22/08 - 01:15hs

Márcio e Fábio Luiz perdem de americanos e ficam com a prata

Brasileiros saíram perdendo, reagiram no segundo set, mas fizeram um péssimo tie-break e deixaram o ouro escapar

Redação do iG Esporte com agências


PEQUIM (China) - Eles chegaram a Pequim desacreditados, conquistaram a vaga olímpica no último suspiro, foram à final eliminando os favoritos Ricardo e Emanuel, mas deixaram o ouro escapar. Surpresa do vôlei de praia nos Jogos de Pequim, Márcio e Fábio Luiz foram derrotados por 2 sets 1 pelos norte-americanos Rogers e Dalhausser na luta pelo título, parciais de 21/23, 21/17 e 15/4.

Irregulares, Márcio e Fábio Luiz não estavam fazendo uma boa temporada pré-olímpica. Após a conquista do Mundial de 2005, a parceria caiu de rendimento nas últimas competições, ficando ameaçados pelos compatriotas Pedro Solberg e Harley, que quase ficaram com a segunda vaga olímpica a que o Brasil tinha direito — a primeira era de Ricardo e Emanuel.

Ameaçados na pontuação do ranking mundial, Márcio e Fábio só carimbaram o passaporte para Pequim aos 45 minutos do segundo tempo. Na etapa de Marselha do Circuito Mundial, a parceria derrotou os próprios Solberg e Harley na semifinal, o que acabou com as esperanças dos adversários de disputarem as Olimpíadas. De quebra, a dupla medalhista de ouro/prata em Pequim levou o título da etapa francesa.

Reuters
Fábio Luiz lamenta: ele e Márcio pararam na dupla norte-americana

Com a vaga olímpica garantida, Márcio e Fábio aterrissaram em solo chinês com o rótulo de ‘zebra’, mas, no decorrer da competição, mostraram que mereciam respeito. Na primeira partida da fase eliminatória, venceram os italianos Lione e Amore. Em seguida, porém, foram derrotados pelos austríacos Doppler e Gartmayer, e assim precisavam vencer os russos Barsuk e Kolodinskiy na última rodada. Tarefa cumprida e vaga nas oitavas-de-final garantida.

Aliviada e embalada pela conquista, a parceria verde-amarela não parou de brilhar. Na partida das oitavas, eles passaram sem dificuldades sobre os japoneses Asahi e Shiratori. No decorrer do evento, já nas quartas-de-final, derrotaram mais uma dupla da Áustria, Gosh e Horst, marcando encontro com os compatriotas e favoritos ao ouro, Ricardo e Emanuel.

Com uma postura ofensiva e sem temer os fortes adversários, Márcio e Fábio se impuseram na partida das semifinais e não deram chances para os campeões olímpicos de Atenas-2004 se sobressaírem. Assim, ofuscaram o favoritismo dos adversários e garantiram presença na disputa pelo ouro.

Na final, a dupla lutou, perdeu o primeiro set, empatou, levou o jogo para o tie-break, mas sucumbiu. Resultado: a prata.

Como foi a final
A partida começou muito bem para o lado brasileiro. Com dois bloqueios de Fábio, o Brasil abriu 4 a 1, vantagem que aumentou, após erro dos norte-americanos (5 a 1) e novo bloqueio nacional (6 a 1).

Mantendo o forte ritmo, os brasileiros se distanciaram ainda mais no placar, fazendo 9 a 3. Entretanto, os representantes dos Estados Unidos ensaiaram uma reação, conseguindo, inclusive, bloquear, conseguindo diminuir para 10 a 7.

EFE
As duas duplas brasileiras: prata e bronze, abaixo dos norte-americanos

Quando os norte-americanos fizeram 10 a 9, Márcio e Fábio Luiz pediram tempo para retomarem a concentração, o que não surtiu efeito, já que Rogers e Dalhausser empataram. Mesmo com o equilíbrio em quadra, o Brasil manteve-se sempre com um ponto à frente e os adversários empatando na jogada seguinte.

A soberania no placar durou até o momento em que os Estados Unidos aproveitaram um contra-ataque e fizeram 18 a 17, mas logo em seguida, os brasileiros voltaram a empatar em 18. Assim, a vantagem de um ponto mudou de lado e os favoritos norte-americanos fecharam em 23 a 21.

Assim como no primeiro set, o Brasil iniciou na frente, com um bloqueio de Fábio, mas em seguida os Estados Unidos confirmaram e empataram, por pouco tempo, pois em um contra-ataque bem efetuado o Brasil fez 5 a 3. Em seguida, muitos prontos disputados, mas a situação não se alterou, 8 a 6 para Márcio/Fábio.

Por sua vez, os norte-americanos sacaram forte e forçaram erros dos brasileiros, que permitiram a virada (9 a 8) e pediram tempo, mas os adversários mantiveram-se atentos e fizeram 11 a 9. Brilhantemente, Márcio fez dois aces seguidos e empatou em 13, colocando o Brasil novamente no jogo. Embalada, a dupla verde-amarela passou à frente com um contra-ataque (14 a 13).

Com pontos trocados, a partida seguiu equilibrada até um bloqueio de Fábio, levando o Brasil para 17 a 15. Dessa forma, com mais defesas eficientes, a equipe brasileira abriu três pontos, 18 a 15, permanecendo na liderança até os 21 a 17, levando o jogo para o tie-break.

No desempate, os brasileiros começaram mal e os Estados Unidos abriram 3 a 0. Desconcentrados, os brasileiros não aproveitaram chances de contra-ataques para se recuperar. Apáticos em quadra, Márcio e Fábio não reagiram e Rogers e Dalhausser fizeram 6 a 1.

Mais três bloqueios norte-americanos e o ouro ficou cada vez mais perto do lado oposto ao brasileiro (9 a 1). neste ritmo, os Estados Unidos anularam as esperanças de os brasileiros subirem ao lugar mais alto pódio, fazendo incríveis 15 a 4.

(Com Gazeta Esportiva)

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