16/08 - 13:33hs
Oscar vibra mais que Ricardo e Emanuel depois da vitória sobre os russos
Ex-jogador de basquete, gritou, aplaudiu e também ganhou aplaussos da torcida na Arena do Vôlei de Praia
Fábio Sormani, enviado especial do iG
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PEQUIM (China) - O jogo foi emocionante, e a dupla brasileira esteve a ponto de perder e ser eliminada dos Jogos Olímpicos. Salvou cinco match points no segundo set, para conseguir virar a partida e se classificar para as quartas-de-final da competição num sufoco danado.
Mesmo assim, Ricardo e Emanuel deixaram a areia da Arena do Vôlei de Praia do Parque Chaoyang como se nada tivesse acontecido. Os 2 a 1 diante dos russos Igor Kolodinskyi e Dmitry Barsuk parece que não tinha passado de um amistoso. Toalha no pescoço, eles conversaram calmamente com os jornalistas e em momento algum demostraram euforia.
Disseram, é verdade, que nunca tinham passado por emoção desse tipo, que se lembraram da semifinal dos Jogos de Atenas, em 2004, quando venceram a dupla suíça formada por Patrick Heusher e Stefan Kobel por 2 sets a 1, 15 a 12 no tiebreak, após estarem perdendo por 10 a 9 e blábláblá.
Demonstravam felicidade, é certo, mas estiveram sempre impassíveis.
O ex-jogador de basquete Oscar Schmidt, que assistiu à partida, estava mais excitado do que o duo nacional. Lembrava, e muito, de seus tempos de jogador de basquete. Gritou e vibrou tanto que teve seu nome saudado pelos torcedores que estiveram na arena olímpica.
“Nossa, estou com dor de cabeça, gente”, reclamou o “Mão Santa”, enquanto Ricardo e Emanuel conversavam com os jornalistas. “Qualquer hora eu vou morrer. Mas esses caras são f..., viraram um jogo que parecia perdido”.
Realmente, os caras foram porretas. Mas jogaram mal. Deixaram todos preocupados. Se jogarem assim diante da dupla norte-americana formada por Jacob Gibb e Sean Rosenthal, o futuro será incerto.
O volume de jogo a ser mostrado tem que ser muito maior.
Hoje, os dois tiveram muita dificuldade para sair do bloqueio. “Os caras sacaram a mais de 100 km/h em todos os momentos”, justificou Emanuel. “E isso no vôlei de praia é muita coisa”.
Mas é realidade. E os dois têm que estar preparados para essas e outras se quiserem reprisar o ouro olímpico.
Contra os norte-americanos, a vida será mais fácil neste ponto. Eles não têm a mesma potência de saque dos russos “Mas a virada de bola deles é excelente”, explicou Ricardo. E quebra bloqueio, acrescento.
Que a indiferença dos dois depois da partida tenha sido apenas um grande momento de reflexão. Seguramente, os dois sabem que alguns ajustes precisam ser feitos.
E rapidamente, pois segunda tem jogo novamente.
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