11/08 - 09:32hs

Falavigna vai a Pequim para popularizar taekwondo

Brasileira quer representar o mesmo que Aurélio Miguel foi para o judô em seu país

Gazeta Esportiva

PEQUIM (China) - O ano era 1988 quando Aurélio Miguel faturou a primeira medalha do Brasil em artes marciais em Olimpíadas. A vitória na categoria meio-pesado do judô nos Jogos de Seul, na Coréia do Sul, tornou o esporte nascido no Japão cada vez mais popular do outro lado do mundo, no Brasil.

O resultado dessa popularização em solo pátrio pode ser visto de forma perfeita duas décadas depois. Para os Jogos de Pequim, o judô brasileiro embarcou para a China com três campeões mundiais (o bi João Derly, Tiago Camilo e Luciano Corrêa) e como uma das principais esperanças nacionais de bons resultados olímpicos.

Passados 20 anos exatos da conquista de Aurélio Miguel, outra arte marcial vê a chance de se tornar mais conhecido junto à população brasileira, e novamente uma Olimpíada disputada no continente asiático: o taekwondo, que ganhou notoriedade após os Jogos Pan-americanos do Rio de Janeiro em 2007.

Como? Com uma medalha de ouro. Que pode vir na bagagem da paranaense Natália Falavigna, uma das favoritas da categoria feminina acima de 67 kg. Embora tenha embarcado para Pequim pensando apenas em lutar bem e sem prometer medalhas, a campeã mundial em 2005 reconhece que esta é a grande chance para a modalidade se popularizar no Brasil.

Em entrevista exclusiva concedida para a Gazeta Esportiva.Net momentos antes de embarcar para a China, Falavigna, que partiu para disputar sua segunda Olimpíada, comentou sobre a sua preparação para a disputa dos Jogos de Pequim, destacou a evolução que teve nos últimos quatro anos e admitiu que chega forte para o torneio olímpico, mas garantiu que não sente a pressão de um país em suas costas na esperança de uma medalha olímpica. “Nunca disse que traria medalha e nem que iria para as Olimpíadas para ganhar, mas sim para fazer o meu melhor”, ressaltou.

Confira a entrevista completa com a atleta brasileira:

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