23/08 - 12:47hs

EUA mantêm tradição e conquistam o tetracampeonato

Na final as norte-americanas mantiveram a supremacia no basquete e derrotaram a Austrália por 92 a 65

Gazeta Esportiva

PEQUIM (China) - Mais uma vez, a seleção norte-americana feminina de basquete provou que é absoluta em Olimpíadas. Neste sábado, o grupo da técnica Anne Donovan repetiu a escrita das três últimas edições e garantiu o tetracampeonato nos Jogos Olímpicos de Pequim.

Na decisão, mais uma vez, superaram a Austrália, agora por 92 a 65 (47 a 30 no primeiro tempo). Foi assim em Sydney-2000 e Atenas-2004. Até hoje, as norte-americanas só ficaram sem o ouro olímpico em três oportunidades.

Na edição de exibição da modalidade, em Montreal-76, foi vice. Em Moscou-80 nem disputou por causa do boicote do bloco capitalista e em Barcelona-96, amargou um bronze inédito. Atuais campeãs mundiais, as australianas têm quatro medalhas olímpicas: três pratas e um bronze.

Com a vitória desta manhã, os Estados Unidos fecham sua campanha com 100% de aproveitamento no torneio. No grupo norte-americano, a ala pivô Lisa Leslie é a única que participou das quatro campanhas campeãs dos últimos anos.

Na preliminar da decisão, a Rússia venceu a China e garantiu a medalha de bronze. Já a Austrália esteve longe de seus melhores momentos. Pressionada na marcação, não encontrou espaços para suas jogadas e ficou sem resposta absoluta no último período.

O jogo - Para enfrentar os Estados Unidos na decisão não houve economia e a armadora Penny Taylor entrou no grupo titular. A jogadora ficou fora da semifinal por causa de uma contusão no tornozelo, sofrida no jogo das quartas-de-final.

Com força máxima, a Austrália começou abrindo 9 a 4 com três cesta consecutivas. Mas a reação norte-americana também foi rápida e capitaneada pela experiente Lisa Leslie, que deu o passe para o empate em 10.

A marcação forte em cima de Lauren Jackson levou a técnica Jan Stirling a mexer no grupo dando um descanso para sua principal jogadora. Ainda assim, a equipe impediu que os Estados Unidos ultrapassassem os seis pontos de diferença no final do período (22 a 15).

No segundo quarto foi a vez de Kara Lawson, reserva de Leslie, mostrar serviço com 11 pontos para o grupo, que sufocou a Austrália. Sem espaço para suas jogadas, as australianas fizeram o melhor possível para não se distanciar demais.

Em cinco minutos, a diferença já era de 17 pontos. A Austrália correu atrás, abaixou a distância para 12 pontos duas vezes, mas foi para o intervalo com 47 a 30.

A eficiência defensiva de Tina Thompson atormentou a Austrália, mas Jackson não desistiu e foi fundamental na tentativa de reação. O trabalho de defesa porém continuou complicado para a Austrália, forçando Stirling a mexer no grupo para tentar surpreender.

A treinadora tentou uma formação mais baixa e rápida, mas ainda assim os Estados Unidos lideravam com facilidade (64 a 48). Para complicar, Taylor cometeu sua quarta falta e teve de ir para o banco.

Os Estados Unidos chegaram a abrir 20 pontos (69 a 49), mas a cesta de Suzy Batkovic no passe de Hollie Grima diminuiu ligeiramente o prejuízo no início do último minuto da parcial. Grima ainda serviu para Tully Bevilaqua converter de três, colocando a Austrália com 69 a 54.

Ainda que tenham sido mais eficientes no período anterior (24 a 22), as campeãs do mundo foram pressionadas para o período final. E deram sinais claros de sentir a situação, tomando cinco pontos de Sue Bird no começo da parcial.

Stirling tentou conversar com o grupo quando a diferença voltou para os 19 pontos (75 a 56), mas não reverteu a situação. Mesmo sem contar com o melhor de Diana Taurasi, tradicionalmente uma jogadora importante no grupo, os Estados Unidos não tiveram complicações em quadra.

Única tetracampeã do time, Leslie assistiu os últimos seis minutos do confronto do banco, excluída com a quinta falta. Apesar de importante na partida, sua ausência foi bem suprida e a vitória veio fácil com um verdadeiro passeio nos cinco minutos finais.

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