24/03 - 07:50hs

Chama olímpica é acesa em Antiga Olímpia e inicia seu percurso rumo a Pequim
A tocha foi acesa nesta manhã e policiais precisaram conter manifestantes pró-Tibet que quiseram invadir a cerimônia

Redação com agências internacionais


OLIMPIA (Grécia) - A chama olímpica que iluminará os Jogos Olímpicos de Pequim foi acesa nesta segunda-feira sob um pálido sol em cerimônia na Antiga Olímpia e começou seu caminho rumo ao estádio olímpico da capital chinesa, onde chegará no dia 8 de agosto.

No lugar arqueológico de Olímpia, berço natal dos Jogos há 2800 anos, 22 mulheres vestidas em túnicas brancas como sacerdotisas entraram nas ruínas do templo de Hera ao compasso dos tambores, onde a chama foi acesa com os raios do sol e a ajuda de um espelho côncavo.

A festa começou uma hora antes do previsto, às 11h (6h no horário de Brasília) por causa das previsões de fortes chuvas na Grécia nesta segunda. O templo, palco da cerimônia, foi atingido por incêndios no ano passado e passou por um forte trabalho de reflorestamento.

A tocha percorerrá 19 países em mais de cem dias até a chegada a Pequim, no dia 8 de agosto, para a festa de abertura da Olimpíada. Estão no caminho da chama o Monte Everest e o Tibete. Pela América do Sul ela passará por Buenos Aires, na Argentina.

Manifestantes protestam em cerimônia

Reuters
Manifestante invade cerimônia
Antes do acendimento a tocha, o presidente do Comitê Organizador dos Jogos de Pequim e secretário do Partido Comunista da cidade, Liu Qi, fazia o seu discurso quando um  manifestante pró-Tibete chegou ao local da cerimônia. Ele carregava uma bandeira preta em protesto contra a violação dos direitos humanos no Tibete e foi preso pela polícia.

Também foram presos outro manifestante, um tibetano e fotógrafo grego que estava com ele. O diretor do grupo Estudantes por um Tibete Livre, Lhadon Tethong, disse que os homens foram levados para a delegacia local. Cerca de 1000 policiais cuidaram da segurança do local. 

O chefe do Comitê Olímpico Internacional, Jacques Rogge, defendeu a decisão de realizar os jogos na China, dizendo que os "principais líderes políticos não querem um boicote."

No seu discurso em Olímpia, local no Peloponeso em que ocorreu a tradicional cerimônia de acendimento da tocha, Rogge disse que os Jogos devem ser realizados em um ambiente de paz.

"A tocha é a ligação entre todos os atletas e todos os cidadãos do mundo; entre todos nós que acreditamos no ideal olímpico e na virtude do esporte. Tem a força de unir a humanidade e representar a harmonia", afirmou.

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