28/08 - 10:14hs

“Temos muita lenha para queimar”, avisa Scheidt

Segundo o medalhista de prata em Pequim, a dupla com Bruno Prada está apenas começando e tem um longo futuro

Gazeta Esportiva

SÃO PAULO - Medalha de prata nos Jogos Olímpicos de Pequim ao lado de Bruno Prada, o velejador Robert Scheidt prevê um futuro longo e promissor para a parceria. Depois de uma competição marcada pela superação na China, o bicampeão olímpico e octacampeão mundial da classe Laser não tem dúvida que a parceria terá vida longa.

“A gente só está começando. Primeiro pódio, primeira Olimpíada, ainda temos muita lenha para queimar nesta classe”, avisa Scheidt, que aposta na continuidade da dupla para brigar pelo título olímpico dentro de quatro anos. “A idéia é esta. A gente quer continuar certamente mais quatro anos para Londres. Vamos ver o que vai acontecer, quatro anos é muito tempo, mas a nossa vontade é esta”.

Scheidt e Prada formaram sua dupla em 2006 e desde o início conseguiram excelentes resultados. Foram campeões mundiais em 2007 e terminaram em quarto lugar na temporada seguinte.

Para a parceria dar certo foram necessários muitos sacrifícios, que o diga o proeiro Prada. Ele precisou ganhar 12 quilos em um ano para garantir o ‘equilíbrio’ da embarcação. “No início de 2006 estava com 98, 99kg. Em um ano engordei 12kg. Agora já emagreci, estou com 107kg, vou perder mais uns dois e está bom”.

Além disso, Prada, que é casado com a triatleta Carla Prada, mudou toda a dinâmica da família. Por causa do calendário puxado de treinamentos e competições internacionais, o ex-velejador da classe Finn praticamente triplicou as tradicionais três viagens anuais.

“Nos últimos dois anos, ele fez nove ou dez viagens para fora do país. Este ano, ele ficou uns dois meses só com a gente”, lembrou Carla. “A gente que é atleta entende mais do que ninguém e estimula”.

Difícil mesmo foi para as crianças. O casal tem dois filhos, Giovanna, 7 anos, e Ricardo, 5, e adotou uma tática de adaptação conservadora. “Ele ia, trazia um presente e eles foram vendo que voltava sempre”, lembra Carla.

Mesmo com tudo que teve de mudar em sua rotina, Prada garante que não há espaço para arrependimentos. “Na hora que você põe a medalha no peito tudo faz sentido. Sem sacrifício Deus não ajuda, então, tem de ter sacrifício”.

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