18/08 - 12:57hs
Brasil tenta, mas não consegue anular prova do salto com vara
Federação Internacional de Atletismo não aceitou apelação, considerando que, ao tentar saltar, ela validou sua participação
Gazeta Esportiva
PEQUIM (China) - A Federação Internacional de Atletismo (IAAF) rejeitou nesta segunda-feira, o pedido de anulação da prova de salto com vara feminino, feito pela missão brasileira nos Jogos Olímpicos de Pequim logo após o encerramento da prova. A disputa foi vencida pela russa Yelena Isimbayeva com a marca de 5,05m, novo recorde olímpico e mundial.
O protesto teve como base o sumiço de uma das dez varas da saltadora Fabiana Murer. Ela já havia saltado 4,45m e, pouco antes de partir para os 4,55m notou a falta do equipamento adequado para este salto. Diante do problema, Fabiana decidiu partir direto para os 4,65m. Porém, abalada psicologicamente, a saltadora não obteve êxito nas três tentativas, sendo eliminada da competição.
O protesto foi assinado pelo Chefe de Equipe de Atletismo, Martinho Nobre, e encaminhado ao júri de apelação da competição, integrado por cinco membros da IAAF. Um deles era o brasileiro Roberto Gesta de Melo, presidente da Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt), que se absteve de participar da decisão. A IAAF considerou que, ao tentar saltar 4,55m, Fabiana validou sua participação na prova.
Até o momento em que deixou o Estádio Nacional de Pequim (Ninho de Pássaro), a comitiva brasileira não havia recebido do Comitê Organizador do Jogos (BOCOG), responsável pela guarda dos tubos com as varas dos atletas, uma explicação sobre o sumiço do equipamento da atleta brasileira.
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