21/08 - 16:41hs

Brasil aguarda Itália nas semifinais do vôlei masculino

Tives se conhecem bem e vão travar reedição da final de Atenas-2004, vencida pelos homens de Bernardinho

AFP

PEQUIM (China) - A seleção brasileira se prepara para encarar a Itália sexta-feira, nas semifinais do torneio olímpico masculino de vôlei, enquanto que Rússia e Estados Unidos medirão forças, no mesmo dia, na outra semifinal.

Assim, Brasil e Itália vão travar no Capital Gynmasium de Pequim a reedição da final de Atenas-2004, vencida pelos homens de Bernardinho.

Nas quartas-de-final, os brasileiros eliminaram a China por 3-0, enquanto que a irregular Itália acabou se impondo à Polônia ao término de um jogo dramático, que terminou em 3-2. Já a Rússia derrotou a Bulgária por 3-1, ao passo que os Estados Unidos, atuais campeões da Liga Mundial, venceram a Sérvia por 3-2.

Se o Brasil ganhar da Itália, terá pela frente um adversário perigosíssimo. Tanto os EUA quanto a Rússia já derrotaram a seleção de Bernardinho, os russos na primeira fase das Olimpíada (único revés do Brasil na competição até agora), e os americanos na última Liga Mundial, disputada no mês passado no Rio de Janeiro.

Entretanto, Giba, Dante, Gustavo e companhia ainda têm que superar a Itália, uma equipe de veteranos às vezes irregular, mas que aposta em sua experiência para derrubar os gigantes brasileiros. Além disso, muitos jogadores do Brasil atuam na Itália, o que dá aos italianos a vantagem de ter um conhecimento muito grande sobre seus adversários.

"A preocupação com a Itália é total. Vamos ter que tomar cuidado, pois é um time que sabe jogar taticamente e o treinador deles nos conhece muito bem", alertou Bernardinho. "A Itália tem menos pressão nestes Jogos, porque já não são mais tão favoritos como eram antes de 2004", avaliou o ponta Dante, que joga no clube italiano Modena.

O fator cansaço pode ajudar o Brasil, já que os italianos levaram mais de duas horas para superar a Polônia nas quartas-de-final.

A Itália tratou de jogar logo todo o favoritismo para o lado dos brasileiros. "Jogar contra o Brasil será muito complicado. Vai ser uma final antes da hora", afirmou o meio-de-rede Luigi Mastrangelo. "Queremos enfrentar o Brasil. Eles são muito bons e vamos aprender muito com esse confronto", declarou o ponta Alberto Cisolla.

Bernardinho, por sua vez, tentou amenizar a pressão. "Não nos consideramos favoritos. Ainda temos duas partidas muito difíceis pela frente para conquistar o ouro", destacou. A Rússia, que ganhou o bronze nos Jogos de Atenas-2004, terá um jogo complicado sexta-feira contra os Estados Unidos, a única seleção ainda invicta nesta Olimpíada.

As principais armas da poderosa Rússia se chamam Maxim Mikhaylov, Alexander Volkov e Alexander Kulevshenko. Os homens de Vladimir Alenko têm na força e no bloqueio seus maiores trunfos.

Porém, os 'boys' do neo-zelandês Hugh McCutcheon também têm um bloqueio de alto nível com jogadores como William Priddy, Clayton Stanleu ou Riley Salmon. Eles também podem contar com a presença imponente de Lloyd Ball.

Na partida de quartas-de-final contra a Sérvia, os EUA mostraram uma grande capacidade de superação ao ganhar três sets que tinham começado perdendo. "Vamos ter contra a Rússia um duelo duro, de vida ou morte, mas vamos dar o sangue por nosso país", avisou Salmon.

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