24/08 - 05:57hs
Emocionado, Giba diz: “Sem o Gustavo, não será a mesma coisa”
"Sempre ganhamos porque a gente se gostava de graça. Um grupo como esse, vai ser difícil achar outro”, disse o jogador
Gazeta Esportiva
PEQUIM (China) - O ponteiro Giba demonstrou serenidade para reconhecer que os Estados Unidos mereceram a medalha de ouro no torneio de vôlei masculino em Pequim-2008 na final contra o Brasil. Porém, os olhos do capitão brasileiro encheram de lágrimas no momento em que veio o assunto da despedida do meio-de-rede Gustavo.
Visivelmente emocionado, Giba ressaltou a importância do central, considerado pelo técnico Bernardinho como o melhor do mundo. “Só o Gustavo falando que parou não será a mesma coisa”, admitiu. “Eu o conheço faz 14 anos, vou sentir muita saudade dele e dessa família que construímos”, emendou.
Na noite que antecedeu a final, Giba revela que os jogadores viveram momentos de muita alegria e união na Vila Olímpica.
“Fizemos uma reunião linda, vimos o CD do filho do Escada (líbero Serginho) nascer, falamos muitas coisas, do orgulho de ser uma família. Isso não vamos perder, o gostar, o querer, o amar o outro. Essa, com certeza, é a nossa grande medalha. Sempre ganhamos porque a gente se gostava de graça. Um grupo como esse, vai ser difícil achar outro”, reforçou.
Sobre o futuro, Giba reiterou a intenção de continuar na seleção, pelo menos, até o Mundial de 2010. No entanto, o ponteiro brasileiro sabe que também tem a obrigação de dar grande atenção à vida pessoal. Logo após os Jogos, o jogador comemora o nascimento de seu segundo filho.
“Minha idéia é até 2010, vamos ver o que acontece ano a ano, agora preciso ver a necessidade da minha família, é difícil passar esse mês todo fora de casa, sem falar com minha filha. É uma coisa que pesa bastante, a gente vai ficando velho, vai pesando muito. Vou sentar com calma, conversar com a Cristina (Pirv), tenho o nascimento de meu segundo filho, sete meses na Rússia”, disse.
Com contrato em vigência na Rússia, Giba demonstra, porém, o desejo de retornar ao vôlei brasileiro. Para isso, é preciso pagar uma alta multa contratual na Rússia. “Vamos ver se depois da medalha do feminino, rezamos muito para isso e torcemos pelas meninas, se agora todos conseguem voltar ao país”, finalizou.
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