13/08 - 08:10hs

Um ouro é da Letônia, o time mais belo dos Jogos de Pequim
Fábio Sormani, um dos nossos representantes em Pequim, conferiu o "desfile" letão de pertinho

Fábio Sormani, enviado especial do iG


PEQUIM (China) - Esqueça o jogo. O Brasil já foi. Vou falar do time da Letônia não do ponto de vista esportivo, mas do estético.

Nunca vi tantas meninas bonitas reunidas numa quadra de basquete. Bonitas? Bonito é pouco para defini-las, pois elas são maravilhosas.

Invejo o técnico Airnars Zvirgzdins. Seguramente ele tem o emprego mais cobiçado do planeta.

AFP
Quem não queria estar ali no meio, cercado por tantas loiras talentosas?
 

Por isso mesmo, não resisti: tinha que conversar com ele. Vá ter sorte assim na... Bem, deixa pra lá; vocês me entenderam.

Sentei-me em uma das poltronas da sala de entrevista coletiva. Não fiz nenhuma pergunta sobre o jogo. O que eu queria saber era outra coisa. Esperei a coletiva acabar. Quando Zvirgzdins levantou-se para sair do local, fiz o mesmo e fui atrás dele.

Desculpei-me pelas perguntas que iria fazer. Estava preparando o terreno, porque queria boas respostas. Disse que não tinha nada a ver com basquete. Ele afirmou que tudo bem, era só perguntar. Foi então que eu lasquei: “coach”, como é que você se sente cercado por tantas mulheres maravilhosas?

Reuters
Gunta Basko é um bom exemplo do que a Letônia tem de melhor em Pequim

Ele riu, discretamente, coçando o bigode, branco como os cabelos, mas não sonegou a resposta, que era o meu temor inicial. “Eu as olho de maneira profissional”, respondeu Zvirgzdins, ainda rindo com a pergunta. Rindo, mas não gargalhando, o que é bem diferente. Respeitou-me, com certeza. Depois disse que a sua preocupação aqui é fazer um bom trabalho e blábláblá.

Não era isso que eu queria saber. Insisti na pergunta.

Colaborou comigo ao contar-me uma intimidade relativa ao trabalho com seu assistente técnico, Aigars Nerips: “Quando eu peço para ele treinar as meninas, deixo bem claro: ‘Não toque nelas’ ”. E riu, desta vez, mais do que no início, admitindo claramente achá-las tão lindas quanto todos nós.

Enquanto ele fala, percebo que usa aliança na mão esquerda. Portanto, pensei comigo: se ele tem o emprego mais cobiçado do planeta – por favor, trata-se de uma hipérbole, parem de me criticar, ok? –, deve também ter sérios problemas dentro de casa.

“Sou um homem de 50 anos”, disse-me ele à pergunta, mostrando seriedade agora. “Tenho dois filhos, um de 22 e outro de 17. Trabalhei a vida toda treinando times de basquete feminino, sempre foi assim. Minha mulher entende”.

Será? Pelo menos ele disse-me que nunca teve qualquer drama familiar por causa disso.

AFP
Sorte das brasileiras, que ficaram pertinho de "feras" como Ieva Tare

Bem, mas se você está apreciando a matéria (e eu agradeço por isso), que tal ouvirmos uma das garotas? Má idéia que não é. Pois vamos então atrás de uma delas.

Fui logo pegar Anete Zekabsone-Zogota; aquela que fez a cesta final e jogou na lona o time brasileiro. Está entre as mais belas das belas letãs. Usei o mesmo discurso com o técnico Zvirgzdins. Anete reagiu da mesma maneira. “Pode perguntar”, disse-me ela. Ao ouvir a questão sobre a beleza arrebatadora da equipe letã, respondeu, com um sorriso tímido: “É gostoso ouvir as pessoas dizendo que somos um dos times mais bonitos aqui em Pequim. Mas a gente tem que pensar é no jogo”.

Tudo bem, eu sei disso. Resposta sem sal. Queria mais.

Disse a ela que nós, jornalistas do Brasil, estávamos apatetados com tanta beleza. Ao saber que eu era brasileiro, fez uma comparação dos uniformes dos dois times. E aí a coisa melhorou: “As garotas brasileiras podem mostrar mais o corpo, pois o uniforme de vocês é colado, justinho, as linhas ficam mais definidas”.

Uau, fiquei imaginando as onze letãs usando um uniforme semelhante ao do Brasil. Será que ela gostaria de usar o modelito nacional? Disse-me que não. “O uniforme nosso é mais confortável, facilita o movimento, é mais gostoso”, justificou, frustrando-me. Mas contou-me que quando jogou na França, pelo Bourges, usou um uniforme assim. Fiquei imaginando...

Mais à vontade com a conversa, ela contou-me que todas são muito vaidosas. E namoradeiras! Três são casadas e Ieva Tare tem até uma criança. Perguntei quais eram os planos dela nesta área. “Casar e ter muitos filhos”, respondeu.

Quantos?, eu perguntei. “Quero iniciar com gêmeos e depois ter mais três e fechar com cinco. Mas não é para já, porque senão eu tenho que largar o basquete”.

Ufa!, ainda bem; e que assim seja. Não consigo imaginar Londres 2012 sem essas beldades em quadra. Aliás, sugiro que a Fiba determine que a Letônia não participe de qualquer torneio qualificatório.

Uma vaga é delas é ponto final. Estou preocupado com a beleza do jogo.

Você tem mais informações? Envie para Minha Notícia, o site de jornalismo colaborativo do iG

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