20/08 - 16:03hs

Experiência como 'bugrino' ajuda pai de Fabiana a superar agonia

"Torcedor do Guarani, o coração já virou pedra”, brincou. “Não tem emoção que tire (a paz)”, afirmou Vanderlei

Gazeta Esportiva

Cinco rebaixamentos em seis anos e uma campanha ainda pouco empolgada do Guarani na série C do Campeonato Brasileiro ajudaram Vanderlei Murer a resistir bem à agonia de ver sua filha Fabiana desesperada durante os Jogos Olímpicos de Pequim.

Antes do desembarque da atleta nesta quarta-feira, em Guarulhos (SP), ele reconheceu que a experiência na torcida pelo Bugre ajudou a lidar com a frustração enquanto acompanhava sua filha procurar em vão pelo material extraviado no Estádio Ninho de Pássaro.

“Torcedor do Guarani, o coração já virou pedra”, brincou. “Não tem emoção que tire (a paz)”, afirmou Vanderlei, lembrando também o que aconteceu com o xará Vanderlei Cordeiro de Lima em Atenas-2004 durante a maratona.

“Na hora passou pela cabeça a prova do Vanderlei. Isto desmotivou muito a Fabiana, mas a gente falou que eram percalços de competição”, diz Vanderlei, fazendo questão de animar a atleta a continuar competindo nesta temporada. “Ela já tinha os compromissos assumidos”.

Em sua primeira Olimpíada, Fabiana teve uma das varas perdidas pela organização dos Jogos no dia da final. Durante quase 20 minutos, elas tentou encontrar um solução junto ao staff da prova, mas teve de dar um jeito saltando com outro equipamento.

O sofrimento da torcida do Guarani é bem mais longo. Único time do interior a ser campeão da primeira divisão no Campeonato Brasileiro (1978), o clube sofreu cinco rebaixamentos no período de cinco anos – 2001 a 2006. E na semana em que comemora os 30 anos de conquista do título histórico, ainda ocupa a modesta segunda colocação do grupo 23 da série C com uma imagem muito distante de lembrar seus áureos tempos entre os grandes clubes do Brasil.

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