17/08 - 11:45hs
Jade admite que "não via a hora de tudo acabar"
Atleta mostra que não tem preparo para encarar a pressão; Confederação põe psicólogo à disposição
Fábio Sormani, especial para o iG Esporte
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PEQUIM (China) - Como é que você avalia a sua participação na sua primeira Olimpíada? A pergunta era despretensiosa, tipo pra começar uma conversa, ou seja, a entrevista. Mas a resposta de Jade Barbosa foi emblemática.
Disse ela: “Nossa, fico bem feliz que tudo acabou, porque eu já estava com o coração explodindo de nervoso, de expectativa”.
Jade terminou em sétimo lugar no salto.
É difícil competir assim, pensando no momento em que tudo vai se acabar. Querendo mais se livrar de tudo o que está vivendo do que encarar o que tem que se enfrentar. É uma demonstração clara de que pressão é algo que Jade não quer nem ouvir falar.
Mas que atleta de alto nível não passa por isso? Só vive e convive com pressão quem está entre os melhores.
Não há pressão para os perdedores.
Eliane Martins, chefe da delegação brasileira, supervisora da Confederação Brasileira de Ginástica, tem consciência do problema. “A Confederação está atenta a isso”, disse ela. “Há um psicólogo à disposição das atletas. E há um trabalho diferenciado com a Jade. Mas tem aspectos na personalidade de uma pessoa que não se consegue mudar”.
Mas há que se tentar. Até porque, no próximo ciclo olímpico, sem Daiane dos Santos, que admitiu a aposentadoria olímpica, Jade será a referência da nova geração.
E por isso mesmo a pressão aumentará ainda mais.
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