismo. Na modalidade BMX, segundo o Comitê, seus quatro atletas podem chegar ao topo do pódio – Daniel Becerine, Ramiro Marino, Gabriela Diaz e Maria Belen Dutto.

Até agora, a Argentina faturou 1 bronze no judô (com Paula Pareto na categoria até 48kg) e 1 ouro no ciclismo (com a dupla Juan Esteban Curuchet e Walter Fernando Perez na modalidade 50km).

Chances e conquistas brasileiras

Já o Brasil ainda tem chances de conquistar medalhas nos quatro vôleis (de quadra e de praia, feminino e masculino) e no futebol feminino e masculino (bronze). Além dos esportes coletivos, os atletas do País têm boas chances nos individuais com Maureen Maggi, que pode faturar no salto em distância, Jadel Gregório no salto triplo e a dupla Robert Scheidt e Bruno Prada, na classe star do iatismo.

Até agora, conquistaram medalhas o nadador César Cielo, que levou o ouro inédito para a natação brasileira nos 50m livre, os judocas Leandro Guilheiro (leve), Tiago Camilo (meio-médio) e Ketleyn Quadros (leve), que garantiram o bronze, e as velejadoras Fernanda Oliveira e Isabel Swan, que surpreenderam ao ficar com o bronze na classe 470.

Confronto direto

 

Brasil

Argentina

1ª medalha olímpica

1920

1924

Melhor período

De 1980 a 2004, com 58 medalhas, sendo 14 ouros

De 1924 a 1952, com 37 medalhas, sendo 13 ouros

Melhor ano

2004, com 5 ouros, 2 pratas e 3 bronzes

1928 e 1948, com 3 ouros, 3 pratas e 1 bronze cada ano

Atenas (2004)

5 ouros, 2 pratas e 3 bronzes

2 ouros e 4 bronzes

Pior período

De 1960 a 1976, quando ficou 5 Jogos sem ouro

De 1956 a 2000, quando ficou 13 Jogos sem ouro

Principal esporte

Vela e judô, com 15 medalhas cada

Boxe, com 24 medalhas. Dos 16 ouros já obtidos, 7 são do boxe

Total de atletas

277

136

Delegação

469 pessoas

232 pessoas

Total de medalhas

82 (18 ouros)

62 (16 ouros)

Para um dos chefes da delegação argentina em Pequim Mário Moccia, é difícil prever se a argentina vai conseguir a quantidade de medalhas de ouro para passar o Brasil. “Nós já estamos muito felizes com a vitória no futebol, que para a maioria dos torcedores é o que mais importa”, mordeu. “Mas, para nós, os brasileiros são como irmãos. Há uma rivalidade esportiva, mas, na América do Sul, nós procuramos trabalhar juntos e, no fundo, chegar à frente do Brasil na classificação dos Jogos não é algo muito significativo”, assoprou.

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