OAB-MT e MCCE montam plantão para as eleições

Um dos objetivos das instituições é denunciar a prática de compra de votos, muito comum durante o pleito

Kelly Martins, iG Cuiabá |

A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-MT) e o Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE) montaram equipes específicas para acompanhar a evolução das eleições do próximo dia 3 de outubro.

Uma dos principais focos de preocupação de ambas as instituições é com a prática de compra de votos, recorrentes durante o pleito.

As equipes dizem estar prontas para denunciar qualquer tentativa de fraudes no pleito. 

Mais de 2 milhões de mato-grossenses deverão comparecer às urnas para escolher o próximo presidente do país, governador do Estado, senadores, deputados federais e deputados estaduais.

Para o presidente da Ordem, Cláudio Stábile e o coordenador do MCCE, Antônio Cavalcante Filho, o Ceará, a fiscalização em conjunto contribuirá para que as denúncias de crimes eleitorais apresentadas pela sociedade possam ser recebidas e imediatamente encaminhadas ao Ministério Público Eleitoral e ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE-MT).

"Vamos nos esforçar ao máximo para coibir as práticas ilícitas e dar andamento nos crimes eleitorais que possam ser registrados", frisou Stábile. 

O plantão da OAB e do MCCE deverá começar às 8h e se estender até às 17h, quando se encerra o horário de votação. 

Ao todo, seis advogados serão designados para dar suporte ao trabalho. 

O coordenador do MCCE, Antônio Cavalcante Filho, garante que a instituição também estará de olho nos crimes e, para coibir essa prática, vai continuar recebendo até mesmo no dia da eleição denúncias pelo endereço eletrônico "www.mcce-mt.gov". 

"Isso é algo que não podemos mais aceitar e por isso estamos à disposição", ressalta.

Ele também pede às pessoas a fazerem denúncias. Alega que o grupo e a Justiça não possuem estruturas suficientes para coibir todos os abusos.

Cerca de 4 mil policiais vão trabalhar para garantir a tranqüilidade nos maiores colégios eleitorais, além de localidades distantes dos centros urbanos, principalmente nas zonas rurais, onde muitos candidatos ainda insistem em comprar votos e manter "currais eleitorais".

Do total de policiais trabalhando no dia da eleição, pelo menos 3.849 são policiais militares, mas a fiscalização vai contar também com representantes das polícias militar, federal e rodoviária federal.

Pelo menos dois policiais estarão em cada um dos 1.510 locais de votação do Estado, no entanto, o efetivo vai ser maior em Cuiabá, Várzea Grande, Rondonópolis, Sinop, Cáceres, Sorriso, Alta Floresta e Barra do Garças.

O trabalho de fiscalização será praticamente da mesma forma que ocorreu em 2006. Os eleitores, candidatos e cabos eleitorais presos serão encaminhados para locais conhecidos como "cadeiões".

Na Capital, o local escolhido será a Casa da Democracia, prédio anexo ao TRE, na Avenida do CPA. Em Várzea Grande, vai ser no Fórum do município.

O presidente do Tribunal Regional Eleitoral (TRE), desembargador Rui Ramos, informou que a Justiça vai dar atenção especial as regiões de candidatos com maior poder econômico para coibir a compra de votos.

"Estamos mapeando o Estado para ver os maiores redutos eleitores e bases de candidatos com grande poder econômico. O objetivo é acompanhar de perto eventuais abusos e garantir que a eleição transcorra de forma mais tranquila", declarou.

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