15/08 - 14:31hs
Ana Paula e Larissa deixam de pisar em ovos e vencem
Dizem as más línguas que as duas atletas não se bicavam antes da Olimpíada de Pequim
Fábio Sormani, enviado especial do iG
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PEQUIM (China) - A vida de Ana Paula e Larissa aqui em Pequim não estava nada fácil. Três jogos, duas vitórias e uma derrota. E as vitórias foram suadas, de virada.
A primeira delas contra as brasileiras naturalizadas georgianas Cristine Santanna e Andrezza Chaves, ou Saka e Rtvelo, como são conhecidas na Geórgia; a segunda, diante das russas Natalia Uryadova e Alexandra Shiryaeva.
Depois veio a derrota por 2 a 0 para as australianas Natalie Cook e Tamsin Barnett.
As coisas não iam bem... Até que nesta sexta-feira a dupla brasileira fez um jogo muito bom diante das alemãs Okka Rau e Stephanie Pohl e venceram com folga por 2-0 (21/18 e 21/14).
“Precisava colocar para fora essa Larissa que estava dentro de mim”, bradou a brasileira depois da partida, feliz da vida com o desempenho de ambas. “Não vim aqui para ficar em quinto lugar ou então disputar o ouro e ficar com a prata. Vim para ser campeã”.
O discurso é belíssimo, até porque Ana Paula dá pinta de que elas estão se entrosando mesmo. E principalmente fora da quadra.
A história da dupla todos sabem, mas para aqueles que a desconhecem não custa nada dizer que o duo era formado por Juliana e Larissa. Lamentavelmente, uma contusão no joelho da santista tirou-a de Pequim.
Ana Paula foi chamada pela CBV. Dizem as más línguas que as duas não se bicavam. E parece que isso é fato e não fofoca, pois Ana Paula chegou dizendo o seguinte depois da partida de hoje:
“A Larissa tem gênio forte e eu também. Então, todo mundo ficou falando isso e aquilo e a gente ficou pisando em ovos nos primeiros jogos. Ontem à noite, a gente ficou resenhando, como o povo lá de cima costuma dizer. A gente ficou trocando fotos. Ela mostrava da família dela, eu mostrava as da minha e isso foi muito bom. Hoje, na partida, ela, por exemplo, foi dura comigo em alguns momentos, não para me botar para baixo, mas para eu crescer no jogo. Ela disse: Pára de sacar viagem, faz o flutuante. Você fez isso no treino e marcou muitos pontos. E eu mudei o saque e foi bom para nós”.
Que assim seja daqui para frente. Até porque no sábado o confronto próximo das quartas-de-final será nada mais nada menos do que contra a dupla norte-americana formada por Kerri Walsh e Misty May-Treanor. A melhor dupla do mundo.
Gritem, meninas, porque a garganta, como se viu, pode ser um fator decisivo neste confronto.
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