04/08 - 23:02hs

Mestre sul-coreano aposta em brasileiro no pódio

Sob o comando de Pan Sun, a delegação brasileira de taekondo, embarcou na noite desta segunda-feira

Gazeta Esportiva

PEQUIM (China) - Quatro anos depois de voltar dos Jogos Olímpicos de Atenas com duas quartas colocações, o taekwondo do Brasil embarca para Pequim determinado a conquistar seu primeiro pódio olímpico. Sob o comando do técnico chefe sul-coreano Pan Sun, a delegação embarcou na noite desta segunda-feira com destino à Coréia do Sul, onde finaliza sua preparação.

Trabalhando com a seleção brasileira desde 2003, o mestre asiático está confiante em um bom desempenho na China. “A evolução brasileira foi muito grande. A categoria é muito difícil, mas o Brasil tem 65% de chances de conseguir uma medalha”, elogia.

Para não deixar dúvidas quanto à mensagem, usa as mãos demonstrando o ‘crescimento’ da equipe do solo até pouco mais de 1m de altura. “Foi tudo feito com muito trabalho e todos têm a mesma opinião. É o que dizem os técnicos da Coréia, China, Canadá, Cuba e Venezuela”.

Estreante olímpico, Márcio Wenceslau reforça o discurso confiante. “Minha meta é a medalha de ouro avisa”, avisa o vice-campeão mundial da categoria até 58kg em 2005. Campeão do Aberto de Hamburgo deste ano, ele diz que a diferença será construída nos detalhes no dia da luta.

Além de Wenceslau e mestre Pan, também embarcaram o técnico Carlos Negrão e Débora Nunes, que representará o país na categoria até 57kg. A única ausência no grupo foi a campeã mundial de 2005, Natalia Falavigna, que ganhou uma semana a mais no país.

O 'prêmio' foi concedido porque o último mês de preparação foi feito em São Paulo, onde moram Wenceslau e Débora. "Como a Natália mora no Paraná, ela precisava de uma semana para ficar com a família, acertar as coisas dela. Não vimos nenhum absurdo nisso", justifica Negrão. A paranaense viaja apenas dia 9 juntando-se à delegação para finalizar os treinamentos.

A equipe brasileira permanece no país por dez dias, seguindo direto para as competições na China. O primeiro a lutar será Wenceslau com Débora fechando o programa dia 20. Natália luta apenas no dia seguinte.

Os Jogos de Pequim marcarão a terceira participação nacional no evento. Em Sydney-2000, o país foi representado por uma única atleta: Carmen Carolina, eliminada na primeira luta.

Em Atenas, o número subiu para três com Diogo Silva e Natália obtendo o quarto lugar. O desempenho de Natália igualou ao melhor resultado obtido até então por uma atleta nacional em provas individuais.

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