25/08 - 14:14hs
Scheidt diz que motivação não seria a mesma na Laser
Velejador brasileiro que já possuia dois ouros e uma prata disse que competir por outra classe aumentou sua motivação
Gazeta Esportiva
PEQUIM (China) - Aos 34 anos, o velejador Robert Scheidt é um dos atletas mais premiados do esporte brasileiro. Competindo ao lado de Bruno Prada nos Jogos Olímpicos de Pequim, ele ampliou esta coleção com mais uma prata desta vez na classe Star.
Antes Scheidt possuía dois ouros (Atlanta-96 e Atenas-2004) e uma prata (Sydney-2000) na classe Laser.
Ao desembarcar no aeroporto de Cumbica, em Guarulhos (SP), nesta segunda-feira, Scheidt admitiu que os bons resultados são frutos não apenas da paixão pelo esporte, mas também por ter escolhido bem a hora de mudar de classe. “Acho que se estivesse hoje na Laser talvez não tivesse a mesma motivação que tenho na Star”, disse com a medalha no peito.
Elogiando muito a parceria feita com Prada, o velejador paulista destacou sua evolução no esporte e acha que Pequim marca um ponto alto em sua carreira. “A classe Star me fez evoluir muito tecnicamente e encontrei no Bruno um parceiro muito importante, fiel e trabalhador, disposto a sacrifícios para a gente chegar no pódio olímpico em uma outra categoria. Para mim foi uma consagração”.
Em competições olímpicas, Scheidt só perde para o também velejador Torben Grael com cinco conquistas. Torben foi ouro em Atenas-2004 e Atlanta-96, bronze em Sydney-2000 e Seul-88 sempre na Star. Em Los Angeles-84, Torben ficou com o vice-campeonato, mas velejando de Soling.
Scheidt migrou para a Star há dois anos, formando parceria imediata com Prada, que conquistou a primeira medalha de sua carreira. Já no primeiro ano, a dupla foi campeã mundial em Cascais-2007 e terminou na terceira colocação em 2008.
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