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Trocar e colecionar broches vira mania entre torcedores e voluntários

O chinês Xu Long e o senhor americano Baker estão entre os milhares de fãs que aderiram à mania dos pins em Pequim

Nara Alves, enviada especial do iG

PEQUIM (China) – As credenciais estão pesando cada vez mais no pescoço dos voluntários. E não é por causa do cansaço, não. O motivo são os broches que os chineses estão acumulando para trocar com torcedores estrangeiros ao longo da Olimpíada.

Nara Alves, do Último Segundo
dsf
O voluntário Xu Long, fiscal de credenciais, já ganhou 10 broches de profissionais que estão trabalhando nos Jogos. Ele coleciona os pins e troca com amigos e estranhos nas ruas de Pequim. “Eu gosto de coisas pequenas”, explica. Xu Long procura abordar aqueles que mais exibem broches nos bonés ou mochilas. Assim, tem mais chance de conseguir trocar pelo que ele escolher.

Se o colecionador não estiver satisfeito com a troca, ele pode optar pelo escambo coletivo, que acontece ao ar livre, próximo aos centros de imprensa ou locais de competição. Não é permitido vender. Colecionadores profissionais estendem sua “mercadoria” no chão e ficam aguardando a oferta dos transeuntes.

Esta mania, que para a maioria não passa de um passa-tempo bacana e uma boa desculpa para conversar com gente de outros países, para outros é uma verdadeira obsessão. O senhor Baker, americano, já juntou 7.247, de acordo com as contas que ele mesmo fez em poucos segundos de conversa. “Eu faço isso só porque gosto de trocar broches”, simplificou.

Esta é a 13ª Olimpíada que Baker comparece com seus milhares de pins na mala. O senhor, que já percorreu o mundo em prol do escambo de pins, não revela como faz para se sustentar, já que não ganha um tostão com as trocas. “Top secret”. Este segredo deve valer uma fortuna, mas ele não vende por dinheiro nenhum.

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