24/08 - 05:27hs

Espanha ameaça, mas EUA retomam o reinado olímpico

Espanhóis jogam muito, mas não o suficiente para impedir que os melhores jogadores do mundo conquistem o ouro

Gazeta Esportiva


PEQUIM (China) - Quatro anos depois do amargo bronze em Atenas, a seleção norte-americana masculina de basquete finalmente lavou a mágoa e voltou ao topo do pódio nos Jogos Olímpicos de Pequim. Na madrugada deste domingo, o time comandado pelo técnico Mike Krzyzewski venceu a Espanha por 118 a 107 (69 a 61 no primeiro tempo) em uma final de qualidade inquestionável.

Atuais campeões mundiais, os espanhóis venderam caro o ouro e lutaram até o último momento. O título na China é o 13º dos Estados Unidos em Olimpíadas.

Com 100% de aproveitamento, os norte-americanos garantem dobradinha na modalidade. No sábado, as meninas venceram a Austrália na final feminina.

Já a Espanha fecha uma campanha de recuperação com seu segundo pódio olímpico. O desempenho desta madrugada iguala o de Los Angeles-84, quando também perdeu para os norte-americanos na decisão.

Reuters
Reuters
Jogo foi bastante disputado dentro do garrafão; Foi a primeira vez que o EUA sofreu mais de 100 pontos nas Olimpíadas



O jogo - Ao contrário do que aconteceu na fase de classificação, a Espanha esbanjou vontade em quadra para a final. Sem Jose Calderon, que machucou a perna, os espanhóis pressionaram e dominaram parte do primeiro quarto, chegando a liderar com cinco pontos (22 a 17) com um bom trabalho defensivo.

A reação norte-americana começou no rebote defensivo de Chris Paul no lance livre de Juan Carlos Navarro, conquistando a cesta e mais um lance livre. Depois do empate em 22 foi a vez de Dwyane Wade brilhar e ser responsável por cinco dos pontos que levaram os Estados Unidos à vantagem de 38 a 31 no final do período.

Wade, aliás, foi o nome do jogo no primeiro tempo norte-americano. Até o final do segundo período, ele somava 21 pontos. Mas não foi com facilidade que os Estados Unidos seguraram a ponta.

Apesar de marcações polêmicas da abitragem contra a Espanha, Rudy Fernandez ganhou espaço e desequilibrou com 15 pontos apenas nesta etapa. Os Estados Unidos não se intimidaram e foram aos 14 pontos de vantagem (58 a 44), mas a Espanha buscou, diminuindo para oito no final do período (69 a 61).

No terceiro período, os espanhóis investiram ainda mais na reação, ficando a apenas quatro pontos. Mas nos cinco minutos decisivos do período, os Estados Unidos foram para a cesta para fechar com nove pontos (91 a 82).

No último quarto, a situação pesou para os norte-americanos. Três jogadas seguidas, com direito a ponte aérea de Fernandez para Pau Gasol e uma cesta de três do próprio Fernandez, deixaram a Espanha a apenas dois pontos (91 a 89), forçando o técnico Mike Krzyzewski ao pedido de tempo para reorganizar seu grupo.

Getty Images
Getty Images
Após o vexame em Atenas, americanos celebram a conquista em Pequim, que lhes devolveu o status de melhor equipe do mundo


Os Estados Unidos sentiram que era hora de reagir e em 3 minutos levaram a distância novamente para os dois dígitos (11 pontos). A Espanha combatia não apenas com vontade, mas também com show como na cravada de Fernandez em cima de Wade, que só viu o espanhol passar determinado.

Impacto também provocou Bryant, fazendo a cesta de três, sofrendo falta e colocando o dedo na boca pedindo silêncio para a torcida adversária. Os últimos minutos foram emocionantes com a Espanha ficando a apenas 4 pontos com pouco menos de 3 minutos por jogar.

Os Estados Unidos buscaram nos arremessos de longa distância (quatro em 1min30) a fórmula da definição, abrindo sete pontos (111 a 104) com 2min03 por jogar para fechar em 118 a 107.

Você tem mais informações? Envie para Minha Notícia, o site de jornalismo colaborativo do iG

COMPARTILHE