11/08 - 11:41hs

Leandro Guilheiro prefere comemorar bronze de Ketleyn

Atleta mostrou que ainda está magoado por não ter conseguido conquistar o ouro desta vez

Agência Estado

O judoca Leandro Guilheiro, que conquistou a segunda medalha para o Brasil em Pequim - agora, são duas de bronze no judô - comemorou de forma bastante comedida sua vitória sobre o iraniano Ali Malomat na categoria leve (até 73kg), conquistada com um ippon em apenas 23 segundos de luta. "Mais importante que a minha vitória foi a conquista da Ketleyn (bronze na categoria leve). Esta, sim, uma marca para o judô feminino que premia o esforço de toda uma geração. Desta vez, o ouro era mais palpável para mim, mas quem sou eu para renegar uma medalha", disse com uma ponta de frustração.

O judoca analisou o seu desempenho até o bronze. "Não fui bem nas primeiras lutas. Evoluí ao longo da competição, principalmente após a derrota para o coreano, em que nós dois saímos machucados. Quanto à final contra o iraniano, já havia vencido ele na Supercopa de Moscou", lembrou Guilheiro.

O brasileiro revelou que momentos antes da luta, na área de 'stand by', teria visualizado o ippon em Ali Malomat mais de mil vezes. "Foi um golpe de grande plasticidade. Quando assisti à vitória da Ketleyn, ganhei uma motivação extra para a minha luta. Hoje o Brasil viveu um dia mágico", finalizou.

Aos 25 anos, o judoca paulista Leandro Guilheiro repetiu, assim, o resultado da Olimpíada de Atenas, em 2004, quando também conquistou a medalha de bronze. O resultado ainda levou o judô a ser o esporte que mais ganhou medalhas olímpicas para o Brasil, com as mesmas 14 da vela.

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