15/08 - 14:52hs

Após competição atípica, CBJ quer blindar judocas
Uma das melhores equipes do Campeonato Mundial de judô do ano passado, o Brasil encerrou nesta sexta-feira sua participação nas Olimpíadas de Pequim com um resultado, qualitativamente, abaixo do esperado: três medalhas de bronze. Apesar de ter avaliado como “positivo” o desempenho nacional nos tatames, o coordenador técnico da Confederação Brasileira da modalidade (CBJ), Ney Wilson, admitiu uma certa preocupação com o psicológico dos atletas.

Gazeta Esportiva

“Se você ouvir o que os nossos judocas falaram nas entrevistas após as lutas, vai perceber que eles sempre assumiram os erros na competição”, iniciou Ney Wilson. “Mas temos que olhar com mais cuidado a parte emocional, o psicológico. Precisamos descobrir como trabalhar de forma mais positiva e blindar melhor a equipe”, complementou.

Para o coordenador técnico, o desempenho brasileiro cumpriu de certa forma o desempenho esperado. “Quantitativamente, chegamos às três medalhas que esperávamos. Ouro, prata ou bronze é questão de momento na competição. Esses detalhes talvez tenham nos faltado na finalização do torneio”, discursou, embora reconheça que faltou o principal. “Conseguimos acertar três tiros, mas faltou acertar o centro do alvo”.

As três medalhas bronzeadas do Brasil vieram com Ketleyn Quadros, Leandro Guilheiro e Tiago Camilo – este, campeão mundial no ano passado. Outros judocas que faturaram o Mundial do Rio em 2007 e que representaram o país em Pequim foram João Derly e Luciano Corrêa, que não conseguiram subir ao pódio.

“Avalio como bom o nosso resultado”, ponderou Ney Wilson. “Foi uma competição atípica, pois somente a China e o Japão conseguiram mais de uma medalha de ouro; e a Rússia não ganhou nenhuma. Ninguém pensaria nisso antes dos Jogos”, argumentou.

A delegação brasileira de judô chega ao Brasil na manhã deste domingo. Em Guarulhos, desembarcarão os três medalhistas de bronze e, também, Luciano Corrêa, João Gabriel Schlittler.

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