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    <title>Último Segundo :: New York Times</title>
    <link>http://ultimosegundo.ig.com.br/new_york_times/</link>
    <description>New York Times</description>
    <language>pt-br</language>
    <pubDate>Thu, 28 Jan 2010 09:41:05 -0300</pubDate>
    <lastBuildDate>Thu, 28 Jan 2010 09:41:05 -0300</lastBuildDate>
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      <title><![CDATA[Último Segundo :: New York Times]]></title>
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    <item>
      <title><![CDATA[Editorial: Sarkozy incita preconceito anti-muçulmano]]></title>
      <link>http://ultimosegundo.ig.com.br/new_york_times/2010/01/28/editorial+sarkozy+incita+preconceito+anti+muculmano+9379146.html</link>
      <description>É fácil ver que os direitos de uma mulher são violados quando um governo exige que ela cubra seu corpo e rosto com um véu, como fazia o Taleban quando comandava o Afeganistão. &lt;UL&gt;&#xD;
&lt;LI&gt;&lt;A href="http://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/2010/01/26/deputados+franceses+propoem+proibir+uso+de+burka+nos+servicos+publicos+9376723.html" target=_top&gt;Deputados franceses propõem proibir uso de burka&lt;/A&gt; &lt;/LI&gt;&lt;/UL&gt;&#xD;
&lt;P&gt;&amp;nbsp;&lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;Deveria ser tão fácil ver violação quando um &lt;A href="http://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/2010/01/26/deputados+franceses+propoem+proibir+uso+de+burka+nos+servicos+publicos+9376723.html" target=_top&gt;painel parlamentário francês recomenda, como fez esta semana, a proibição&lt;/A&gt; de mulheres que adotam tais véus, a burqa e o niqab, de usarem serviços públicos, inclusive escolas, hospitais e transporte público. (Os lenços sobre a cabeça já são proibidos nas salas de aula de escolas públicas desde 2004.) &lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;&#xD;
&lt;TABLE cellSpacing=0 cellPadding=0 width=0 align=left border=0&gt;&#xD;
&lt;TBODY&gt;&#xD;
&lt;TR&gt;&#xD;
&lt;TD align=right&gt;&lt;FONT size=1&gt;AFP&lt;/FONT&gt;&lt;/TD&gt;&lt;/TR&gt;&#xD;
&lt;TR&gt;&#xD;
&lt;TD&gt;&lt;IMG style="WIDTH: 175px; HEIGHT: 250px" alt="Mulher veste o niqab em Lyon, leste da França" src="http://images.ig.com.br/publicador/ultimosegundo/230/230/28/7470140.islamismo_mundo_250_175.jpg" proporcao="0.7"&gt;&lt;/TD&gt;&lt;/TR&gt;&#xD;
&lt;TR&gt;&#xD;
&lt;TD&gt;&#xD;
&lt;P align=center&gt;&lt;FONT size=1&gt;Mulher veste o niqab em Lyon&lt;/FONT&gt;&lt;/P&gt;&lt;/TD&gt;&lt;/TR&gt;&lt;/TBODY&gt;&lt;/TABLE&gt;&lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;As pessoas devem ter a liberdade de tomar estas decisões por si mesmas e não obrigadas por governos com a ajuda da polícia. &lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;Em vez de condenar a recomendação, o presidente Nicolas Sarkozy parece determinado a excedê-la. Ele já declarou que véus que cobrem todo o corpo "não são bem-vindos" na França. &lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;O líder de seu partido no Parlamento quer aprovar uma lei que proíbe que mulheres usem burqas e niqabs nas ruas. O Taleban ficaria feliz. O resto do mundo deveria declarar sua revolta.&lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;Infelizmente, os políticos franceses parecem voluntariosamente cegos à violação das liberdades individuais. Com eleições regionais programadas para março, Sarkozy e seus aliados estão procurando desesperadamente formas de desviar a raiva pública a respeito do alto desemprego. É difícil gerar empregos e muito fácil incitar preconceitos anti-muçulmanos. &lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;A França tem mais de 5 milhões de muçulmanos, o maior grupo de qualquer país europeu ocidental. Menos de 2.000 usam véus de corpo inteiro, não representando ameaça óbvia à identidade francesa ou sua segurança. Mas por serem poucos, eles se tornam uma tentadora arma eleitoral. &lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;O ataque aos muçulmanos se tornou uma forma poderosa de conseguir votos para políticos de&amp;nbsp; extrema direita franceses, notavelmente Jean-Marie Le Pen. &lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;Em uma clara tentativa de retomar alguns desses votos, o governo de centro direita de Sarkozy passou meses promovendo um "debate nacional" às vezes tolo, às vezes ameaçador, sobre a identidade francesa.&lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;Nenhum ganho político pode justificar a incitação ao ódio.&lt;/P&gt;&lt;SPAN id=brtpTexto&gt;&#xD;
&lt;P&gt;&lt;STRONG&gt;Leia mais sobre&lt;/STRONG&gt; &lt;A href="http://busca.igbusca.com.br/app/search?s=ig_content&amp;amp;o=IG&amp;amp;first_o=IG&amp;amp;q=Fran%E7a"&gt;França&lt;/A&gt;&lt;/P&gt;&lt;/SPAN&gt;</description>
      <pubDate>Thu, 28 Jan 2010 09:38:10 -0300</pubDate>
      <guid>http://ultimosegundo.ig.com.br/new_york_times/2010/01/28/editorial+sarkozy+incita+preconceito+anti+muculmano+9379146.html</guid>
    </item>
    <item>
      <title><![CDATA[Cortes judiciais são o novo campo de batalha da mudança climática]]></title>
      <link>http://ultimosegundo.ig.com.br/new_york_times/2010/01/28/cortes+judiciais+sao+o+novo+campo+de+batalha+da+mudanca+climatica+9379145.html</link>
      <description>&lt;P&gt;A minúscula aldeia de Kivalina, Alasca, não tem um hotel, um restaurante ou um cinema. Mas tem um processo judicial enorme que pode afetar a maneira como os Estados Unidos lidam com a mudança climática.&lt;/P&gt;&lt;P&gt;Kivalina, uma comunidade esquimó Inupiat de 400 habitantes empoleirada em uma ilha ao norte do Circulo Ártico, está acusando dezenas de produtores de combustível e energia de ajudarem a causar a mudança climática que, segundo eles, tem acelerado a erosão de sua terra.&lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;Blocos de gelo de água marítima protegiam a frágil costa da cidade a partir do começo do inverno, em&amp;nbsp;outubro, mas "nós não temos mais essa formação e estamos em janeiro", disse Janet Mitchell, administradora de Kivalina. "Nós vivemos tensos durante a estação de ventos fortes."&lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;A aldeia quer que&amp;nbsp;as companhias, incluindo ExxonMobil, Shell Oil e muitas outras, paguem pelas despesas da transferência da vila para o continente, que poderia chegar a até US$400 milhões.&lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;O caso é um dos três grandes processos judiciais movidos por grupos ambientais, advogados particulares e funcionários do governo de toda a América contra grandes empresas geradoras de gases causadores do efeito estufa. E ainda que a vila enfrente uma difícil disputa à frente, casos como esse estão ganhando força.&lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;Nos últimos meses, duas cortes de apelação inverteram decisões de tribunais distritais para que casos sobre o aquecimento global fossem abandonados, permitindo que as ações tivessem continuidade.&lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;Advogados ambientalistas juntaram forças com procuradores gerais de oito estados e da cidade de Nova York, em busca de uma ordem judicial que obrigue a redução das emissões de gases causadores do efeito estufa em Connecticut.&lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;Em Mississippi, proprietários de imóveis na Costa do Golfo alegam que as emissões das indústrias que contribuem para a mudança do clima aumentaram a potência do Furacão Katrina.&lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;E ainda que um juiz federal em Oakland, Califórnia, tenha abandonado o processo de Kivalina em outubro, a aldeia está apelando da decisão.&lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;Os casos geralmente fazem uso da lei de perturbação comum, a mesma que permite que vizinhos processem uns aos outros por causa de barulhos, odores e qualquer coisa que interfira com o uso ou prazer de sua propriedade.&lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;No contexto da mudança climática, tais ações judiciais eram tratadas como frívolos exageros que seriam derrubados rapidamente. &lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;Leia mais sobre &lt;A href="http://busca.igbusca.com.br/app/search?o=ULTIMOSEGUNDO&amp;amp;q=mudan%E7a+clim%E1tica" target=_top&gt;mudança climática&lt;/A&gt;&lt;/P&gt;</description>
      <pubDate>Thu, 28 Jan 2010 09:35:20 -0300</pubDate>
      <guid>http://ultimosegundo.ig.com.br/new_york_times/2010/01/28/cortes+judiciais+sao+o+novo+campo+de+batalha+da+mudanca+climatica+9379145.html</guid>
    </item>
    <item>
      <title><![CDATA[Chapéu de líder afegão perde seu apelo]]></title>
      <link>http://ultimosegundo.ig.com.br/new_york_times/2010/01/28/chapeu+de+lider+afegao+perde+seu+apelo+9379143.html</link>
      <description>&lt;P&gt;Ele já atraiu a admiração de pessoas que ditam a moda no Ocidente, os gracejos de comediantes em casa e no exterior, a raiva impotente de defensores dos direitos dos animais. Mas o chapéu de Hamid Karzai, ainda que firmemente posicionado sobre a cabeça do presidente afegão sempre que ele aparece em público, já não é o símbolo que um dia foi.&lt;/P&gt;&lt;P&gt;Conhecido como chapéu de caracul e feito da pele de cordeiros fetais ou recém-nascidos da espécie caracul, o chapéu é tradicionalmente usado por Tajiks e Uzbeks do norte do Afeganistão. Quando Karzai, um Pashtun do sul, tribo que prefere turbantes, assumiu o cargo público em 2002, o chapéu de caracul fazia parte da sua tentativa de inventar um guarda-roupa que fosse afegão ao invés de étnico ou regional.&lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P align=center&gt;&lt;FONT size=1&gt;&lt;IMG src="http://images.ig.com.br/publicador/ultimosegundo/arquivos/cdocuments_and_settingslmeirelesigdesktopafghan_karzai_hat.jpg"&gt;&lt;BR&gt;Chapéu de Karzai passou a ser criticado no país / NYT&lt;/FONT&gt; &lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;A medida foi amplamente elogiada na ocasião, no Afeganistão e no exterior. O estilista britânico Tom Ford disse que o presidente afegão era "o homem mais chique do planeta". Afegãos em busca de um símbolo nacional, depois de décadas de discussões étnicas, inspiraram um amplo comércio de chapéus, feitos de pele de cordeiro da região de Mazar-i-Sharif , no norte do país, e criados por chapeleiros de Cabul, cujas lojas tomavam ambos os lados da rua Shah-e-do Shamshera Wali.&lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;Agora, depois de uma eleição presidencial manchada, e com os esforços para se fazer um governo verdadeiramente multiétnico afundando, o chapéu perdeu seu brilho.&lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;Os jovens já não o usam.&amp;nbsp;O oponente de Karzai na disputa final da eleição, Abdullah Abdullah, do norte, prefere uma cabeça solta, terno e gravata. Apenas 12 das lojas de chapeleiros permanecem abertas na Shamshera e dizem ter sorte quando vendem um chapéu por dia.&lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;"Eu voltei para minha aldeia em Logar vestindo meu chapéu de caracul", disse Ahmed, um afegão de 50 anos, que comprava um novo chapéu, "e as pessoas riram: 'Lá vai o velho que pensa ser presidente'".&amp;nbsp; Não ficou claro o que mais o ofendeu, "velho" ou "presidente".&lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;"Hamid pode ser o único sujeito no Afeganistão que usa aquele tipo particular de chapéu", diz um artigo em um website satírico local, &lt;A href="http://ridiculopathy.com/" target=_blank&gt;ridiculopathy.com&lt;/A&gt;, "mas mesmo assim o pontudo chapeau de lã veio a simbolizar o país para o resto do mundo".&lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;Da mesma maneira que o chapéu de Karzai é mais do que apenas um chapéu, a reação contra ele é mais do que apenas um capricho de moda. "Teria sido melhor se ele tivesse adotado um turbante. Teria sido mais honesto", disse Rahnaward Zariab, novelista e comentarista cultural da TV Tolo, de Cabul. "Ao invés disso, ele enganou a nação. A fantasia de Karzai não significa nada. O chapéu já não é um símbolo. Agora nós vemos suas ações e está claro que ele é um Pashtun".&lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;Zariab reclamou que há relativamente poucos não-Pashtuns no novo gabinete de Karzai, que ainda precisa ser aprovado completamente pelo parlamento.&lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;Esforços para solicitar um comentário do presidente sobre seu adorno de cabeça foram recebidos com relutância e um certo aborrecimento. "Tudo acabou", disse seu porta-voz, Waheed Omer, "agora você quer escrever sobre o chapéu?"&lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;O próprio Karzai uma vez, em uma cerimônia militar em Cabul, explicou seu afeto pelo chapéu de caracul. "Eu os uso porque eles são muito, muito afegãos", ele disse, de acordo com uma reportagem da Associated Press. "E se fica bem, melhor ainda".&lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;Entre os chapeleiros, pelo menos, o presidente ainda recebe análises positivas por seu bom gosto. Ele também é um de seus melhores clientes.&lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;O afeto de Karzai pelo chapéu de caracul é tão forte que, se os relatos dos chapeleiros forem reais, ele comprou dezenas deles desde que assumiu o cargo. Sayed Habib Sadat, dono de uma das lojas de chapéu restantes, diz ter vendido 15 chapéus de caracul&amp;nbsp; de diversas cores a&amp;nbsp; Karzai, principalmente os cinza escuros, mas também pretos e mesclados de marrom e branco.&lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;"O presidente está retomando velhas tradições e mostrando às pessoas: 'Eu sou afegão. Eu uso minha própria tradição'", disse Sadat. "Isto tem sido bom para ele e para nós".&lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;Os chapéus de caracul não são baratos. Os de boa qualidade custam centenas de dólares e alguns podem chegar a até US$ 3 mil.&lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;Os mais caros são particularmente macios e lisos, com a textura de seda lustrosa e aveludada, organizados em tramas padronizadas. Às vezes essas tramas parecem soletrar o nome de Alá em árabe, o que os torna particularmente valiosos. Em ocasiões raras elas parecem soletrar até mesmo o Kalimah, ou declaração muçulmana de fé - "Não há outro Deus senão Deus e Maomé é o seu profeta" - o que os torna ainda mais queridos.&lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;Porém, isso não os valoriza diante das autoridades religiosas. Porque a ovelha não é executada da maneira prescrita pelo Islã, o chapéu e mesmo a carne da ovelha da qual é feito são &lt;EM&gt;haram&lt;/EM&gt;, ou proibido.&lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;Quando Karzai solicita um chapéu, os chapeleiros são chamados ao Palácio Presidencial para medir a cabeça dele pessoalmente. "Quando eu fiz seu primeiro chapéu, sua cabeça media 22 1/2 polegadas", disse Sadat. "Agora ela mede 23 1/2 polegadas". Outros chapeleiros informaram dimensões semelhantes, com diferenças de meia polegada.&lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;"Presidentes ficam com a cabeça inchada", brincou Sadat.&lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;- Rod Nordland&lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;Leia mais sobre &lt;A href="http://busca.igbusca.com.br/app/search?o=ULTIMOSEGUNDO&amp;amp;q=Hamid+Karzai" target=_top&gt;Hamid Karzai&lt;/A&gt;&lt;/P&gt;</description>
      <pubDate>Thu, 28 Jan 2010 09:30:09 -0300</pubDate>
      <guid>http://ultimosegundo.ig.com.br/new_york_times/2010/01/28/chapeu+de+lider+afegao+perde+seu+apelo+9379143.html</guid>
    </item>
    <item>
      <title><![CDATA[Editorial: O primeiro ano de governo de Barack Obama]]></title>
      <link>http://ultimosegundo.ig.com.br/new_york_times/2010/01/28/editorial+o+primeiro+ano+de+governo+de+barack+obama+9379142.html</link>
      <description>Os Estados Unidos se encontram em um estado de profunda e justificável ansiedade por causa das vagas de emprego, hipotecas e duas longas e sangrentas guerras. O presidente Barack Obama não criou estes problemas e nenhum deles poderia ser resolvido em um ano. Mas 2009 ofereceu lições fortes e, às vezes, dolorosas a um novo presidente que luta para cumprir a grande promessa que foi sua eleição. &lt;SPAN id=brtpTexto&gt;&#xD;
&lt;UL&gt;&#xD;
&lt;LI&gt;&lt;A href="http://ultimosegundo.ig.com.br/1anoobama/" target=_top&gt;&lt;STRONG&gt;Veja o especial sobre 1 ano do governo de Barack Obama&lt;/STRONG&gt;&lt;/A&gt; &#xD;
&lt;LI&gt;&lt;A href="http://ultimosegundo.ig.com.br/1anoobama/2010/01/20/segundo+ano+de+governo+comeca+dificil+para+obama+9369819.html" target=_top&gt;Segundo ano de governo começa difícil para Obama&lt;/A&gt;&#xD;
&lt;LI&gt;&lt;A href="http://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/2010/01/28/obama+pede+acao+pela+economia+e+diz+que+emprego+sera+prioridade+em+2010+9379114.html" target=_top&gt;Em discurso, Obama pede ação pela economia&lt;/A&gt;&lt;/LI&gt;&lt;/UL&gt;&lt;/SPAN&gt;&#xD;
&lt;P&gt;&amp;nbsp;&lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;O &lt;A href="http://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/2010/01/28/obama+pede+acao+pela+economia+e+diz+que+emprego+sera+prioridade+em+2010+9379114.html" target=_top&gt;primeiro discurso de Estado da União de Obama&lt;/A&gt;, feito depois que esse editorial foi publicado, serviu de oportunidade para mostrar o que ele aprendeu e dizer aos americanos como ele pretende governar nos próximos três anos.&lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;Não há dúvida de que o mundo esteja aliviado com o fato de Obama não ser George W. Bush. Ele está &lt;A href="http://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/2010/01/28/obama+diz+que+guerra+no+iraque+esta+perto+do+fim+9379251.html" target=_top&gt;gerenciando a necessária retirada Iraque&lt;/A&gt;. A decisão dele de enviar tropas adicionais ao Afeganistão (a guerra necessária que o presidente Bush negligenciou desastrosamente) foi corajosa e estrategicamente correta. Ele conduz negociações a respeito do clima global ao invés de zombar delas.&lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P align=center&gt;&lt;SPAN id=brtpTexto&gt;&lt;TR&gt;&lt;TD align="right"&gt;&lt;FONT size=1&gt;&lt;IMG style="WIDTH: 400px; HEIGHT: 266px" alt="Obama chega ao Congresso para discurso crucial" src="http://images.ig.com.br/publicador/ultimosegundo/77/77/77/7471991.obama_mundo_266_399.jpg" proporcao="0.6654135338345865"&gt;&lt;/TD&gt;&lt;/TR&gt;&amp;nbsp;&lt;BR&gt;Obama fez seu primeiro discurso sober Estado da União na quarta-feira / AFP&lt;/FONT&gt;&lt;/P&gt;&lt;/TD&gt;&lt;/TR&gt;&lt;/SPAN&gt;&#xD;
&lt;P&gt;Nos Estados Unidos, Obama conquistou um projeto de lei de recuperação econômica que foi pequeno demais mas evitou uma recessão ainda maior. Ele elevou os padrões de combustíveis para carros e indicou Sonia Sotomayor ao um Tribunal Supremo que se inclinava para a direita. Isso é bom, mas não o bastante. &lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;O desemprego ainda é de 10%. Os banqueiros e seus lobistas (e grande parte do Capitólio) estão resistindo a reformas financeiras essenciais. O clima político em Washington é venenoso. O Partido Democrata está assustado com sua própria sombra. O único plano legislativo dos republicanos é censurar e obstruir. &lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;Nós respeitamos a natureza deliberativa de Obama e também gostaríamos de ver cooperação bipartidária. Em 2009, Obama subestimou a determinação dos republicanos em bloquear qualquer coisa que ele propôs. Quando a economia estava implodindo, apenas três senadores republicanos votaram pelo projeto de estímulo absolutamente essencial; nenhum aceitou defender a reforma do sistema de saúde ou mesmo votar para encerrar a obstrução. &lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;Enquanto deliberava e negociava, Obama deixou seus críticos definirem e distorcerem suas&amp;nbsp;políticas. O público não esqueceu do verão de painéis da morte.&lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;Obama precisa ser mais duro, mais rápido e mais claro. Se os republicanos querem continuar bloqueando projetos de lei que o país quer e precisa, ele deveria deixá-los obstruírem para que o público tome conhecimento. (Em dezembro passado, os republicanos no Senado tentaram bloquear os gastos anuais com Defesa porque uma extensão de benefícios de desemprego foi anexada a ela. Depois que isso fracassou, eles votaram no projeto em grande número.) &lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;Ao invés de retroceder na reforma do sistema de saúde para cortejar os republicanos, ele pode tentar desafiá-los a propor um plano sério - que ofereça segurança real para todos os americanos e tenha chance real de controlar os gastos. &lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;Ainda que Obama precise ser mais duro e mais vocal, seria um engano para ele concluir que o necessário agora é uma espécie de populismo ou uma guinada para a esquerda.&lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;Depois do financiamento do resgate com o dinheiro dos contribuintes, ele tem razão em pedir impostos maiores para os bancos (e deveria&amp;nbsp; apoiar o projeto da Câmara que busca tributar as obscenas gratificações dos banqueiros). Mas ele tem que lidar com os assuntos centrais que quase arruinaram a economia e insistir em reformas rigorosas do sistema financeiro.&lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;Obama teve razão em propor um painel bipartidário para a redução deficitária e foi uma hipocrisia dos republicanos do Senado se recusarem a votar. Nós estamos tão preocupados quanto a maioria dos americanos a respeito do déficit, mas agora o país não precisa que Obama seja um falcão do déficit.&lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;A lição de 2009 foi que os americanos precisam de empregos e ajuda com suas hipotecas. O setor privado parece incapaz de impulsionar uma recuperação independente em breve. Isso significa mais gastos com estímulo, não menos, certamente muito mais do que os US$ 154 bilhões do projeto de lei aprovado pela Câmara.&lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;Em um ano como presidente, Obama frequentemente nos lembrou que ele é um orador talentoso, capaz inspirar com sua ampla visão de mundo e com a forma franca como diz a verdade. O Estado da União foi uma boa oportunidade para lidar com os grandes debates e deixar claro que ele continuaria adiante com os cuidados médicos e desafiaria os republicanos a trabalhar com ele ou sair do caminho. Ele era necessário.&lt;/P&gt;&lt;SPAN id=brtpTexto&gt;&#xD;
&lt;P&gt;Leia mais sobre &lt;A href="http://busca.igbusca.com.br/app/search?o=ULTIMOSEGUNDO&amp;amp;q=Barack+Obama" target=_top&gt;Barack Obama&lt;/A&gt;&lt;/P&gt;&lt;/SPAN&gt;</description>
      <pubDate>Thu, 28 Jan 2010 09:23:46 -0300</pubDate>
      <guid>http://ultimosegundo.ig.com.br/new_york_times/2010/01/28/editorial+o+primeiro+ano+de+governo+de+barack+obama+9379142.html</guid>
    </item>
    <item>
      <title><![CDATA[Terremoto do Haiti deixa crianças à deriva em um mundo de caos]]></title>
      <link>http://ultimosegundo.ig.com.br/new_york_times/2010/01/27/terremoto+do+haiti+deixa+criancas+a+deriva+em+um+mundo+de+caos+9377681.html</link>
      <description>&lt;P&gt;Pouco depois que Daphne Joseph, de 14 anos, escapou dos escombros de sua casa no dia do terremoto, ela embarcou em um ônibus abarrotado ao lado de seu tio e se arrastou em trânsito lento para a capital, onde sua mãe solteira vendia produtos de beleza na feira Tete Boeuf.&lt;/P&gt;&lt;P&gt;"Mamãe", ela repetia. "Mamãe, eu estou chegando." &lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;Ao sair do coletivo, Daphne se perdeu de seu tio e pegou um moto-táxi. Ela chegou sozinha na feira em ruínas e correu para uma pilha de escombros cheia de "pessoas quebradas", ela disse. &lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;Ao se aproximar, ela viu sua mãe, sem vida. Ela gelou, ela disse, eventualmente vendo o corpo de sua mãe ser colocado em um carrinho de mão&amp;nbsp;e desaparecer no caos. &lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;"Quis me matar", Daphne disse em um sussurro.&lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P align=center&gt;&lt;FONT size=1&gt;&lt;IMG src="http://images.ig.com.br/publicador/ultimosegundo/arquivos/cdocuments_and_settingslmeirelesigdesktophaiti_children_2.jpg"&gt;&lt;BR&gt;Daphne Joseph, de 14 anos / NYT&lt;/FONT&gt; &lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;As crianças do Haiti, que representam 45% da população, estão entre os mais desorientados e vulneráveis sobreviventes do terremoto. Milhares perderam seus pais, suas casas, suas escolas e seu propósito. &lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;Elas sofreram ferimentos e passaram por amputações. Elas dormiram nas ruas, mendigaram por comida e tiveram pesadelos. &lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;Duas semanas depois do terremoto, com o cheiro de morte ainda impregnado no ar, crianças podem ser vistas em cada canto devastado de forma resistente jogando futebol, empinando pipas, entoando músicas populares e coletando livros de ensino de escolas desmoronadas. &lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;Mas conforme grupos haitianos e internacionais começam a cuidar dos mais necessitados entre elas, muitas crianças se mostram claramente traumatizadas. &lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;"Há preocupações de saúde, preocupações de desnutrição, questões psicossociais e, claro, nós tememos que crianças desacompanhadas sejam exploradas por pessoas sem escrúpulos que podem querer traficá-las para adoção, para o comércio sexual ou para a servidão doméstica", disse Kent Page, porta-voz da Unicef.&lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;Organizações de bem-estar da criança têm concentrado seus esforços iniciais nos órfãos e naqueles que estão separados de suas famílias. Na terça-feira, eles começaram a compilar um registro, enviando voluntários às ruas em busca de informação para um banco de dados no qual cada criança terá uma arquivo numerado para ajudar a localizar o seu caso, disse Victor Nyland da Unicef. &lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;Tal registro foi usado na província indonésia de Aceh após o tsunami de 2004 pra ajudar a reunir famílias separadas. &lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;Algumas crianças que não têm ninguém disposto a cuidar delas serão levadas a um dos três orfanatos da capital onde a Unicef está estabelecendo centros de cuidados interinos ou para espaços seguros estabelecidos através de outras organizações.&lt;/P&gt;</description>
      <pubDate>Wed, 27 Jan 2010 08:46:45 -0300</pubDate>
      <guid>http://ultimosegundo.ig.com.br/new_york_times/2010/01/27/terremoto+do+haiti+deixa+criancas+a+deriva+em+um+mundo+de+caos+9377681.html</guid>
    </item>
    <item>
      <title><![CDATA[Recuperação na camada de ozônio pode aumentar aquecimento global]]></title>
      <link>http://ultimosegundo.ig.com.br/new_york_times/2010/01/26/recuperacao+na+camada+de+ozonio+pode+aumentar+aquecimento+global+9377025.html</link>
      <description>A recuperação do buraco da camada de ozônio é considerada uma grande vitória para os ambientalistas. Mas um novo estudo científico afirma que existe pode existir um lado negativo: seu reparo pode contribuir para o aquecimento global. &lt;P&gt;Acontece que o buraco causava a formação de nuvens úmidas e claras que protegiam a região antártica do aquecimento causado pelos gases de efeito estufa nas últimas duas décadas, pesquisadores afirmaram na última edição da revista Geophysical Research Letters.&lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;&#x93;A recuperação do buraco vai reverter esse fenômeno,&#x94; diz Ken Carslaw, professor de ciência atmosférica na Universidade de Leeds e coautor do estudo. &#x93;Em resumo, ela vai acelerar o aquecimento em determinadas partes do hemisfério sul.&#x94;&lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;O buraco na camada de ozônio, descoberto na Antártida em meados da década de 80, causou preocupação porque a camada desempenha um papel crucial na proteger os seres vivos do planeta contra a radiação ultravioleta. &lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;Sua causa foi, em grande parte, pelo uso humano de clorofluorcarbonetos, compostos químicos usados em refrigeradores e latas aerossol que dissipam ozônio. A adoção de um protocolo internacional em 1987 fez com que muitos países abandonassem gradualmente essas substâncias, o que ajudou a camada a se reconstituir em cima da Antártida.&lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;Para essa pesquisa, os autores do novo estudo se debruçaram sobre dados meteorológicos documentados entre 1980 e 2000, incluindo as velocidades mundiais de ventos,  registradas pelo Centro Europeu de Previsões Meteorológicas de Médio Prazo (ECMWF). &lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;Os dados mostram que o buraco gerava ventos de alta velocidade que faziam com que sal marinho entrasse na atmosfera, formando nuvens mais úmidas. Essas nuvens refletem mais luz solar, o que ajudava a evitar o aquecimento na atmosfera antártica, dizem os cientistas. A dispersão de água do mar, causada por estes ventos, resultava num aumento nas gotículas de nuvens de cerca de 46% em algumas regiões do hemisfério sul, disse o Dr. Carslaw.&lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;Mas Judith Perlwitz, professora da Universidade do Colorado e pesquisadora da NOAA (Agência Nacional Atmosférica e Oceânica dos EUA) diz questionar os resultados do estudo, embora os dados empregados pareçam sólidos.&lt;BR&gt;&lt;BR&gt;Mesmo com a recuperação da camada de ozônio, espera-se que as emissões de gases de efeito estufa aumentem, ela disse. Assim, a professora prevê que o aumento na temperatura deva causar os ventos a aumentar sua velocidade e ter o mesmo efeito formador de nuvens que o buraco hoje tem. &#x93;A questão é ver se o vento está mais lento, o que eu duvido,&#x94; disse. &lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;&#x93;O futuro não é determinado apenas pela recuperação da camada de ozônio,&#x94; afirma. &#x93;Nós também estamos aumentando nosso uso de gases de efeito estufa, o que aumenta a velocidade do vento ao longo do ano.&#x94;  &lt;BR&gt;&lt;BR&gt;A professora também ressaltou que o buraco na camada de ozônio não deve se recuperar completamente antes de 2060, segundo o relatório mais recente da Organização Metereológica Mundial.&lt;BR&gt;&lt;BR&gt;Leia mais sobre: &lt;A href="http://busca.igbusca.com.br/app/search?o=ULTIMOSEGUNDO&amp;q=aquecimento+global" target=_top&gt;Aquecimento Global&lt;/A&gt;&lt;/P&gt;</description>
      <pubDate>Tue, 26 Jan 2010 17:22:57 -0300</pubDate>
      <guid>http://ultimosegundo.ig.com.br/new_york_times/2010/01/26/recuperacao+na+camada+de+ozonio+pode+aumentar+aquecimento+global+9377025.html</guid>
    </item>
    <item>
      <title><![CDATA[Na sala de parto, o fim do jejum]]></title>
      <link>http://ultimosegundo.ig.com.br/new_york_times/2010/01/26/na+sala+de+parto+o+fim+do+jejum+9376644.html</link>
      <description>Há muito tempo as maternidades proíbem que mulheres em trabalho de parto comam ou bebam. Mesmo quando o parto se prolonga por horas e horas, a mulheres podem consumir apenas alguns cubos de gelo para aliviar o estresse.&lt;P&gt;Agora, uma revisão sistemática de estudos existentes não encontrou evidência de que as restrições tenham qualquer benefício para a maioria das mulheres saudáveis e seus bebês.&lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;As restrições buscam minimizar os riscos da síndrome de Mendelson (batizada em homenagem a Dr. Curtis L. Mendelson, obstetra de Nova York que descreveu o problema pela primeira vez nos anos 1940), que pode acontecer se os conteúdos do estômago forem sugados para os pulmões enquanto um paciente está sob o efeito da anestesia geral.&lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;Ainda que rara, a síndrome pode ser fatal. Mas hoje em dia o uso da anestesia geral durante o parto é algo raro. Cesarianas geralmente usam anestesia local.&lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;"Na minha opinião, se esse fosse o caso teríamos que proibir as pessoas de comer ou beber antes de entrar em um carro, caso haja um acidente e a anestesia geral seja necessária," disse Dr. Marcie Richardson, obstetra e ginecologista do grupo Médicos Associados da Harvard Vanguard, de Boston, que esteve envolvida no novo estudo.&lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;Joan Tranmer, professora da Universidade Queens em Kingston, Ontário, e autora da revisão, disse ter visto inúmeras mulheres em trabalho de parto reclamarem de sede e boca seca. "Nós achamos que chegou a hora de questionar isso," ela disse.&lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;Os estudos analisados para a revisão, publicada no ano passado pela Cochrane Collaboration, observaram mulheres em trabalho de parto que tinham pouco risco de precisar de anestesia geral. &lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;Um deles comparou a restrição completa de alimentos líquidos e sólidos com a liberdade completa de se comer e beber; outros dois compararam a água com líquidos e alimentos; e dois compararam água com bebidas gaseificadas. Não houve diferença estatística significativas nos resultados de todas as revisões.&lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;"Com a melhoria das técnicas de anestesia, nós já não usamos anestesia geral", disse Tranmer. "E mesmo quando ela é necessária, as técnicas melhoraram e os riscos são muito, muito pequenos. Então perguntamos: Há algum benefício no jejum? E descobrimos que não há benefícios ou danos."&lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;Leia mais sobre &lt;A href="http://busca.igbusca.com.br/app/search?s=us_content&amp;amp;o=ULTIMOSEGUNDO&amp;amp;first_o=ULTIMOSEGUNDO&amp;amp;q=ci%EAncia" target=_top&gt;ciência&lt;/A&gt;&lt;/P&gt;</description>
      <pubDate>Tue, 26 Jan 2010 13:44:48 -0300</pubDate>
      <guid>http://ultimosegundo.ig.com.br/new_york_times/2010/01/26/na+sala+de+parto+o+fim+do+jejum+9376644.html</guid>
    </item>
    <item>
      <title><![CDATA[Crescimento de energia eólica americana impulsiona mercado interno]]></title>
      <link>http://ultimosegundo.ig.com.br/new_york_times/2010/01/26/crescimento+de+energia+eolica+americana+impulsiona+mercado+interno+9376643.html</link>
      <description>Apesar da recessão e da situação ruim do mercado de crédito, a indústria da energia eólica americana cresceu rapidamente em 2009, acrescentando 39% a sua capacidade. O país está perto de obter 2% de sua eletricidade através de turbinas de vento.&lt;CENTER&gt;&#xD;
&lt;TABLE cellSpacing=0 cellPadding=0 width=0 align=middle border=0&gt;&#xD;
&lt;TBODY&gt;&#xD;
&lt;TR&gt;&#xD;
&lt;TD align=right&gt;&lt;FONT size=1&gt;NYT&lt;/FONT&gt;&lt;/TD&gt;&lt;/TR&gt;&#xD;
&lt;TR&gt;&#xD;
&lt;TD&gt;&lt;IMG style="WIDTH: 400px; HEIGHT: 259px" alt="Turbinas são vistas em Sweetwater, no Texas" src="http://images.ig.com.br/publicador/ultimosegundo/300/49/49/7470210.energia_eolica_mundo_259_399.jpg" &gt;&lt;/TD&gt;&lt;/TR&gt;&#xD;
&lt;TR&gt;&#xD;
&lt;TD&gt;&#xD;
&lt;P align=center&gt;&lt;FONT size=1&gt;Turbinas são vistas em Sweetwater, no Texas&lt;/FONT&gt;&lt;/P&gt;&lt;/TD&gt;&lt;/TR&gt;&lt;/TBODY&gt;&lt;/TABLE&gt;&lt;/CENTER&gt;&#xD;
&lt;P&gt;Ainda que esse seja um número pequeno, ele representa um aumento em relação a sua representação quase nula há alguns anos. O crescimento contínuo nesse ritmo pode ajudar a nação a diminuir suas emissões de gases causadores do efeito estufa responsáveis pelo aquecimento global.&lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;A Associação Americana de Energia Eólica, em seu relatório anual que será divulgado nessa terça-feira, afirmou que o aumento da sua capacidade em 9.900 megawatts, foi a maior a ser registrada, e esteve 18% acima da capacidade acrescentada em 2008, outro ano de crescimento.&lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;Mas o grupo alertou que o crescimento pode desacelerar. Grande parte do crescimento de 2009 veio de 2008, conforme turbinas compradas naquele ano foram entregues e concluídas. Em 2009, a recessão deixou muitos fabricantes parados, o que pode causar uma desaceleração das instalações daqui para frente.&lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;A mesma quantidade de capacidade de geração de energia veio do vento e do gás natural no ano passado, disse Denise Bode, chefe executiva da associação. &lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;Juntos, a energia eólica e os projetos envolvendo gás natural representaram cerca de 80% de toda a capacidade de geração de energia do país.&lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;Mesmo assim, a indústria americana está atrás da europeia, que obtém cerca de 5% de sua eletricidade do vento. A Comissão Europeia determinou que 20% de sua produção de energia elétrica virão de fonte eólica até 2020.&lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;Preocupações com o aquecimento global aumentaram o interesse em fontes de energia renováveis nos Estados Unidos e provocaram a criação de uma indústria doméstica que emprega 85 mil&amp;nbsp;pessoas. &lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;Hoje, cerca de metade dos componentes usados nas fazendas eólicas&amp;nbsp;é feita nos Estados Unidos, em comparação com 25% em 2004, afirmou o grupo comercial.&lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;As turbinas de vento do país geram eletricidade suficiente para alimentar o equivalente a 9.7 milhões de lares, de acordo com o relatório. &lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;No ano passado, o estado do Texas consolidou sua liderança como o principal produtor de vento do país, com uma capacidade total de 9.410 megawatts, cerca de três vezes mais do que o segundo maior produtor, o estado de Iowa. Atrás estão Califórnia, Washington e Minnesota.&lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;Leia mais sobre &lt;A href="http://busca.igbusca.com.br/app/search?s=us_content&amp;amp;o=ULTIMOSEGUNDO&amp;amp;first_o=ULTIMOSEGUNDO&amp;amp;q=energia" target=_top&gt;energia&lt;/A&gt;&lt;/P&gt;</description>
      <pubDate>Tue, 26 Jan 2010 13:41:43 -0300</pubDate>
      <guid>http://ultimosegundo.ig.com.br/new_york_times/2010/01/26/crescimento+de+energia+eolica+americana+impulsiona+mercado+interno+9376643.html</guid>
    </item>
    <item>
      <title><![CDATA[Para combater a fome, haitianos compartilham porções minúsculas]]></title>
      <link>http://ultimosegundo.ig.com.br/new_york_times/2010/01/26/para+combater+a+fome+haitianos+compartilham+porcoes+minusculas+9376603.html</link>
      <description>&lt;P&gt;Maxi Extralien, um magérrimo menino de 10 anos vestindo uma camisa de pijama do Bob Esponja, comeu um único feijão do prato de comida que recebeu recentemente de um grupo cívico haitiano. Aquele prato tinha que durar.&lt;/P&gt;&lt;SPAN id=brtpTexto&gt;&#xD;
&lt;UL&gt;&#xD;
&lt;LI&gt;&lt;IMG src="http://images.ig.com.br/publicador/ultimosegundo/230/230/28/543314.icone_us__foto_12_14.png"&gt;&amp;nbsp; &lt;A href="http://ultimosegundo.ig.com.br///fotoshow/2010/01/14/imagens_do_haiti_657854.html" target=_blank&gt;Veja imagens da tragédia no Haiti&lt;/A&gt; &#xD;
&lt;LI&gt;&lt;A href="http://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/2010/01/15/saiba+quem+eram+os+brasileiros+mortos+no+terremoto+no+haiti+9322074.html" target=_top&gt;Saiba quem são os brasileiros mortos no Haiti&lt;/A&gt; &#xD;
&lt;LI&gt;&lt;A href="http://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/2010/01/14/veja+as+principais+noticias+sobre+o+terremoto+no+haiti+9290067.html" target=_top&gt;&lt;STRONG&gt;Veja as principais notícias sobre o terremoto no Haiti&lt;/STRONG&gt;&lt;/A&gt;&lt;STRONG&gt; &lt;/STRONG&gt;&lt;/LI&gt;&lt;/UL&gt;&lt;/SPAN&gt;&#xD;
&lt;P&gt;&amp;nbsp;&lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;"Minha mãe tem outros 12 filhos, mas muitos deles morreram," ele disse, cobrindo o prato para que pudesse levá-lo à sua família. "Agora nós somos seis crianças e a minha mãe".&lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;Para Maxi e inúmeros outros na devastada capital do Haiti, novas regras de etiqueta da fome estão emergindo. &lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;Roubar comida, todos sabem, pode levar à morte. Crianças são mais propensas a voltar com comida, mas não importa o que encontrem, tudo deve ser compartilhado.&lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P align=center&gt;&lt;FONT size=1&gt;&lt;IMG src="http://images.ig.com.br/publicador/ultimosegundo/arquivos/cdocuments_and_settingslmeirelesigdesktophaiti_hunger_420.jpg"&gt;&lt;BR&gt;Crianças fazem fila por comida em Porto Príncipe / NYT&lt;/FONT&gt; &lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;A divisão comunal, juntamente com placas por toda a cidade que leem "SOS" e "precisamos de comida," sugere que a crise de alimentos aqui está crescendo. &lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;Em um país no qual a má-nutrição já era algo comum antes do terremoto, as Nações Unidas agora estimam que &lt;A href="http://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/2010/01/25/onu+deve+alimentar+2+milhoes+de+haitianos+por+um+ano+9376436.html" target=_top&gt;2 milhões de haitianos precisam de assistência alimentar imediata&lt;/A&gt;. &lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;E apesar de grandes esforços de grupos de auxílio, a distribuição tem sido limitada. Até o último sábado, o Programa Mundial de Alimentação havia ajudado 207.392 pessoas em Porto-Príncipe e 113.313 em outras áreas.&lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;Para piorar o problema, o fornecimento comercial de alimentos ao Haiti tem sido limitado pelos danos do terremoto. Frutas e vegetais do interior do país ainda estão disponíveis, mas em quantidades limitadas e a preços inflacionados.&lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;E a importação de alimentos (tipicamente 48% do consumo total do país, de acordo com as Nações Unidas) diminuíram e chegam a quase nada.&lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;"Toda a cadeia de fornecimento de alimentos foi destruída pelo terremoto," disse David Orr, porta-voz do Programa Mundial de Alimentação. "O porto, as estradas, os caminhões, toda a vida comercial do país foi interrompida".&lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;Não foram, afinal, apenas as casas que desabaram quando o tremor de terra sacudiu o Haiti no dia 12 de janeiro. Supermercados foram destruídos. Açougueiros e padeiros morreram.&lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;A casa de um andar de Elsie Perdriel sobreviveu ao terremoto, fazendo dela uma das sobreviventes. Mas agora ela tem 20 bocas para alimentar ao invés de quatro: sete crianças, incluindo seu neto, alguns parentes próximos e vizinhos que perderam suas casas.&lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;Perdriel, uma cozinheira simples, exibiu uma panela com metade um frango cortado em pedaços. "Isso deveria alimentar duas pessoas", ela disse. "Agora terá que dar para 20". &lt;/P&gt;&lt;SPAN id=brtpTexto&gt;&#xD;
&lt;CENTER&gt;&lt;IMG src="http://images.ig.com.br/publicador/ultimosegundo/arquivos/cdocuments_and_settingslmeirelesigdesktopmapa_materia_haiti.jpg"&gt;&lt;/CENTER&gt;&lt;SPAN id=brtpTexto&gt;&#xD;
&lt;CENTER&gt;&lt;A href="javascript:abrePopGenericoIg('http://ultimosegundo.ig.com.br/terremotos/terremotos.html','700','450');"&gt;&lt;IMG src="http://ultimosegundo.ig.com.br/terremotos/img2.jpg"&gt;&lt;/A&gt;&lt;/CENTER&gt;&#xD;
&lt;P&gt;&lt;STRONG&gt;&lt;/STRONG&gt;&amp;nbsp;&lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;&lt;STRONG&gt;Veja também:&lt;/STRONG&gt; &lt;/P&gt;&#xD;
&lt;UL&gt;&#xD;
&lt;LI&gt;&lt;IMG src="http://images.ig.com.br/publicador/ultimosegundo/230/230/28/543314.icone_us__foto_12_14.png"&gt;&amp;nbsp; &lt;A href="http://ultimosegundo.ig.com.br///fotoshow/2010/01/12/terremoto_no_haiti_654881.html"&gt;Veja fotos da destruição após terremoto&amp;nbsp;no Haiti&lt;/A&gt; &#xD;
&lt;LI&gt;&lt;IMG src="http://images.ig.com.br/publicador/ultimosegundo/230/230/28/543314.icone_us__foto_12_14.png"&gt;&amp;nbsp; &lt;A href="http://ultimosegundo.ig.com.br/fotoshow/2010/01/14/ajuda_chega_ao_haiti_654899.html" target=_top&gt;Após a tragédia, solidariedade reúne diversos países&lt;/A&gt; &#xD;
&lt;LI&gt;&lt;IMG src="http://images.ig.com.br/publicador/ultimosegundo/230/230/28/543314.icone_us__foto_12_14.png"&gt;&amp;nbsp; &lt;A href="http://ultimosegundo.ig.com.br///fotoshow/2010/01/14/devastacao_no_haiti_657851.html" target=_top&gt;Fotos aéreas dão dimensão dos estragos no Haiti&lt;/A&gt; &#xD;
&lt;LI&gt;&lt;A href="http://ultimosegundo.ig.com.br/bbc/2010/01/13/sobreviventes+relatam+situacao+de+caos+e+angustia+em+porto+principe+9274071.html" target=_top&gt;Sobreviventes relatam situação de caos e angústia no Haiti&lt;/A&gt; &#xD;
&lt;LI&gt;&lt;A href="http://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/2010/01/12/saiba+mais+terremoto+de+magnitude+70+atinge+haiti+9273250.html"&gt;Saiba mais sobre o Haiti, o país mais pobre do Ocidente&lt;/A&gt; &#xD;
&lt;LI&gt;&lt;A href="http://ultimosegundo.ig.com.br/bbc/2010/01/13/cronologia+os+mais+graves+terremotos+dos+ultimos+anos+9274097.html" target=_top&gt;Os mais graves terremotos dos últimos anos&lt;/A&gt;&amp;nbsp;&lt;/LI&gt;&lt;/UL&gt;&#xD;
&lt;P&gt;&lt;STRONG&gt;&lt;/STRONG&gt;&amp;nbsp;&lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P align=left&gt;&lt;STRONG&gt;Leia mais sobre &lt;/STRONG&gt;&lt;A href="http://busca.igbusca.com.br/app/search?s=us_content&amp;amp;o=ULTIMOSEGUNDO&amp;amp;first_o=ULTIMOSEGUNDO&amp;amp;q=terremoto" target=_top&gt;terremoto&lt;/A&gt;&lt;/P&gt;&lt;/SPAN&gt;&lt;/SPAN&gt;</description>
      <pubDate>Tue, 26 Jan 2010 10:04:58 -0300</pubDate>
      <guid>http://ultimosegundo.ig.com.br/new_york_times/2010/01/26/para+combater+a+fome+haitianos+compartilham+porcoes+minusculas+9376603.html</guid>
    </item>
    <item>
      <title><![CDATA[Editorial: Democratas, não desistam agora!]]></title>
      <link>http://ultimosegundo.ig.com.br/new_york_times/2010/01/26/editorial+democratas+nao+desistam+agora+9376602.html</link>
      <description>&lt;P&gt;Seria um erro terrível se os democratas abandonassem uma reforma completa do sistema de saúde apenas porque eleitores de Massachusetts decidiram na semana passada que &lt;A href="http://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/2010/01/20/candidato+republicano+ganha+eleicao+e+obama+perde+dominio+no+senado+9369761.html" target=_top&gt;gostam mais do republicano Scott Brown&lt;/A&gt; do que da democrata Martha Coakley.&lt;/P&gt;&lt;P&gt;Não há dúvida de que sem uma maioria à prova de obstruções será muito mais difícil aprovar um projeto de lei. Mas não deve ser impossível, caso os democratas e a Casa Branca mostrem coragem e criatividade. A reforma do sistema de saúde é importante demais para ser jogada fora e é tarde demais para se convencer os eleitores de que ela representa seu interesse.&lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;O Congresso está muito perto de aprovar leis que irão dar cobertura à maioria dos americanos e oferecer mais segurança a todos &#x96; garantindo que se eles perderem seus empregos, poderão manter planos de saúde baratos e sua cobertura não poderá ser negada por causa de condições pré-existentes.&lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;Se os democratas desistirem agora, perto da reta final, a oportunidade de uma reforma de larga escala pode ser perdida por muitos anos. Enquanto isso, o número de pessoas sem planos de saúde, atualmente mais de 46 milhões, continuará a aumentar e as condições do sistema de saúde a piorar.&lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;Muitos democratas, em pânico, veem a vitória de Brown como prova de que eleitores irritados irão puni-los em novembro caso pressionem pela aprovação da reforma. Nós acreditamos que isso é uma interpretação incorreta do que aconteceu e do que é possível.&lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;Coakley realizou uma campanha inadequada - ainda que a Casa Branca não tenha feito o suficiente para lidar com os profundos e legítimos temores dos eleitores que têm perdido seus empregos e suas casas. Mas o presidente Barack Obama e democratas do Congresso também fracassaram claramente em explicar porque a reforma irá tornar a vida dos americanos mais segura - e não menos.&lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;O que torna a situação ainda mais frustrante é que Massachusetts, que adotou sua própria reforma do sistema de saúde em 2006, é um dos melhores exemplos tanto dos benefícios quanto da popularidade de tal mudança.&lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;Uma pesquisa realizada em Massachusetts pelo The Washington Post, a Fundação Família Henry J. Kaiser e a Escola de Saúde Pública de Harvard após a eleição revelou que surpreendentes 68% dos que votaram disseram apoiar o plano em seu próprio Estado, incluindo pouco mais da metade daqueles que votaram em Brown.&lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;Brown, que prometeu bloquear a reforma em Washington, votou pelo programa de seu Estado em 2006 e não fez campanha contra as mudanças nesse ano. Ao invés disso, ele argumentou que uma vez que os cidadãos de Massachusetts já tem plano de saúde, eles não deveriam pagar para ampliar a cobertura em outros Estados.&lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;Esse argumento cínico não faz muito sentido - mesmo em Massachusetts. O projeto de lei diante do Senado contribuiria com verba para o programa de Massachusetts e esforços federais para controlar os gastos ultimamente beneficiariam todos os Estados.&lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;Os democratas devem reavaliar o que realmente aconteceu em Massachusetts e então reunir a coragem necessária para agir e colocar em prática uma ampla reforma. Eles precisam deixar claro aos eleitores que têm pouco medo. Mesmo se a obrigatoriedade de se ter um plano de saúde não entrar em vigor até 2014. E eles precisam deixar claro que reforma oferece benefícios imediatos, especialmente para os americanos da classe média.&lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;Quando o projeto for votado em lei, muitas crianças poderão permanecer nas apólices de seus pais até que completem 26 anos. Seguradoras não serão mais capazes de limitar os pagamentos por cuidados de saúde. Não será possível negar a cobertura a crianças por causa de doenças pré-existentes. A falta de cobertura para remédios a beneficiários do Medicare começaria a ser abolida. E pequenos negócios receberiam créditos fiscais imediatamente para oferecer cobertura a seus funcionários.&lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;Pesquisas recentes mostram que o público está dividido, com mais pessoas se posicionando contra do que a favor do projeto de lei. As negativas têm sido impulsionadas pelas distorções dos críticos sobre uma suposta tomada da medicina pelo governo e da necessidade de acordos para se conquistar os 60 votos necessários para sobrepujar a obstrução republicana no Senado.&lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;Ainda assim, uma pesquisa nacional recente realizada pela Fundação Família Henry J. Kaiser revelou que grandes camadas da população passaram a apoiar mais a reforma quando souberam dos créditos fiscais para pequenos negócios que oferecem cobertura, trocas entre apólices concorrentes e novas regras a respeito da rejeição de planos de saúde.&lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;Nós ouvimos muita conversa em Washington, inclusive de Obama, sobre a possibilidade de equiparar os projetos atuais - para que cubram muito menos americanos sem plano de saúde e se concentrem em lidar com os principais abusos do setor. Isso pode ser tecnicamente difícil; muitos dos trechos do projeto não podem ser separados sem que isso prejudique sua eficiência. E a política praticada no Capitólio - onde os republicanos estão determinados a se opor a qualquer coisa que Obama apóie - deve ficar cada vez mais difícil.&lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;O caminho mais promissor seria a Câmara democrata aprovar o projeto de lei do Senado como está e passar ao presidente para que o assine em lei. Isso permitiria que a gestão e o Congresso armassem imediatamente a criação de empregos e outras questões econômicas. O projeto de lei do Senado não é perfeito, mas ampliaria a cobertura para 94% de todos os cidadãos e moradores legais até 2019, reduzindo o déficit por muitas décadas e criando programas piloto para melhorar o sistema de saúde a preços menores.&lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;Democratas na Câmara aparentemente não aceitarão o projeto de lei do Senado sem uma modificação. Por isso, líderes congressistas buscam novas formas de comprometer tanto a Câmara quanto o Senado a mudanças &#x96; como subsídios melhores para tornar os planos de saúde mais baratos &#x96; que podem ser aprovadas através de uma "reconciliação orçamentária" paralela que pode ser aprovada por uma maioria simples tanto no Senado quanto na Câmara.&lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;Essa é uma chance que só acontece uma vez em cada geração. Obama precisa explicar ao povo americano porque a reforma é essencial para sua saúde e segurança e para o futuro da nação. E ele deve insistir que o Congresso termine seu trabalho. &lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;Leia mais sobre &lt;A href="http://busca.igbusca.com.br/app/search?o=ULTIMOSEGUNDO&amp;amp;q=Estados+Unidos" target=_top&gt;Estados Unidos&lt;/A&gt;&lt;/P&gt;</description>
      <pubDate>Tue, 26 Jan 2010 09:59:03 -0300</pubDate>
      <guid>http://ultimosegundo.ig.com.br/new_york_times/2010/01/26/editorial+democratas+nao+desistam+agora+9376602.html</guid>
    </item>
    <item>
      <title><![CDATA[Mulheres alemãs buscam espaço com a queda de um tabu]]></title>
      <link>http://ultimosegundo.ig.com.br/new_york_times/2010/01/25/mulheres+alemas+buscam+espaco+com+a+queda+de+um+tabu++9376160.html</link>
      <description>NEUOTTING, Alemanha - Manuela Maier foi chamada de péssima mãe. Uma Rabenmutter, ou mãe corvo, por causa da ave negra que empurra seu filhote para fora do ninho. Ela foi proscrita por outras mães, repreendida pelos vizinhos e por sua família e até mesmo ofendida em uma loja local. &lt;P&gt;Seu crime? Matricular seu filho de nove anos na escola primária que ofereceu classes após o almoço no outono...e voltar ao trabalho.&lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;&#x93;Me disseram: &#x91;Por que você teve filhos se não pode cuidar deles?&#x94;&#x92;, disse Maier, 47. Em comparação, ter um filho sem ser casada não foi um problema há 21 anos nessa tradicional cidade da Bavária, ela conta.&lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;Dez anos de século 21 e a maioria&amp;nbsp; das escolas primárias e secundárias da maior economia europeia, a Alemanha, ainda encerram as aulas antes do almoço, tipicamente por volta das 13h.&lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;Agora, diante da economia de necessidade, esse conceito começa a cair por terra: com um dos menores índices de natalidade do mundo, a expectativa de falta de mão de obra e a queda do padrão de escolaridade obrigam uma reconsideração.&lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;Desde 2003, quase um quinto das 40,000 escolas da Alemanha introduziram programas vespertinos e outras planejam seguir o exemplo.&lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;"Este é um tabu que já não podemos nos dar ao luxo de ter," disse Ursula von der Leyen, médica que virou ministra do trabalho da Alemanha e mãe de sete. "O país precisa de mulheres capazes de trabalhar e ter filhos".&lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;Para ela, o aumento do currículo escolar alemão é "irreversível", conforme as mulheres entram para a força de trabalho, seja em busca de satisfação pessoal, por que são mães solteiras ou têm parceiros cuja renda não tem como manter uma família. Na Alemanha, um quinto dos lares depende da renda das mulheres.&lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;Essa tendência faz dos cuidados com as crianças uma questão de competitividade, disse Karen Hagemann, professora de história de divisões sexuais europeia da Universidade da Carolina do Norte, em Chapel Hill.&lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;Em 1763, a Prússia foi o primeiro país a tornar a educação obrigatória para as classes baixas. O sistema de meio dia de ensino evoluiu em uma era que dependia do trabalho infantil. &lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;A classe média alemã há muito acredita que os pais, e não o Estado, devem moldar a cultura das crianças. Nenhuma escola, eles acreditam, pode substituir uma mãe.&lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;Mas esse sistema desencora que mulheres mais altamente educadas tenham filhos. Aos 40 anos, uma em cada três alemãs vive em um lar sem filhos, o que dá à Alemanha, juntamente com a Áustria, a maior proporção de lares deste tipo na Europa. &lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;Esse pensamento antigo também não se adaptou a uma Alemanha na qual um número cada vez maior de estudantes são imigrantes, muitos dos quais precisam de ajuda em capacidades básicas.&lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;Em 2001, um estudo da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico, um grupo das democracias mais desenvolvidas com economias de mercado, sobre a alfabetização de jovens de 15 anos alarmou a Alemanha por sua posição em 21 de 27 países, e quase em último em termos de mobilidade social. &lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;Dois anos depois, o governo disponibilizou US$5.7 bilhões para a criação de programas educacionais em esquema semi-internato para 10,000 das 40,000 escolas do país até 2009; 7,200 escolas adotaram o esquema. &lt;/P&gt;</description>
      <pubDate>Mon, 25 Jan 2010 18:57:22 -0300</pubDate>
      <guid>http://ultimosegundo.ig.com.br/new_york_times/2010/01/25/mulheres+alemas+buscam+espaco+com+a+queda+de+um+tabu++9376160.html</guid>
    </item>
    <item>
      <title><![CDATA[Editorial: Insurgência ainda representa maior desafio de governo afegão]]></title>
      <link>http://ultimosegundo.ig.com.br/new_york_times/2010/01/25/editorial+insurgencia+ainda+representa+maior+desafio+de+governo+afegao+9376157.html</link>
      <description>Matar combatentes do Taleban não será suficiente. Se há qualquer esperança de se derrotar a insurgência, o governo do Afeganistão terá que persuadir um número maior de militantes a abandonar as armas. &lt;P&gt;Em uma conferência internacional em Londres a respeito do Afeganistão, nessa semana, o presidente Hamid Karzai deve anunciar um plano para tentar diminuir o número de combatentes Taleban de médio e baixo escalão.&lt;/P&gt; &lt;P&gt;Qualquer plano precisará de apoio financeiro. O custo deve girar em torno de US$1 bilhão para oferecer empregos, segurança e outros benefícios aos desertores Talebans. Os aliados que se recusam a enviar mais tropas ao Afeganistão devem comprometer mais dinheiro. &lt;/P&gt; &lt;P&gt;Mas dinheiro apenas não irá resolver o problema. O governo precisa convencer os desertores de que eles serão protegidos e receberão espaço político. A iniciativa certamente irá fracassar se o primeiro Taleban que abandonar as armas for assassinado por antigos camaradas ou atuais vizinhos. &lt;/P&gt; &lt;P&gt;O plano também precisará determinar claramente alguns princípios. A reabilitação deve ser oferecida aos membros do Taleban - geralmente soldados rasos - que entraram para a insurgência porque precisavam de emprego ou foram pressionados. &lt;/P&gt; &lt;P&gt;Os fieis terão que provar que renunciaram não apenas à violência, mas também à brutalidade do Taleban e a seus valores medievais. O governo precisa deixar claro que não irá ceder nenhum centímetro, especialmente quando se trata da educação para meninas e mulheres.&lt;/P&gt; &lt;P&gt;Achamos preocupante que Karzai e seus assistentes tenham falado em reconciliação com o líder do Taleban, o mulá Omar, e da remoção de seu nome da lista negra de terroristas das Nações Unidas. (Ele não mostrou interesse em uma reconciliação.) &lt;/P&gt; &lt;P&gt;&lt;BR&gt;Líderes brutos como o mulá Omar, que deu proteção à Al Qaeda antes do 11/9, devem ser levados à justiça, e não receber um passe livre ou uma cadeira à mesa.&lt;/P&gt; &lt;P&gt;Karzai facilitou demais a vida do Taleban. A corrupção e a incompetência de seu governo levaram milhares de afegãos aos braços da insurgência. Para impedir que outros milhares façam o mesmo, o governo de Karzai terá que agir rapidamente para melhorar sua performance.&lt;/P&gt; &lt;P&gt;Muitos combatentes não irão mudar de lado até que vejam uma transformação no equilíbrio militar. Isso deve acontecer na primavera ou verão, quando a maioria das 30,000 tropas americanas adicionais chega ao país. &lt;/P&gt; &lt;P&gt;O presidente Karzai, os Estados Unidos e outros parceiros precisam de um amplo plano de reconciliação antes disso. Eles também precisam ser mais claros a respeito do que está em oferta - e do que não está.&lt;/P&gt; </description>
      <pubDate>Mon, 25 Jan 2010 18:41:03 -0300</pubDate>
      <guid>http://ultimosegundo.ig.com.br/new_york_times/2010/01/25/editorial+insurgencia+ainda+representa+maior+desafio+de+governo+afegao+9376157.html</guid>
    </item>
    <item>
      <title><![CDATA[Estado da União incluirá ajuda para classe média]]></title>
      <link>http://ultimosegundo.ig.com.br/new_york_times/2010/01/25/estado+da+uniao+incluira+ajuda+para+classe+media+9376156.html</link>
      <description>&lt;P&gt;WASHINGTON - O presidente Barack Obama proporá em seu Discurso Sobre o Estado da União&amp;nbsp;um pacote de iniciativas modestas para ajudar famílias da classe média, incluindo créditos fiscais para creches, limites aos pagamentos de empréstimos estudantis e a exigência de que companhias permitam que seus funcionários retenham na fonte economias para suas aposentadorias, afirmaram autoridades no domingo.&lt;/P&gt;&lt;P&gt;Ao se concentrar no que uma das autoridades da Casa Branca chamou de "geração sanduíche" - famílias em dificuldades esmagadas entre enviar seus filhos à universidade e cuidar de seus pais idosos - Obama espera usar seu discurso na quarta-feira do dia 27 de janeiro para demonstrar que entende a dor que a economia tem infligido ao americano comum. &lt;/P&gt; &lt;P&gt;As propostas também incluem a expansão de créditos fiscais para as economias dos aposentados e dinheiro para programas que ajudam as famílias a cuidar de seus idosos.&lt;/P&gt; &lt;P&gt;O discurso ainda não terminou de ser escrito, mas uma autoridade sênior, descrevendo-o em condição de anonimato, disse que entre seus principais temas estão "a criação de bons empregos, planos para lidar com o déficit, ajuda à classe média e mudanças em Washington."&lt;/P&gt; &lt;P&gt;Com o declínio de seu índice de aprovação e os democratas temendo um desastre nas eleições de meio de mandato desse ano, Obama se encontra em um momento particularmente difícil de sua presidência. &lt;/P&gt; &lt;P&gt;Ele se aproxima de seu primeiro discurso Estado da União formal em um clima político radicalmente diferente até mesmo da semana anterior. Sua principal prioridade doméstica, a reforma do sistema de saúde, está em risco depois de uma vitória republicana na disputa da semana passada pelo Senado de Massachusetts.&lt;/P&gt; &lt;P&gt;As propostas do presidente devem apelar ao povo que está em dificuldades financeiras sem parecer outra ampla expansão do governo federal. Elas também acrescentariam pouco ao déficit federal em um momento no qual Obama promete reduzi-lo.&lt;/P&gt; &lt;P&gt;Enquanto Obama tem mudado seu foco para a criação de empregos nas últimas semanas, uma autoridade afirmou que o presidente também quer ressaltar o que chamou de "áreas críticas nas quais a classe média precisa de ajuda para avançar" - como pagar pelo ensino superior ou economizar para a aposentadoria.&lt;/P&gt; &lt;P&gt;Tais programas são, notavelmente, muito menos amplos do que a expansiva agenda de primeiro ano de governo de Obama.&lt;/P&gt; &lt;P&gt;Obama e o vice-presidente Joe Biden planejam delinear as propostas na segunda-feira quando se encontrarão com a força tarefa da Casa Branca que passou o último ano analisando formas de ajudar a classe média.&lt;/P&gt; &lt;P&gt;Os principais conselheiros do presidente insistem que Obama não está em retirada e resistem a qualquer comparação às insignificantes iniciativas que o último presidente democrata, Bill Clinton, usou para tentar colocar sua presidência de volta nos eixos.&lt;/P&gt; &lt;P&gt;Ao invés disso, a Casa Branca quer usar o discurso de quarta-feira para colocar assuntos como a reforma do sistema de saúde em temas mais amplos como a criação de empregos e a economia.&lt;BR&gt;&lt;/P&gt; </description>
      <pubDate>Mon, 25 Jan 2010 18:39:09 -0300</pubDate>
      <guid>http://ultimosegundo.ig.com.br/new_york_times/2010/01/25/estado+da+uniao+incluira+ajuda+para+classe+media+9376156.html</guid>
    </item>
    <item>
      <title><![CDATA[A luta pela vida em uma rua devastada]]></title>
      <link>http://ultimosegundo.ig.com.br/new_york_times/2010/01/25/a+luta+pela+vida+em+uma+rua+devastada+9376155.html</link>
      <description>PORTO PRINCÍPE - A Avenida Poupelard no centro dessa devastada cidade pulsa com a vida e exala morte duas semanas após o terremoto. &lt;UL&gt;&#xD;
&lt;LI&gt;&lt;IMG src="http://images.ig.com.br/publicador/ultimosegundo/230/230/28/543314.icone_us__foto_12_14.png"&gt;&amp;nbsp; &lt;A href="http://ultimosegundo.ig.com.br///fotoshow/2010/01/14/imagens_do_haiti_657854.html" target=_blank&gt;Veja imagens da tragédia no Haiti&lt;/A&gt; &#xD;
&lt;LI&gt;&lt;IMG src="http://images.ig.com.br/publicador/ultimosegundo/294/43/43/544380.icones___video_11_19.png"&gt;&amp;nbsp;&lt;A href="http://ultimosegundo.ig.com.br/bbc/2010/01/18/onda+de+saques+afeta+porto+principe+9344140.html" target=_top&gt;Onda de saques afeta Porto Príncipe; assista&lt;/A&gt; &#xD;
&lt;LI&gt;&lt;A href="http://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/2010/01/15/saiba+quem+eram+os+brasileiros+mortos+no+terremoto+no+haiti+9322074.html" target=_top&gt;Saiba quem são os brasileiros mortos no Haiti&lt;/A&gt; &#xD;
&lt;LI&gt;&lt;A href="http://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/2010/01/14/veja+as+principais+noticias+sobre+o+terremoto+no+haiti+9290067.html" target=_top&gt;&lt;STRONG&gt;Veja as principais notícias sobre o terremoto no Haiti&lt;/STRONG&gt;&lt;/A&gt;&lt;STRONG&gt; &lt;/STRONG&gt;&lt;/LI&gt;&lt;/UL&gt;&#xD;
&lt;P&gt;&amp;nbsp;&lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;Antes do que os haitianos chamam de "o evento", essa era uma rua movimentada e caótica com quiosques de loteria e lan houses, casas com portões e barracas de ambulantes, igrejas e escolas.&lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;Agora, um fabricante de caixões passa o dia martelando madeira o mais rápido que consegue, enquanto o corpo de um menino de seis anos decompõe nas ruínas de uma escola. &lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;Centenas de moradores agora sem teto ocupam carros do antigo estacionamento de uma mecânica enquanto uma advogada, escrevendo autos, acampa sob uma buganvília no quintal de sua inabitável mansão. &lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;Um fervoroso pastor prega diante das ruínas de sua igreja; ambulantes vendem pequenos sacos com água potável; uma clínica de Aids reabre brevemente todos os dias para os pacientes que sobreviveram ao terremoto mas já não têm os remédios necessários.&lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;E, envolto em tecido como uma múmia, um cadáver repousa sob uma placa que grita "SOS", colocado ali por seus vizinhos.&lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;Com pouco mais de uma milha, a Avenida Poupelard, em uma região residencial e comercial conhecida como Nazon, oferece um panorama da vida em ruínas na capital do Haiti onde um coração ferido ainda bate.&lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;Uma análise completa dos danos é impossível sem documentos de propriedade e impostos, que não estão disponíveis. Mas dos 53 prédios analisados na Avenida Poupelard, apenas seis permanecem intactos. &lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;Vinte e três estão completa ou parcialmente danificados. Os outros 24 mostram danos que vão de rachaduras a paredes caídas, com tremores diários representando uma ameaça contínua.&lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;Mas nessa avenida da cidade, como em outras áreas, a vida de sobrevivente continua.&lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;Alguns pequenos negócios - uma barbearia aqui, uma pequena barraca de comida ali - retomam a vida. O debate político, um sinal de normalidade, está ressurgindo, com muitos amaldiçoando abertamente o presidente Rene Preval por fazer poucas incursões às áreas mais atingidas.&lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;Comida, água, abrigo, doença e morte: esses continuam a ser problemas urgentes mesmo com a chegada de alguma ajuda, finalmente. &lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;Para muitos na Avenida Poupelard, o trauma da perda criou uma vertigem quase existencial. Nora Jean Phillipe, trabalhadora de escritório que se sentava ao lado de uma barraca com uma caixa de Pop Tarts no colo, quase obsessivamente escavava as certidões de nascimento de sua família de sua casa em ruínas.&lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;"Por favor, entenda," ela disse. "Eu perdi minha casa. Eu perdi o meu filho. De alguma forma, eu achei um jeito de salvar nossa identidade".&lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;&lt;SPAN id=brtpTexto&gt;&lt;SPAN id=brtpTexto&gt; &lt;/P&gt;&#xD;
&lt;CENTER&gt;&lt;SPAN id=brtpTexto&gt;&lt;SPAN id=brtpTexto&gt;&lt;IMG src="http://images.ig.com.br/publicador/ultimosegundo/arquivos/cdocuments_and_settingslmeirelesigdesktopmapa_materia_haiti.jpg"&gt;&lt;/SPAN&gt;&lt;/SPAN&gt;&lt;/CENTER&gt;&lt;SPAN id=brtpTexto&gt;&#xD;
&lt;CENTER&gt;&lt;A href="javascript:abrePopGenericoIg('http://ultimosegundo.ig.com.br/terremotos/terremotos.html','700','450');"&gt;&lt;IMG src="http://ultimosegundo.ig.com.br/terremotos/img2.jpg"&gt;&lt;/A&gt;&lt;/CENTER&gt;&#xD;
&lt;DIV align=left&gt;&lt;STRONG&gt;&lt;/STRONG&gt;&amp;nbsp;&lt;/DIV&gt;&#xD;
&lt;DIV align=left&gt;&lt;STRONG&gt;&lt;/STRONG&gt;&amp;nbsp;&lt;/DIV&gt;&#xD;
&lt;DIV align=left&gt;&lt;STRONG&gt;Veja também:&lt;/STRONG&gt;&lt;/DIV&gt;&#xD;
&lt;UL&gt;&#xD;
&lt;LI&gt;&#xD;
&lt;DIV align=left&gt;&lt;IMG src="http://images.ig.com.br/publicador/ultimosegundo/230/230/28/543314.icone_us__foto_12_14.png"&gt;&amp;nbsp; &lt;A href="http://ultimosegundo.ig.com.br///fotoshow/2010/01/12/terremoto_no_haiti_654881.html"&gt;Veja fotos da destruição após terremoto&amp;nbsp;no Haiti&lt;/A&gt; &lt;/DIV&gt;&#xD;
&lt;LI&gt;&#xD;
&lt;DIV align=left&gt;&lt;IMG src="http://images.ig.com.br/publicador/ultimosegundo/230/230/28/543314.icone_us__foto_12_14.png"&gt;&amp;nbsp; &lt;A href="http://ultimosegundo.ig.com.br/fotoshow/2010/01/14/ajuda_chega_ao_haiti_654899.html" target=_top&gt;Após a tragédia, solidariedade reúne diversos países&lt;/A&gt; &lt;/DIV&gt;&#xD;
&lt;LI&gt;&#xD;
&lt;DIV align=left&gt;&lt;IMG src="http://images.ig.com.br/publicador/ultimosegundo/230/230/28/543314.icone_us__foto_12_14.png"&gt;&amp;nbsp; &lt;A href="http://ultimosegundo.ig.com.br///fotoshow/2010/01/14/devastacao_no_haiti_657851.html" target=_top&gt;Fotos aéreas dão dimensão dos estragos no Haiti&lt;/A&gt; &lt;/DIV&gt;&#xD;
&lt;LI&gt;&#xD;
&lt;DIV align=left&gt;&lt;A href="http://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/2010/01/12/saiba+mais+terremoto+de+magnitude+70+atinge+haiti+9273250.html"&gt;Saiba mais sobre o Haiti, o país mais pobre do Ocidente&lt;/A&gt;&amp;nbsp;&lt;/DIV&gt;&lt;/LI&gt;&lt;/UL&gt;&#xD;
&lt;P&gt;&lt;STRONG&gt;&lt;/STRONG&gt;&amp;nbsp;&lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P align=left&gt;&lt;STRONG&gt;Leia mais sobre &lt;/STRONG&gt;&lt;A href="http://busca.igbusca.com.br/app/search?s=us_content&amp;amp;o=ULTIMOSEGUNDO&amp;amp;first_o=ULTIMOSEGUNDO&amp;amp;q=terremoto" target=_top&gt;terremoto&lt;/A&gt;&lt;/P&gt;&lt;/SPAN&gt;&lt;/SPAN&gt;&lt;/SPAN&gt;</description>
      <pubDate>Mon, 25 Jan 2010 18:36:43 -0300</pubDate>
      <guid>http://ultimosegundo.ig.com.br/new_york_times/2010/01/25/a+luta+pela+vida+em+uma+rua+devastada+9376155.html</guid>
    </item>
    <item>
      <title><![CDATA[Mulheres alemãs buscam espaço com a queda de um tabu]]></title>
      <link>http://ultimosegundo.ig.com.br/new_york_times/2010/01/25/mulheres+alemas+buscam+espaco+com+a+queda+de+um+tabu++9376154.html</link>
      <description>NEUOTTING, Alemanha - Manuela Maier foi chamada de péssima mãe. Uma Rabenmutter, ou mãe corvo, por causa da ave negra que empurra seu filhote para fora do ninho. Ela foi proscrita por outras mães, repreendida pelos vizinhos e por sua família e até mesmo ofendida em uma loja local. &lt;P&gt;Seu crime? Matricular seu filho de nove anos na escola primária que ofereceu classes após o almoço no outono...e voltar ao trabalho.&lt;/P&gt; &lt;P&gt;&#x93;Me disseram: &#x91;Por que você teve filhos se não pode cuidar deles?&#x94;&#x92;, disse Maier, 47. Em comparação, ter um filho sem ser casada não foi um problema há 21 anos nessa tradicional cidade da Bavária, ela conta.&lt;/P&gt; &lt;P&gt;Dez anos de século 21 e a maioria  das escolas primárias e secundárias da maior economia europeia, a Alemanha, ainda encerram as aulas antes do almoço, tipicamente por volta das 13h.&lt;/P&gt; &lt;P&gt;Agora, diante da economia de necessidade, esse conceito começa a cair por terra: com um dos menores índices de natalidade do mundo, a expectativa de falta de mão de obra e a queda do padrão de escolaridade obrigam uma reconsideração.&lt;/P&gt; &lt;P&gt;Desde 2003, quase um quinto das 40,000 escolas da Alemanha introduziram programas vespertinos e outras planejam seguir o exemplo.&lt;/P&gt; &lt;P&gt;"Este é um tabu que já não podemos nos dar ao luxo de ter," disse Ursula von der Leyen, médica que virou ministra do trabalho da Alemanha e mãe de sete. "O país precisa de mulheres capazes de trabalhar e ter filhos".&lt;/P&gt; &lt;P&gt;Para ela, o aumento do currículo escolar alemão é "irreversível", conforme as mulheres entram para a força de trabalho, seja em busca de satisfação pessoal, por que são mães solteiras ou têm parceiros cuja renda não tem como manter uma família. Na Alemanha, um quinto dos lares depende da renda das mulheres.&lt;/P&gt; &lt;P&gt;Essa tendência faz dos cuidados com as crianças uma questão de competitividade, disse Karen Hagemann, professora de história de divisões sexuais europeia da Universidade da Carolina do Norte, em Chapel Hill.&lt;/P&gt; &lt;P&gt;Em 1763, a Prússia foi o primeiro país a tornar a educação obrigatória para as classes baixas. O sistema de meio dia de ensino evoluiu em uma era que dependia do trabalho infantil. &lt;/P&gt; &lt;P&gt;A classe média alemã há muito acredita que os pais, e não o Estado, devem moldar a cultura das crianças. Nenhuma escola, eles acreditam, pode substituir uma mãe.&lt;/P&gt; &lt;P&gt;Mas esse sistema desencora que mulheres mais altamente educadas tenham filhos. Aos 40 anos, uma em cada três alemãs vive em um lar sem filhos, o que dá à Alemanha, juntamente com a Áustria, a maior proporção de lares deste tipo na Europa. &lt;/P&gt; &lt;P&gt;Esse pensamento antigo também não se adaptou a uma Alemanha na qual um número cada vez maior de estudantes são imigrantes, muitos dos quais precisam de ajuda em capacidades básicas.&lt;/P&gt; &lt;P&gt;Em 2001, um estudo da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico, um grupo das democracias mais desenvolvidas com economias de mercado, sobre a alfabetização de jovens de 15 anos alarmou a Alemanha por sua posição em 21 de 27 países, e quase em último em termos de mobilidade social. &lt;/P&gt; &lt;P&gt;Dois anos depois, o governo disponibilizou US$5.7 bilhões para a criação de programas educacionais em esquema semi-internato para 10,000 das 40,000 escolas do país até 2009; 7,200 escolas adotaram o esquema. &lt;/P&gt;    </description>
      <pubDate>Mon, 25 Jan 2010 18:32:09 -0300</pubDate>
      <guid>http://ultimosegundo.ig.com.br/new_york_times/2010/01/25/mulheres+alemas+buscam+espaco+com+a+queda+de+um+tabu++9376154.html</guid>
    </item>
    <item>
      <title><![CDATA[Tribos indígenas ainda aguardam compensação]]></title>
      <link>http://ultimosegundo.ig.com.br/new_york_times/2010/01/22/tribos+indigenas+ainda+aguardam+compensacao+9372616.html</link>
      <description>Depois de mais de um século de obstruções e atrasos, outro prazo se aproxima para a conclusão de um acordo que compensaria milhares de índios nativos americanos por perdas de bilhões de dólares causadas pela incompetência do governo em lidar com suas reservas de terra.&lt;P&gt;Uma lei aprovada em 1887 confiou o cuidado das terras ao governo federal através de um fundo. As contas do fundo do governo foram perdidas ou gerenciadas de maneira imprópria, cobrando taxas dos proprietários indígenas que mantinham rebanhos ou impedindo seu direito sobre compensações financeiras pela exploração de petróleo.&lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;No mês passado, depois de 13 anos de disputas judiciais, ambos os lados chegaram a um acordo histórico que pagaria US$ 3,4 bilhões aos índios. &lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;O acordo oferece compensação parcial de US$ 1,4 bilhão para os participantes individuais do fundo, mais US$ 2 bilhões para os demais requerentes.&lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;O acordo precisa de aprovação, mas o Congresso &#x96; com sua agenda tomada pelo sistema de saúde e outras questões urgentes - perdeu um prazo em dezembro e irá perder outro agora. O fracasso em aprovar o acordo até o final de fevereiro pode reiniciar as negociações da disputa.&lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;A honra desta nação exige que o acordo seja finalmente aprovado. Certamente este Congresso não quer entrar para a longa lista de gestões, legisladores e burocratas paternalistas que transformaram a justiça para os índios americanos em um jogo.&lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;Leia mais sobre &lt;A href="http://busca.igbusca.com.br/app/search?o=ULTIMOSEGUNDO&amp;amp;q=tribos+ind%EDgenas" target=_top&gt;tribos indígenas&lt;/A&gt;&lt;/P&gt;</description>
      <pubDate>Fri, 22 Jan 2010 11:39:14 -0300</pubDate>
      <guid>http://ultimosegundo.ig.com.br/new_york_times/2010/01/22/tribos+indigenas+ainda+aguardam+compensacao+9372616.html</guid>
    </item>
    <item>
      <title><![CDATA[Mais um desafio para o Haiti: reconstruir a economia]]></title>
      <link>http://ultimosegundo.ig.com.br/new_york_times/2010/01/22/mais+um+desafio+para+o+haiti+reconstruir+a+economia+9372386.html</link>
      <description>&lt;P&gt;O preço de velas no mercado La Saline aumentou 60% desde o terremoto da última semana. Uma caixa de fósforos está 50% mais cara. Um pacote de peito de frango aumentou 30%. &lt;/P&gt;&lt;SPAN id=brtpTexto&gt;&lt;SPAN id=brtpTexto&gt;&#xD;
&lt;UL&gt;&#xD;
&lt;LI&gt;&lt;IMG src="http://images.ig.com.br/publicador/ultimosegundo/230/230/28/543314.icone_us__foto_12_14.png"&gt;&amp;nbsp; &lt;A href="http://ultimosegundo.ig.com.br///fotoshow/2010/01/14/imagens_do_haiti_657854.html" target=_blank&gt;Veja imagens da tragédia no Haiti&lt;/A&gt; &#xD;
&lt;LI&gt;&lt;IMG src="http://images.ig.com.br/publicador/ultimosegundo/294/43/43/544380.icones___video_11_19.png"&gt;&amp;nbsp;&lt;A href="http://ultimosegundo.ig.com.br/bbc/2010/01/18/onda+de+saques+afeta+porto+principe+9344140.html" target=_top&gt;Onda de saques afeta Porto Príncipe; assista&lt;/A&gt; &#xD;
&lt;LI&gt;&lt;A href="http://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/2010/01/22/congresso+dos+eua+aprova+lei+para+deduzir+de+impostos+doacoes+ao+haiti+9372420.html" target=_top&gt;EUA deduzirão imposto de quem fez doações ao país&lt;/A&gt;&#xD;
&lt;LI&gt;&lt;A href="http://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/2010/01/15/saiba+quem+eram+os+brasileiros+mortos+no+terremoto+no+haiti+9322074.html" target=_top&gt;Saiba quem são os brasileiros mortos no Haiti&lt;/A&gt; &#xD;
&lt;LI&gt;&lt;A href="http://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/2010/01/14/veja+as+principais+noticias+sobre+o+terremoto+no+haiti+9290067.html" target=_top&gt;&lt;STRONG&gt;Veja as principais notícias sobre o terremoto no Haiti&lt;/STRONG&gt;&lt;/A&gt;&lt;STRONG&gt; &lt;/STRONG&gt;&lt;/LI&gt;&lt;/UL&gt;&lt;/SPAN&gt;&lt;/SPAN&gt;&#xD;
&lt;P&gt;&amp;nbsp;&lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;Conforme os haitianos começam a pensar em reconstruir sua economia, o rápido aumento dos preços de produtos cruciais é apenas um dos muitos desafios que enfrentam. &lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;O porto também foi tirado de operação, prejudicando as exportações. O sistema bancário, em grande parte fechado por medo de assaltos, tem problemas para reiniciar suas operações. O terremoto destruiu o Ministério das Finanças e parte do Banco Central e matou funcionários sêniors, como Jean Frantz Richard, diretor da Agência de Coleta de Impostos.&lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;"O choque na economia é enorme, afetando talvez 50% do nosso PIB", disse Daniel Dorsainvil, ex-ministro das finanças. "Os bancos têm medo de reabrir por causa das questões de segurança e para retomar as importações e exportações nós teremos que passar pela República Dominicana. Catástrofe é uma palavra quase suave demais para a nossa situação".&lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;O desastre tomou conta da economia de tamanho equivalente a um décimo do estado do Novo México, que já era fraca antes do tremor. &lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;Ainda assim, alguns dos problemas econômicos mais imediatos podem estar começando a melhorar. A gasolina já está mais disponível do que nos primeiros dias após o terremoto, ajudando a aliviar um&amp;nbsp;próspero mercado negro local no qual alguns negociantes de rua vendiam o combustível por até US$ 8 o galão. Remessas de dinheiro de haitianos que vivem no exterior começaram a fluir novamente depois que o Western Union reabriu suas lojas na capital. &lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;Autoridades estrangeiras e locais estão buscando lidar com inúmeros outros problemas, começando com a urgente falta de dinheiro na economia. Eric Overvest, diretor do Programa de Desenvolvimento da ONU para o Haiti, disse que um novo programa irá pagar aos haitianos cerca de US$ 3 por dia para que trabalhem em períodos de duas semanas para injetar dinheiro na economia.&lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;A economia do Haiti já estava em dificuldades antes do tremor, com mais de 70% da população sobrevivendo com US$ 2 ou menos por dia. Mas também mostrava sinais de melhora, crescendo 2,9% em 2009, um das taxas mais altas do hemisfério. &lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;Os economistas locais afirmam que a alta nos preços de alguns artigos, principalmente refrigerados, é relacionada à contínua falta de energia elétrica e esforços em se obter lucro rápido por causa da incerteza sobre o futuro. &lt;/P&gt;&lt;SPAN id=brtpTexto&gt;&lt;SPAN id=brtpTexto&gt;&#xD;
&lt;CENTER&gt;&lt;SPAN id=brtpTexto&gt;&lt;SPAN id=brtpTexto&gt;&lt;IMG src="http://images.ig.com.br/publicador/ultimosegundo/arquivos/cdocuments_and_settingslmeirelesigdesktopmapa_materia_haiti.jpg"&gt;&lt;/SPAN&gt;&lt;/SPAN&gt;&lt;/CENTER&gt;&lt;SPAN id=brtpTexto&gt;&#xD;
&lt;CENTER&gt;&lt;A href="javascript:abrePopGenericoIg('http://ultimosegundo.ig.com.br/terremotos/terremotos.html','700','450');"&gt;&lt;IMG src="http://ultimosegundo.ig.com.br/terremotos/img2.jpg"&gt;&lt;/A&gt;&lt;/CENTER&gt;&#xD;
&lt;DIV align=left&gt;&lt;STRONG&gt;&lt;/STRONG&gt;&amp;nbsp;&lt;/DIV&gt;&#xD;
&lt;DIV align=left&gt;&lt;STRONG&gt;&lt;/STRONG&gt;&amp;nbsp;&lt;/DIV&gt;&#xD;
&lt;DIV align=left&gt;&lt;STRONG&gt;Veja também:&lt;/STRONG&gt;&lt;/DIV&gt;&#xD;
&lt;UL&gt;&#xD;
&lt;LI&gt;&#xD;
&lt;DIV align=left&gt;&lt;IMG src="http://images.ig.com.br/publicador/ultimosegundo/230/230/28/543314.icone_us__foto_12_14.png"&gt;&amp;nbsp; &lt;A href="http://ultimosegundo.ig.com.br///fotoshow/2010/01/12/terremoto_no_haiti_654881.html"&gt;Veja fotos da destruição após terremoto&amp;nbsp;no Haiti&lt;/A&gt; &lt;/DIV&gt;&#xD;
&lt;LI&gt;&#xD;
&lt;DIV align=left&gt;&lt;IMG src="http://images.ig.com.br/publicador/ultimosegundo/230/230/28/543314.icone_us__foto_12_14.png"&gt;&amp;nbsp; &lt;A href="http://ultimosegundo.ig.com.br/fotoshow/2010/01/14/ajuda_chega_ao_haiti_654899.html" target=_top&gt;Após a tragédia, solidariedade reúne diversos países&lt;/A&gt; &lt;/DIV&gt;&#xD;
&lt;LI&gt;&#xD;
&lt;DIV align=left&gt;&lt;IMG src="http://images.ig.com.br/publicador/ultimosegundo/230/230/28/543314.icone_us__foto_12_14.png"&gt;&amp;nbsp; &lt;A href="http://ultimosegundo.ig.com.br///fotoshow/2010/01/14/devastacao_no_haiti_657851.html" target=_top&gt;Fotos aéreas dão dimensão dos estragos no Haiti&lt;/A&gt; &lt;/DIV&gt;&#xD;
&lt;LI&gt;&#xD;
&lt;DIV align=left&gt;&lt;A href="http://ultimosegundo.ig.com.br/bbc/2010/01/13/sobreviventes+relatam+situacao+de+caos+e+angustia+em+porto+principe+9274071.html" target=_top&gt;Sobreviventes relatam situação de caos e angústia no Haiti&lt;/A&gt; &lt;/DIV&gt;&#xD;
&lt;LI&gt;&#xD;
&lt;DIV align=left&gt;&lt;A href="http://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/2010/01/12/saiba+mais+terremoto+de+magnitude+70+atinge+haiti+9273250.html"&gt;Saiba mais sobre o Haiti, o país mais pobre do Ocidente&lt;/A&gt; &lt;/DIV&gt;&#xD;
&lt;LI&gt;&#xD;
&lt;DIV align=left&gt;&lt;A href="http://ultimosegundo.ig.com.br/bbc/2010/01/13/cronologia+os+mais+graves+terremotos+dos+ultimos+anos+9274097.html" target=_top&gt;Os mais graves terremotos dos últimos anos&lt;/A&gt;&amp;nbsp;&lt;/DIV&gt;&lt;/LI&gt;&lt;/UL&gt;&#xD;
&lt;P&gt;&lt;STRONG&gt;&lt;/STRONG&gt;&amp;nbsp;&lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P align=left&gt;&lt;STRONG&gt;Leia mais sobre &lt;/STRONG&gt;&lt;A href="http://busca.igbusca.com.br/app/search?s=us_content&amp;amp;o=ULTIMOSEGUNDO&amp;amp;first_o=ULTIMOSEGUNDO&amp;amp;q=terremoto" target=_top&gt;terremoto&lt;/A&gt;&lt;/P&gt;&lt;/SPAN&gt;&lt;/SPAN&gt;&lt;/SPAN&gt;</description>
      <pubDate>Fri, 22 Jan 2010 08:58:03 -0300</pubDate>
      <guid>http://ultimosegundo.ig.com.br/new_york_times/2010/01/22/mais+um+desafio+para+o+haiti+reconstruir+a+economia+9372386.html</guid>
    </item>
    <item>
      <title><![CDATA[Editorial: Os sunitas e a eleição iraquiana]]></title>
      <link>http://ultimosegundo.ig.com.br/new_york_times/2010/01/22/editorial+os+sunitas+e+a+eleicao+iraquiana+9372383.html</link>
      <description>&lt;P&gt;Esperávamos que as eleições parlamentares do dia sete de março mostrariam a crescente maturidade da frágil democracia do Iraque e colocariam o país em um caminho estável, conforme as tropas americanas se preparam para a retirada planejada. Ao invés disso, o processo infelizmente tem se mostrado injusto e reanimado tensões sectárias.&lt;/P&gt;&lt;P&gt;A Comissão de Prestação de Contas e Justiça do Iraque soltou uma bomba eleitoral este mês ao desqualificar cerca de 500 (de 6.500) dos candidatos - muitos deles proeminentes sunitas muçulmanos - por causa de supostos elos com o Partido Baath, de Saddam Hussein. Entre os que tiveram que abandonar a disputa estão: o ministro da Defesa Abdul-Kader Jassem Al-Obeidi e Saleh al-Mutlaq, um dos mais influentes políticos sunitas iraquianos. A decisão foi ratificada na semana passada pela comissão eleitoral do país.&lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;Os sunitas estão compreensivelmente furiosos. Depois de boicotar ou batalhar contra&amp;nbsp;os governos xiitas dos últimos sete anos, líderes sunitas têm lutado para encontrar um novo papel construtivo.&lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;Os piores cúmplices de Saddam devem ser responsabilizados pela antiga repressão. Mas há pouca dúvida de que muitos, se não a maioria, dos desqualificados têm motivos políticos para privar os sunitas de seus direitos. Embora Al-Mutlaq abertamente peça apoio aos admiradores de Saddam, ele pode concorrer ao Parlamento em 2005. E Al-Obeidi trabalhou com competência - e lealdade - como ministro da Defesa.&lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;A Comissão de Prestação de Contas é a sucessora da destrutiva comissão de des-Baathificação que tentou manter qualquer um que tivesse elos com Saddam fora do governo. Seu chefe, Ali Faisal Al-Lami, não é um juiz imparcial. Ele é candidato da chapa eleitorial liderada pelo líder xiita Ahmed Chalabi, uma força implacavelmente ambiciosa na política iraquiana que levou a gestão Bush à invasão de 2003 e quer ser primeiro-ministro do país.&lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;Tanto a comissão de prestação de contas quanto a comissão eleitoral fazem parte do governo do primeiro-ministro Nouri Kamal Al-Maliki e ele emitiu uma declaração que apoia suas decisões. Mas autoridades americanas dizem que Chalabi é o principal manipulador. A absurda acusação de Chalabi de que os Estados Unidos querem recolocar o Partido Baath no poder é típica de sua política divisória e destrutiva.&lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;Há outros motivos para o fracasso do processo. Muitos iraquianos questionam a legalidade das comissões e de seus procedimentos, inclusive uma inquietante falta de transparência sobre quem foi desqualificado e porque. A habilidade de proibir os candidatos é uma autoridade séria que deve ser exercitada abertamente, judiciosamente e raramente.&lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;A gestão Obama precisa continuar a pressionar os iraquianos para que cheguem urgentemente a um acordo que permitiria uma lista mais ampla de candidatos, incluindo Al-Mutlaq e Al-Obeidi. &lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;O governo americano ainda tem influência sobre Bagdá - inclusive por causa dos bilhões em ajuda e a capacidade de cumprir ou negar os desejos do governo iraquiano em comprar armas sofisticadas como aviões F-16. E deve usar essa influência. &lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;Os iraquianos aprenderam o severo jogo da política. Isso é de longe muito melhor do que lutar nas ruas. Mas deveria significar disputas contra os adversários nas urnas e não negar sua chance de concorrer.&lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;Se os sunitas forem arbitrariamente excluídos, toda a eleição será comprometida. Pior ainda, os sunitas podem concluir, mais uma vez, que não há espaço para eles na política iraquiana. Isso seria um desastre.&lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;Leia mais sobre &lt;A href="http://busca.igbusca.com.br/app/search?o=ULTIMOSEGUNDO&amp;amp;q=Iraque" target=_top&gt;Iraque&lt;/A&gt;&lt;/P&gt;</description>
      <pubDate>Fri, 22 Jan 2010 08:54:09 -0300</pubDate>
      <guid>http://ultimosegundo.ig.com.br/new_york_times/2010/01/22/editorial+os+sunitas+e+a+eleicao+iraquiana+9372383.html</guid>
    </item>
    <item>
      <title><![CDATA[Taleban suaviza postura para ganhar mais simpatizantes]]></title>
      <link>http://ultimosegundo.ig.com.br/new_york_times/2010/01/21/taleban+suaviza+postura+para+ganhar+mais+simpatizantes+9371311.html</link>
      <description>CABUL - O Taleban embarcou em uma sofisticada guerra de informação, usando modernas ferramentas de mídia, bem como algumas mais antiquadas, para suavizar sua imagem e conseguir o apoio dos afegãos conforme tenta se opor à nova campanha americana para ganhar os corações e mentes do povo do Afeganistão.&lt;U&gt;&lt;/U&gt; &lt;P&gt;O líder espiritual do Taleban, o mulá Muhammad Omar, divulgou uma ampla diretiva no final da primavera passada delineando um novo código de conduta para o grupo. As ordens incluem a proibição de ataques com homens-bomba a civis, queimar escolas ou cortar orelhas, lábios e línguas.&lt;/P&gt; &lt;P&gt;O código, que tem sido inconsistentemente implementado, não significa necessariamente uma insurreição mais suave. Embora o Taleban tenha advertido alguns civis antes de seu ataque no centro de Cabul na segunda-feira, o grupo ainda foi responsável por três quartos das vítimas civis do ano passado, de acordo com as Nações Unidas.&lt;/P&gt; &lt;P&gt;Agora, conforme o Taleban aprofunda sua presença em mais áreas do Afeganistão, o grupo precisa de mais apoio popular e se mostra cada vez mais como um movimento de libertação local, independente da Al-Qaeda, capitalizando da frustração dos afegãos com seu próprio governo e a presença de tropas estrangeiras.&lt;/P&gt; &lt;P&gt;Com isso a insurreição tem se tornado mais forte, segundo autoridades da Otan.&lt;/P&gt; &lt;P&gt;Camponeses afegãos e algumas autoridades da Otan acrescentam que o código começou a mudar a forma como comandantes Taleban e seus seguidores se comportam em campo. Alguns dos comandantes mais brutais foram até mesmo afastados por Omar.&lt;/P&gt; &lt;P&gt;A operação de relações públicas do Taleban também é cada vez mais eficiente em transmitir sua mensagem e frequentemente trabalha mais rápido do que a OTAN.&lt;/P&gt; &lt;P&gt;"A adaptação afegã à insurgência os torna ainda mais perigosos", disse um agente de inteligência da Otan. "Suas metas ambiciosas provavelmente não mudaram muito desde 2001, mas quando nós chegamos com uma nova estratégia, eles responderam com a deles".&lt;/P&gt; &lt;P&gt;A estratégia americana inclui limitar ataques aéreos que mataram civis e concentrar as tropas mais perto dos centros populacionais para que os afegãos se sintam protegidos do Taleban.&lt;/P&gt; &lt;P&gt;Analistas americanos e afegãos veem o esforço do Taleban como parte de uma iniciativa mais ampla que emprega toda ferramenta possível, incluindo a tecnologia da internet, que no passado já denunciaram como "não-islâmica". Agora eles usam o boca-a-boca, mensagens por celulares e vídeos online para transmitir sua mensagem.&lt;/P&gt; &lt;P&gt;Leia mais sobre &lt;A href="http://busca.igbusca.com.br/app/search?o=ULTIMOSEGUNDO&amp;q=Taleban" target=_top&gt;Taleban&lt;/A&gt;&lt;/P&gt; </description>
      <pubDate>Thu, 21 Jan 2010 10:02:52 -0300</pubDate>
      <guid>http://ultimosegundo.ig.com.br/new_york_times/2010/01/21/taleban+suaviza+postura+para+ganhar+mais+simpatizantes+9371311.html</guid>
    </item>
    <item>
      <title><![CDATA[No Haiti, valas coletivas para vítimas anônimas]]></title>
      <link>http://ultimosegundo.ig.com.br/new_york_times/2010/01/19/no+haiti+valas+coletivas+para+vitimas+anonimas+9361080.html</link>
      <description>&lt;P&gt;TITANYEN, Haiti - Alguns quilômetros ao norte dos edifícios destruídos de Porto Príncipe, em uma colina na qual vacas pastam, uma vala comum espera os mortos. Retangular, com cerca de seis metros de profundidade e largura e 100 de comprimento, esta vala comum é uma sepultura coletiva, mas não a única. &lt;/P&gt;&lt;P&gt;Caminhões de entulho do governo têm colocado corpos aqui desde sexta-feira. Ninguém contabiliza, registra imagens ou procura por nomes. Em alguns lugares, pernas e braços de estranhos se trançam em uma dança paralisada, mas aqui o chão foi coberto por uma terra que apaga todo e qualquer sinal de vida. &lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;Olhe e veja: uma fotografia rasgada de um homem de bigode e gravata prateada; um passaporte americano cancelado de uma criança nascida em Stamford, Connecticut;&amp;nbsp;um pedaço de uma meia-calça roxa que nunca voltará a atrair um amante. &lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P align=center&gt;&lt;FONT size=1&gt;&lt;IMG src="http://images.ig.com.br/publicador/ultimosegundo/arquivos/cdocuments_and_settingslmeirelesigdesktophaiti_mass_grave_1.jpg"&gt;&lt;BR&gt;Passaporte antigo é visto jogado ao lado das valas comuns / NYT&lt;/FONT&gt; &lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;"Eles enterraram tantas pessoas aqui", disse Voissine Careas, 60, um fazendeiro que cortava lenha perto dali com um machete. "E agora eles estão cavando buracos para mais."&lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;Junto com tudo o que foi roubado pelo terremoto da semana passada, os haitianos têm que somar outra perda: a habilidade de identificar e enterrar seus mortos. Os rituais funerários estão entre as cerimônias mais sagradas para os haitianos, que são conhecidos por gastar mais dinheiro nos seus túmulos do que em suas próprias casas. &lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;Isso é em parte causado por sua familiaridade com a morte -- a expectativa de vida média de um haitiano é de 44 anos -- mas também da convicção vodu difundida de que os mortos continuam vivendo e que as famílias têm que se manter conectadas para sempre aos seus antepassados. &lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;"Manter uma relação com os mortos é o que permite que os haitianos se unam diretamente, através de laços sanguíneos, com um passado pré-escravo", disse Ira Lowenthal, antropólogo que morou no Haiti durante 38 anos. Ele acrescentou que com tantos corpos enterrados fora dos túmulos familiares, onde muitos rituais acontecem, incontáveis conexões espirituais serão cortadas. "Isso é uma violação de tudo o que estas pessoas valorizam", Lowenthal disse. "Por outro lado, as pessoas sabem que não têm escolha."&lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;Dentro e fora de Porto Príncipe, o geralmente alto padrão cerimonial foi abandonado. As ruas têm menos corpos agora, mas o necrotério está superlotado e casas funerárias -- as que não desmoronaram -- têm mais corpos do que podem embalsamar. &lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;Os caixões de madeira vistos nos primeiros dias depois do terremoto, carregados sobre caminhões, também são mais difíceis de se encontrar. Nas ruas estreitas atrás do cemitério nacional, onde a maioria deles é construída, os carpinteiros afirmam não ter madeira e eletricidade para dar continuidade à produção. &lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;"Eles enterram você como um cachorro", disse Pegles Fleurigine, 51, em uma viela na qual construiu caixões durante mais de uma década. "Eles não o enterram em caixões." &lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P align=center&gt;&lt;FONT size=1&gt;&lt;IMG src="http://images.ig.com.br/publicador/ultimosegundo/arquivos/cdocuments_and_settingslmeirelesigdesktophaiti_mass_grave_1_2.jpg"&gt;&lt;BR&gt;Trator prepara morro para receber mais corpos de vítimas do terremoto / NYT&lt;/FONT&gt; &lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;Fiapos de madeira presos sobre seu bigode. Magro e alto, com uma máscara branca sobre a testa, ele estava de pé ao lado de um caixão azul e prateado, envernizado como um Cadillac. &lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;"As pessoas que solicitaram esse caixão estão tentando conseguir dinheiro para pegá-lo", ele disse. &lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;Um contraste ainda maior entre a morte antes e depois do terremoto pode ser visto por uma parede caída que conduz ao cemitério nacional. À distância, mausoléus pintados de azul, com cruzes elaboradas e nomes poéticos como Famille Leonon Maxi. De perto, um buraco com as marcas de uma escavadeira e meia dúzia corpos decadentes deixados para trás. &lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;Alguns inchados demais para&amp;nbsp;serem reconhecidos, mas a certa altura no domingo uma jovem menina em um vestido branco florido encarava um jovem morto. Ele tinha o corpo de um atleta e vestia calças jeans de marca com um cinto largo elegante. &lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;Questionada se o conhecia, a menina deu as costas.&lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;Nas colinas de Titanyen, nos arredores da capital, não há nenhuma menina vagando. O pântano cheira&amp;nbsp;a enxofre em um dia bom e este já foi o local de despejo preferido para oponentes políticos dos Duvaliers, líderes brutais do Haiti entre os anos 1950 e 1980. É considerado um terreno maldito pela maioria dos haitianos, poucas pessoas vivem na região, e na segunda-feira a maioria parecia tomar ônibus e caminhões para sair dali. &lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;Na verdade, o nome deste lugar é tão notório que se tornou a ameaça distribuída por pais ao longo de muitas gerações: "Se você for ruim, irá para Titanyen." &lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;Agora, o local se tornou o derradeiro lar das últimas vítimas do Haiti. No princípio, os enterros coletivos aconteceram arbitrariamente. Nas margens das estradas, pequenos destroços parecem inocentes sobre a grama, até que se vê um membro humano entre o concreto. &lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;Mais adiante, estrada asfaltada acima, a operação parece mais organizada. Aqui há uma escavadeira com um motorista pouco disposto a falar. Um poste com duas grandes luzes, brilhantes olhos gigantescos, permitem o trabalho durante à noite.&lt;BR&gt;&amp;nbsp;&lt;BR&gt;Os fazendeiros dizem que pelo menos seis caminhões chegam a cada hora. Trabalhadores que recebem US$ 100 por dia para pegar os corpos das ruas de Porto-Príncipe disseram em entrevistas que não têm orientação sobre para onde levá-los. &lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;Depois do tsunami de 2004 na Ásia, grupos de ajuda e governos estabeleceram um sistema no qual as pessoas eram fotografadas antes do enterro para que seus entes queridos pudessem localizá-los. Aqui, todos os mortos são anônimos. Lowenthal, o antropólogo, disse que isto não reflete insensibilidade por parte dos haitianos, mas sim uma catástrofe sem precedente que subjugou o país e os grupos de ajuda. &lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;"Isto é pior que o tsunami", ele disse. "Veja a concentração da destruição." &lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;As colinas de Titanyen são um lugar para o qual nenhum haitiano quer ir, ele acrescentou. Agora, mais uma vez, eles são tomados por seus piores medos.&lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;Uma caminhada ao longo das colinas conduziu primeiro a destroços cobertos por fotografias de crianças, provavelmente de uma escola desmoronada. &lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P align=center&gt;&lt;FONT size=1&gt;&lt;IMG src="http://images.ig.com.br/publicador/ultimosegundo/arquivos/cdocuments_and_settingslmeirelesigdesktophaiti_mass_grave_1_1.jpg"&gt;&lt;BR&gt;Fotos de crianças são vistas perto de vala comum / NYT&lt;/FONT&gt; &lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;No topo, uma clareira e montes de terra abriam espaço para os mortos. Um fazendeiro de camisa vermelha, que agia como guia, se manteve a um distância segura do odor. &lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;Pelo menos 35 corpos estavam claramente visíveis. Mulheres com blusas rasgadas, homens com os rostos congelados em estranhas caretas e, no fundo, uma criança com os braços sobre a cabeça. &lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;Alguns provavelmente eram parentes, outros eram estranhos, talvez até mesmo inimigos. Mas na morte eles compartilharam o que para muitos haitianos é o maior de todos os insultos: a falta de um adeus digno.&lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;- DAMIEN CAVE &lt;/P&gt;</description>
      <pubDate>Tue, 19 Jan 2010 08:04:15 -0300</pubDate>
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