22/08 - 05:05hs
Chefe da equipe brasileira de hipismo esperava mais nas provas por equipes
Marcello Artiaga elogiou as apresentações individuais, mas criticou o rendimento coletivo da delegação
EFE
HONG KONG (China) - O chefe da equipe brasileira de hipismo dos Jogos Olímpicos de Pequim, Marcello Artiaga, disse que esperava mais dos cavaleiros do país nas provas por equipes, disputadas em Hong Kong.
"Mostramos muita força no individual com a quinta e décima colocações (de Rodrigo Pessoa e Camila Mazza, respectivamente), mas esperávamos mais na prova por equipes. Talvez um bronze, mas a sorte não esteve do nosso lado", comentou Artiaga à Agência Efe.
A equipe, formada por Pessoa, Mazza, Bernardo Alves e Pedro Veniss - que caiu do cavalo e prejudicou a pontuação final - acabou em décimo no geral, enquanto apenas os oito primeiros passavam.
O chefe da equipe tratou ainda de defender Bernardo Alves e o caso de doping envolvendo o cavalo Chupa Chups, que o tirou da final individual. Segundo ele, o cavaleiro dá massagens "regularmente" no animal com um creme contendo a substância capsaicin.
A capsaicin é considerada dopante por sua hipersensibilização e por aliviar a dor, como analgésico.
"Ele (Chupa Chups) usa quase todos os dias e nunca teve nenhum problema. Dizem que a substância é proibida pela federação, mas todos utilizavam e nunca houve um caso positivo até agora", comentou Artiaga.
Artiaga explicou que Bernardo fez sua defesa alegando que este não é um caso de doping, mas de medicação com substância proibida.
"A FEI aceitou (a utilização do creme como) medicação proibida, o que em caso de uma eventual penalização, esta será mais leve que no caso de doping", ressaltou o chefe da equipe.
"De qualquer forma, com a eliminação de Bernardo, perderíamos qualquer medalha que conquistássemos", refletiu o brasileiro.
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