15/08 - 07:09hs
Jogadoras reclamam falta de pagamento da CBB
Premiação pelo Sul-Americano teria sido quitada, mas falta de pagamento pela campanha no Pré-Olímpico tirou o foco do time, dizem atletas
Fábio Sormani, enviado especial do iG
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PEQUIM (China) - Kelly fez questão de não tirar a responsabilidade das costas das jogadoras. Segundo ela, o Brasil pecou demais em quadra na derrota contra a Rússia e mesmo durante toda a competição. Diz que o grupo é imaturo. Mas fez questão também de falar da falta de consideração da CBB na questão do não-pagamento de prêmios para algumas jogadoras.
“Cheguei da WNBA e não encontrei o grupo focado 100% na competição”, afirmou a pivô brasileira. “Os dirigentes poderiam dar mais tranqüilidade às jogadoras. O grupo deveria estar com a cabeça mais tranqüila, só pensando na Olimpíada”.
Embora não tenha dinheiro algum para receber da CBB, Adrianinha acredita que a ausência de pagamento não interfere na hora do jogo, pois a atleta está concentrada na partida. “Mas a falta de respeito da CBB com a gente é que aborrece”, disse a armadora brasileira. “A gente sai do país, fica longe da família, não é fácil”.
| Reuters |
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Dois são os prêmios cobrados pelas jogadoras.
O primeiro deles é referente ao Sul-Americano disputado na cidade de Loja, no Equador, em maio passado. Na ocasião, oito jogadoras deste grupo que está aqui em Pequim participaram da competição: Claudinha, Franciele, Mamá, Karla, Karen, Micaela, Chuca e Ega.
O segundo é pela classificação no Pré-Olímpico de Madri, quando o Brasil eliminou Cuba e acabou conquistando uma vaga para Pequim. Do grupo que está aqui em Pequim, apenas Adrianinha e Fernanda Beling não jogaram o torneio espanhol.
Ega, uma espécie de porta-voz do grupo junto ao presidente da CBB, Gerasime Bozikis, garante que o prêmio do Sul-Americano foi pago. “Eu não acesso a minha conta pela internet porque tenho receio, mas as meninas disseram que a segunda e última parcela da premiação pelo Sul-Americano foi depositada esta semana”, informou a ala/pivô brasileira.
Só que o prêmio do Pré-Olímpico ainda não foi pago. “O Grego (apelido do presidente da CBB) não prometeu data para fazer o pagamento”, garante Ega. “Deve sair até o final do ano”.
Esse é o grande problema: a CBB (entenda-se Gerasime Bozikis, seu presidente) deveria deixar tudo claro para as jogadoras no momento da negociação. Quanto vai pagar, como vai pagar e quando vai pagar. Ao não se posicionar de maneira clara, dá margem a interpretações das mais variadas.
Ainda mais quando as jogadoras vêem na mídia que a entidade recebeu do Governo Federal a quantia de R$ 1.003.570,00 para a preparação das seleções masculina e feminina para os Jogos de Pequim. E, como os marmanjos não conseguiram se classificar, sobrou grana, raciocinam as atletas.
Por que então não fazer logo esse pagamento e liquidar a questão?
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