14/08 - 12:48hs
EUA se vingam de 2006 e massacram a Grécia
Vitória foi tão fácil que Kobe Bryant teve a chance de descansar no banco por 16 minutos
Fábio Sormani, enviado especial do iG
PEQUIM (China) - Foi um massacre. Mas não caiu do céu. Segundo Chris Paul, na entrevista coletiva depois da partida, o time dos EUA preparou-se demais para esse confronto contra a Grécia. Afinal de contas, foram os gregos que eliminaram os norte-americanos na semifinal no Mundial do Japão, há dois anos, com uma vitória por 101-95.
O time do técnico Mike Krzyzewski marcou como nunca. Exerceu pressão no homem da bola de maneira intensa, o que acabou por induzir os gregos a 25 erros na partida. Kobe Bryant, mais uma vez, foi o responsável por vigiar o principal jogador adversário.
Cuidou, de acordo com a determinação do Coach K, ora de Theo Papaloukas, ora de Vasileios Spanoulis, os dois jogadores mais talentosos do adversário. Mesmo com tão difícil atribuição, encontrou tempo e forças para marcar 18 pontos e ser o cestinha da partida ao lado de Chris Bosh, outro gigante em quadra.
Mas Kobe foi o nome do jogo. Ajudou o time dos EUA a construir uma vitória tão fácil (92-69) que o técnico pôde dar-se ao luxo de deixar no banco seu melhor jogador por 16:13 minutos.
Os EUA marcaram tanto que apenas quando faltavam 4:09 para o final do terceiro quarto, ou seja, com 25:51 de bola pingando é que um jogador grego chegou ao duplo dígito na pontuação. Papaloukas fez uma bandeja e anotou seu 11º. ponto na partida.
Além da marcação intensa, os norte-americanos corrigiram um defeito apresentado em 2006 e que custou a derrota: os pick-and-rolls. Ou seja: quando o jogador que faz o corta-luz cai nas costas do seu marcador, que sai da marcação para cobrir o atleta que caiu no bloqueio. Desta vez a cobertura funcionou. E como.
Depois do jogo, conversei com Konstantinos Tsartsaris, um dos pivôs gregos. Perguntei o que ele tinha achado do time norte-americano. “São os favoritos ao ouro”, disse-me ele. “Eles vieram focados demais para essa partida. Jogaram com muita intensidade no perímetro e usaram muito bem o físico. E em relação a 2006, jogaram mais como um time”.
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