Novo mandato de Delcídio dará ênfase ao social

Logística e infraestrutura também são prioridades do segundo mandato do senador petista

Alessandra Messias. iG Campo Grande |

O senador Delcídio Amaral (PT-MS) pretende dar maior ênfase aos assuntos sociais no seu segundo mandato, no entanto ele não pretende se afastar dos assuntos de logística e infraestrutura.

Desde que foi eleito com 830 mil votos, ou seja, com o apoio de mais de 34% de aprovação dos sul-mato-grossenses, ele afirma que melhorará com a ajuda do governo federal o acesso da população aos serviços essenciais para o desenvolvimento humano no Estado. 

“Sempre fui focado em logística e infraestrutura e vou continuar nessa linha, mas agora minhas prioridades serão educação, saúde e segurança”, aponta Delcídio. 

Na área da saúde, o senador quer implantar no MS o projeto das Unidades de Pronto-Atendimento (UPA) que atendem a população. 

Ele também pretende assegurar recursos para montar hospitais regionais em cidades consideradas pólos regionais como Corumbá, Dourados, Três Lagoas e Ponta Porã. Campo Grande já possui o Hospital Regional Rosa Maria Pedrossian.

Segundo ele, para a Capital o senador reivindicará um centro de prevenção e tratamento de câncer associado ao Hospital de Câncer de Barretos (SP), referência nessa área médica.

Na cidade já atua no controle do câncer infantil a AACC, o Hospital Regional e no caso dos adultos o Hospital do Câncer que vive de doações.

Educação

Para a educação, Delcídio quer dobrar de sete para 14 o número de escolas técnicas federais no estado.
Entretanto, está marcada para o próximo dia 11 de novembro a abertura das propostas do processo de licitação para a construção de cinco escolas técnicas federais em Mato Grosso do Sul. As escolas serão implantadas nos municípios de Aquidauana, Coxim, Corumbá, Ponta Porã e Três Lagoas.

Além da instalação das cinco EFETs (Escola Técnicas Federais), o Estado também foi beneficiado pelo governo federal com a construção da Agrotécnica Federal de Nova Andradina e da IFET (Instituto Federal de Ensino Tecnológico) de Campo Grande, cujo as obras já foram iniciadas.

Como apenas duas escolas no Estado estão em funcionamento e as outras ainda serão licitadas, o senador terá que rever as suas metas.

Segurança

Delcídio do Amaral aponta que a segurança nas fronteiras do MS com o Paraguai e a Bolívia devem ser reforçadas com um número maior de contingente das Polícias Civil, Militar e Federal.

O senador revela que o problema de segurança está ligado ao tráfico de drogas e armas que entram no País pelas fronteiras e afetam os estados limítrofes como o Mato Grosso do Sul.

“Não é uma questão apenas de controle das fronteiras. Nós precisamos de políticas específicas de promoção social e de geração de emprego e renda para os moradores, sobretudo os jovens, a fim de mantê-los longe da criminalidade”, explica Delcídio do Amaral.

Em relação ao controle de fronteira, o senador aponta que há avanços como o estabelecimento de uma base área da Força Nacional, em Ponta Porã. Nela são operados vôos de pequenas aeronaves para vigilância das fronteiras secas do Brasil.

Atuação 

No primeiro mandato que termina este ano, Delcídio atuou como relator de projetos na área de infraestrutura. Entre eles: o que definiu o novo modelo para o setor elétrico e a proposta de capitalização da Petrobras, que permitiram a entrada de capital estrangeiro para exploração do Pré-sal.

O parlamentar atuou como relator do projeto de lei do Orçamento da União do ano passado e presidiu a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Correios,indicado pelo bloco de apoio ao governo.

Sucessão 

O senador conta que os debates sobre a sucessão da Mesa do Senado e da Câmara dos Deputados caminham juntos, envolvendo mais de perto o PT e o PMDB, as principais forças da base governista.

No entanto, adianta que o início das conversas ainda não começou e diz que o fato só deve ocorrer depois do segundo turno das eleições presidenciais. 

“Todo mundo está com a cabeça na campanha, ainda sem disposição para tratar de sucessão nas duas Casas”, enfatiza o senador reeleito.

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