17/08 - 09:07hs
Chinesas procuram depilação brasileira para ficar com marca de biquíni
Mulheres em Pequim aprendem a depilar a virilha cavada com cera quente e fazem bronzeamento artificial para se sentirem mais sensuais
Nara Alves, enviada especial do iG
PEQUIM (China) - As chinesas que entram no salão de beleza da francesa Catherine Coline, no bairro mais badalado de Pequim, Chaoyang, saem de lá com marquinha de biquíni (cavado) e pele bronzeada. A freguesia de Catherine já está se acostumando com o método brasileiro de depilação, a cera quente, e promete crescer nos próximos meses.
“Por enquanto, cerca de 25% da minha clientela é de chinesas. Outros 25% são brasileiras e o restante é formado por européias”, contabiliza Catherine. A empresária, que mora em Pequim há mais de quatro anos, trouxe a técnica chamada de “brazilian bikini” da França, onde a depilação mais cavada da virilha já é popular, segundo ela.
| Nara Alves, do Último Segundo |
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| Funcionária prepara a cera |
No último mês, 10 das 45 mulheres que utilizaram o serviço brasileiro eram chinesas. “Por causa da Olimpíada, o movimento caiu um pouco. Eu esperava que fosse aumentar, mas isso não aconteceu. Não sei por que”, lamenta. A falta de popularidade entre as chinesas talvez possa ser explicada pelo preço. Como a cera é importada da França, o preço por sessão é R$ 55. O salário médio mensal em Pequim é de R$ 675. Já as sessões de bronzeamento vão de R$ 20 a R$ 35 para 20 minutos de sol artificial.
As russas são as que mais procuram por depilações diferentes, com formatos e contornos inusitados, conta a proprietária do salão. “Desde que comecei, apenas russas me procuraram para fazer depilação artística. Já as americanas querem tirar apenas os pêlos perto das pernas”, diz.
Para fazer o trabalho mais elaborado, Catherine terá de incentivar suas funcionárias a, primeiro, praticarem nelas mesmas, umas nas outras. “Aos poucos, elas vão se acostumando”, acredita. Enquanto o mercado da depilação brasileira estiver bom, Catherine não pretende voltar para a França. “Vim de Hong Kong para Pequim por causa do mercado e vou ficar enquanto tiverem oportunidades”, torce.
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