12/08 - 15:10hs
'Bicho-papão' dos Jogos, doping é fortemente combatido em Pequim
Números de resultados positivos na história provocaram uma evolução tecnológica; entenda todo processo e veja casos
Léo Morelli e Marina Morena, repórteres iG Esporte
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SÃO PAULO - Os Jogos Olímpicos de Pequim são os mais vigiados da história, já que o aumento de casos registrados nas três últimas edições (dois positivos em Atlanta-1996, 11 em Sydney-2000 e 27 infrações em Atenas-2004) faz com que o COI (Comitê Olímpico Internacional) esteja com receio de uma nova onda de doping.
Na China, a intransigência em relação ao doping é ainda mais acentuada, já que o governo, preocupado também com a crise do Tibete e com a caótica viagem da tocha olímpica, quer evitar que um novo escândalo que manche o espírito olímpico, tão questionado com os problemas culturais e diplomáticos apresentado pelo país.
Veja passo-a-passo como funciona o processo de exames antidoping em Olimpíadas e atletas excluídos de Pequim no infográfico abaixo!
| Arte/iG Esporte |
O elevado número de testes positivos é uma verdadeira batalha contra a inteligência dos laboratórios, que exerce uma caça cada vez mais eficaz contra aqueles que adotam práticas antiesportivas. Os dados desta Olimpíada são eloqüentes: haverá o dobro de exames em Pequim em relação a Atenas. (4500 contra 2350).
Na Grécia, em 2004, primeiros Jogos realizados sob as leis do Código Mundial Antidoping, conjunto de normas da Agência Mundial Antidoping (AMA), o COI chegou até a criar a campanha “Tolerância Zero”, mas o resultado não foi o esperado: mais do que o dobro de casos da Olimpíada de Sydney, que, inclusive, tem casos de doping sendo julgados na Justiça até agora, oito anos depois.
Em janeiro, a maior estrela do atletismo, a norte-americana Marion Jones, pediu “desculpas” e anunciou a sua aposentadoria das pistas. Em depoimento, a velocista confessou uso de doping antes dos Jogos de 2000 e perdeu as cinco medalhas obtidas na competição (três de ouros e duas de bronzes).
A Olimpíada de Pequim já registra inúmeros casos de doping, e o Brasil teve o primeiro atleta cortado dos Jogos. Trata-se do armador Jaqson da equipe de handebol. O jogador que defende a Metodista/São Bernardo faz parte da seleção brasileira há alguns anos e, inclusive, esteve na equipe durante a Olimpíada de Atenas.
Os exames previstos em Pequim deverão ser muito mais 'inteligentes', de acordo com André Santos, diretor da Agilent no Brasil, empresa norte-americana que fornece equipamentos de última geração para análises de urina e sangue dos atletas.
“Os equipamentos têm sensibilidade suficiente para detectar quantidades muito inferiores àquelas consideradas limítrofes. É praticamente nula a possibilidade de um atleta, que tenha ingerido alguma substância controlada, não ser pego no teste antidoping”, explica.
"Os equipamentos são capazes de analisar uma amostra em menos de um dia. O software (programa de computador) é protegido. Não há como interferir no relatório emitido pelas máquinas”, completa André Santos.
Equipamentos antidopagem prometem ser rigorosos; assista!
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