Esgrima

Com o sucesso das leis anti-tabagistas nos cafés, a esgrima talvez tenha herdado o posto de coisa mais européia do mundo. E mesmo assim pode ser por pouco tempo: lentamente, a idéia de que o continente levava todas as medalhas em jogo está deixando de ser verdadeira. Começou em Atenas-2004 com um ouro e um bronze dos Estados Unidos e três medalhas de prata da China. Agora, adivinhe, os chineses querem ir mais longe: contrataram o técnico francês Christian Bauer – que já dirigiu as potências França e Itália - e vão dispostos a estragar a festa em ao menos uma das provas por equipes.

PANORAMA BRASIL

E o Brasil, hein?

Nos idos do século 19, tempo em que chique mesmo era ser europeu, nosso eterníssimo padrinho Dom Pedro II deu a maior força para a chegada da esgrima ao Brasil. Mas não é fácil que um esporte que exige um equipamento tão específico (e caro) triunfe aqui na terra do improviso. Com a ajuda dos técnicos russos Oleg Fomin e Miakotnykh Guennadi, subimos um degrau no Pan-Americando do Rio e saímos com três bronzes – de João Souza (florete), Clarisse Menezes (espada) e Renzo Agresta (sabre). Deles, Agresta e João Souza vão participar da Olimpíada de Pequim.

Confira os atletas brasileiros desta modalidade:

  • Chances de medalhas
    (*) Está feliz da vida só por ir
    (**) Se os outros vacilarem, pode complicar
  • Renzo Agresta (**)
    27/06/1985
    São Paulo-SP
  • João Souza (*)
    23/08/1983
    Porto Alegre-RS





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