24/08 - 07:07hs

Sombra de Ricardinho ainda atormenta “Família Bernardinho”

Técnico da Seleção preferiu não comentar sobre o jogador, mas admitiu que ele fez falta

Gazeta Esportiva

PEQUIM (China) - Ricardinho está fora do grupo faz mais de um ano, mas ainda é assunto na seleção brasileira masculina de vôlei. Após a derrota na final olímpica para os Estados Unidos, o seu sucessor, Marcelinho, chorou muito ao falar das cobranças para manter o nível do antigo titular.

O assunto também surgiu na coletiva do técnico Bernardinho de uma forma polêmica.

O comandante brasileiro foi questionado sobre uma opinião de sua esposa, Fernanda Venturini, em um blog. No dia 14 de agosto, a ex-levantadora escreveu que Ricardinho faz “muita falta”, mas lembrou da necessidade de apoio a Marcelinho.

“Eu não li nenhum blog, nem sei o que é isso direito. É uma coisa que não me interessa, tenho mais coisa para fazer. Se a Fernanda colocou isso, vocês devem perguntar a ela”, disse inicialmente Bernardinho, que, na seqüência, analisou o peso da saída de Ricardinho.

“Também já perdemos com o Ricardinho, o Pan-americano de Santo Domingo, uma Copa América. É claro que ele faz falta, mas será que chegaríamos com sua presença aqui?”, questionou.

Capitão brasileiro, o ponteiro Giba considerou normais os problemas vividos pela equipe desde o ano passado. O jogador desmentiu que o lado emocional tenha influenciado na derrota deste domingo para os norte-americanos.

“Não tem turbulência nenhuma, as coisas acontecem como aconteceram em outras seleções. A gente simplesmente seguiu o nosso caminho e nossa vida. Falei que a Olimpíada seria a competição mais difícil porque outros times estão mais experientes, melhoraram. Mesmo aos trancos e barrancos, o Brasil chegou à final. Fizemos o nosso melhor”, disse.

Bernardinho sentiu, porém, que, além de Marcelinho, o levantador reserva da seleção, seu filho Bruno, sentiu muito a derrota. Porém, o técnico elogiou a coragem e determinação dos seus atletas na difícil missão de substituir o melhor do mundo na posição.

“Não acho que o ponto tenha sido o Marcelo. Tenho que agradecer a ele, que suportou a pressão. Nós vencemos o Pan, a Copa do Mundo, e chegamos a uma final olímpica quando muitos duvidavam. Fez o papel dele de forma mais do que honrosa, muito positiva. Ele queria mais, o ouro, a vitória. Mas trata-se de um medalhista olímpico. O Bruno também desabou, você começa a pensar se não era para estar aqui. Mas é um jogador com capacidade de liderar a seleção daqui para frente”, alertou Bernardinho.

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