21/08 - 09:07hs

Blatter defende formato do futebol olímpico e quer mantê-lo

Presidente da Fifa quer manter torneio olímpico sem mudanças e afirma que confusões para liberar jogadores terminarão

Reuters

PEQUIM (China) - O presidente da Fifa, Joseph Blatter, defendeu o atual formato do torneio de futebol dos Jogos Olímpicos e disse que não deseja nenhuma mudança. O dirigente ainda prometeu que futuramente não haverá repetições da confusão pela liberação de jogadores para os Jogos Olímpicos, como houve como o argentino Lionel Messi.

O futebol olímpico, que é disputado por jogadores de até 23 anos -- com três exceções por equipe -- é uma das poucas modalidades que não leva seus principais atletas para as Olimpíadas.

Críticos afirmam que isso cria um torneio híbrido, que congestiona ainda mais o já lotado calendário internacional da modalidade.

Blatter disse que a Fifa e o Comitê Olímpico Internacional (COI) vão se reunir depois dos Jogos de Pequim para discutir as regras para os Jogos de 2012, em Londres.

'Esse sistema foi estabelecido em 1988 e acho que não devemos alterá-lo', disse Blatter a repórteres, acrescentando que acabar com o limite de idade poderia criar uma segunda Copa do Mundo.

'A Copa do Mundo não pode ser repetida porque os jogadores não estão disponíveis', disse ele. 'Esse foi o acerto que fizemos com o movimento olímpico... Até agora, o COI está feliz e, especialmente, os organizadores dos Jogos Olímpicos.'

Blatter disse que o público do futebol olímpico tem sido bom desde 1988, com exceção de Barcelona-1992 e Atenas-2004.

'Na Europa, eles são mal acostumados', disse ele. 'Mas perguntem aos organizadores de Atlanta, Sydney ou Pequim se eles não gostaram de ter o futebol.'

'Vamos ter mais de dois milhões de espectadores para o futebol em 2008, o que é um número considerável,'

Antes dos Jogos, vários clubes europeus desafiaram a determinação da Fifa para que todos os jogadores de até 23 anos fossem liberados para a Olimpíada, o que ameaçou a presença do argentino Lionel Messi (Barcelona) e dos brasileiro Diego (Werder Bremen) e Rafinha (Schalke 04).

A questão foi resolvida com a decisão dos clubes de liberarem os jogadores, apesar de a Corte Arbitral do Esporte ter afirmado que as equipes não eram obrigadas a fazê-lo.

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