16/08 - 11:25hs
Torcida impulsiona “Muralha” na vitória contra os japoneses
Fábio Luiz foi decisivo na vitória sobre dupla japonesa e venceu o jogo com o parceiro Márcio
Fábio Sormani, enviado especial do iG
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PEQUIM (China) - O local não poderia ser melhor: a China. Fábio Luiz funcionou como uma muralha diante da dupla japonesa formada por Kentaro Asahi e Katsushiro Siratori.
Nas areias do circuito mundial, o capixaba é conhecido como “Muralha”. Também pudera, com 2m04 de altura, impulsão e uma agilidade invejável, Fábio é um pesadelo para os atacantes.
Se o levantamento não fintá-lo, o atacante fica no bloqueio. Foi isso o que aconteceu hoje aqui em Pequim. A dupla formada ao lado de Márcio Araújo fez dez bloqueios na partida, nove deles pela “Muralha”. E buscou um jogo que estava complicado no primeiro set, quando a dupla japonesa teve três set points neutralizados pelo bloqueio capixaba.
“Não é apenas pular”, garante Fábio. “O Márcio, atrás de mim, me orienta”.
E orienta mesmo. O duo vem trabalhando como uma máquina muitíssimo bem azeitada aqui em Pequim.
Nas três partidas realizadas até agora, foram três vitórias e apenas um set perdido: 2 a 0 na dupla italiana (Eugenio Amore/Riccardo Lione), 2 a 1 nos austríacos (Clemens Dopller e Peter Gartmayer) e 2 a 0 novamente, agora nos russos (Igor Kolodinskyi e Dmitry Barsuk).
E a torcida tem tido uma participação importante em todo esse processo de construção da campanha rumo ao ouro olímpico. E como tem. Os chineses, declarada e descaradamente, torcem para os brasileiros. E a “Muralha” é quem mais tem tirado proveito disso. “Sinto demais a falta de minha família”, disse ele, “e a presença da torcida ao nosso lado, nos jogos, compensa muito isso. Ela tem sido fantástica”.
Como tem acontecido aqui em Pequim na modalidade voleibol, de quadra ou de areia, o pequinês trata os brasileiros como se eles fossem os americanos do basquete.
Já o disse aqui neste site. Mas não custa nada relembrar.
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