14/08 - 12:19hs
Basquete masculino dos EUA se sente como se fosse os Beatles
Assédio aos norte-americanos é tão grande que até coloca em risco a saúde de alguns torcedores
Fábio Sormani, enviado especial do iG
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PEQUIM (China) - O time de basquete dos EUA continua a arrancar suspiros por onde passa. Não apenas na Arena Wukesong, mas em toda Pequim.
Aqui, esses norte-americanos malabaristas com a bola nas mãos não são odiados. São amados. Inteligentes, os torcedores sabem separar bem as coisas. Mesmo que haja discordâncias políticas – e nem sei se é o caso –, os torcedores chineses sabem muito bem separar as coisas.
Aqui, vê-se basquete. Ama-se esse time e ponto final.
| Reuters |
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Estou agora no Olympic Basketball Gymnasium, de onde escrevo estas mal traçadas linhas. Sinto pena dos voluntários. Eles têm trabalho dobrado nos jogos do EUA para conter os fãs que quase se jogam das arquibancadas em cima dos jogadores, à cata de um autógrafo, suvenir ou da foto para a posteridade.
Não conseguem nenhuma das coisas. Apenas o aceno de mão dos jogadores.
Os voluntários ficam espremidos na grade que separa as arquibancadas do corredor que leva os atletas para o vestiário. Todos juntinhos, de mãos dadas, a evitar uma tragédia. Sim, porque, se um dos torcedores cair, pode haver contusão séria.
Tudo por causa dos jogadores da NBA.
Na entrevista coletiva, após o jogo, Chris Paul, armador do New Orleans Hornets, foi perguntado sobre esse assunto. Como ele via todo o carinho que vem recebendo do povo chinês, em especial do pequinês.
“É muito legal o que vem ocorrendo com a gente”, disse CP3. “Por onde passamos, seja a passeio, nos treinos ou nos jogos, somos tratados com muito carinho. Nós somos muito populares por aqui. A gente se sente como se fosse os Beatles”.
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