19/08 - 03:52hs

Zé Roberto esquece trauma de 2004: “Estamos preparados”

"São situações totalmente diferentes. Tivemos pouco tempo de trabalho com aquele grupo de Atenas", disse Zé

Gazeta Esportiva

PEQUIM (China) - O Brasil garantiu sem sustos a classificação para a semifinal das Olimpíadas-2008 diante do Japão. A partir de agora, a expectativa é de um confronto mais duro, diante de Rússia ou China, que jogam ainda nesta terça-feira.

Todavia, independente do adversário, as brasileiras terão que conviver com um trauma.

Há quatro anos, na semifinal dos Jogos de Atenas, o Brasil tinha a vitória nas mãos diante da Rússia. Com 2 sets a 1 de vantagem, o time de José Roberto Guimarães alcançou o placar de 24 a 19 no quarto set para carimbar a vaga na final. De forma inacreditável, levou a virada e acabou superado por 3 sets a 2.

”Nosso treinamento é competitivo, estamos preparados para qualquer coisa, para sair na frente, para sair atrás, para jogar com a China, com a Rússia, com Cuba. Eu só penso no meu time”, afirmou o treinador, ainda na sala de conferência do Capital Gymnasium.

Desta forma, o comandante brasileiro descarta um intenso trabalho psicológico para fazer parte de sua equipe esquecer a derrota de 2004. Naquela oportunidade, seis atletas do atual grupo já defendiam a seleção: Fabiana, Fofão, Mari, Valeskinha, Walewska e Sassá.

“São situações totalmente diferentes. Tivemos pouco tempo de trabalho com aquele grupo de Atenas, eu assumi no final do ano anterior. Daquele jogo contra a Rússia, não vamos aproveitar nada. Só posso dizer que hoje o time está muito bem”, reiterou José Roberto Guimarães.

Ao ser questionado sobre uma preferência sobre o próximo rival, José Roberto Guimarães foi claro: tanto Rússia como China irão proporcionar dificuldades às brasileiras, que ainda não perderam sequer um set na competição. “Eu entrego na mão de Deus o adversário da semifinal”, disse.

A confiança demonstrada pelas atletas anima ainda mais o treinador na busca da medalha de ouro na China. Logo após a vitória contra o Japão, José Roberto Guimarães teve uma conversa com sua capitã, a levantadora Fofão.

”Eu perguntei se ela preferia Rússia ou China. A Fofão me respondeu que pode vir qualquer uma. É muito bom perceber essa confiança nos olhos das jogadoras”, finalizou o técnico, campeão olímpico em 1992 com o time masculino.

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