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Citando "chamado histórico" Obama briga por votos democratas

09/11 - 15:48 - The New York Times

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WASHINGTON - O presidente Barack Obama pediu no sábado que os democratas aprovem uma ampla reforma do sistema de saúde e "respondam a um chamado histórico" conforme a Câmara deu início ao debate a respeito da legislação que transformaria o sistema médico dos Estados Unidos.

Os democratas rapidamente deram um passo significativo em direção à aprovação do plano, sobrepujando uma barreira processual fundamental e aprovando as regras para debate.

Apesar de uma profunda divisão no partido a respeito do quão restrito devem ser os gastos com abortos, os líderes democratas estão cada vez mais confiantes de que têm o apoio necessário para a medida.

Alguns legisladores indecisos anunciaram que estão dispostos a apoiar a medida.

"Nós estamos na cúspide de tomar uma decisão histórica em nome do povo americano", disse o representante James E. Clyburn da Carolina do Sul, o democrata número três da Câmara.

Obama fez uma rara aparição no fim de semana no Capitólio como parte de um esforço em conseguir o apoio dos democratas para a maior lei de cuidados médicos desde a criação do Medicare em 1965.

Os democrata dizem que sua medida de US$1.1 trilhões em 10 anos estenderia a cobertura a 36 milhões de pessoas que hoje não têm planos de assistência médica, além de acabar com práticas como a rejeição de pacientes com condições pré-existentes ou o abandono de pessoas quando elas ficam doentes.

Durante uma reunião particular com democratas no Salão Cannon Caucus, o presidente reconheceu a dificuldade política de se apoiar esta legislação diante da oposição republicana unânime e da dura crítica dos conservadores.

Mas, de acordo com os presentes, ele os incitou dizendo: "Quando eu assinar esta lei no Rose Garden, cada um de vocês poderá olhar para trás e dizer, 'Este foi meu melhor momento na política'".

Esta afirmação foi recebida com entusiasmo e palmas, afirmaram os assistentes sênior que estavam presentes.

O debate da Câmara teve início depois de meses de disputas internas no partido, enervadas reuniões e deliberações de comitês.

Além disso, acontece em um momento no qual os republicanos estão unidos em sua crítica da medida, descrevendo-a como um golpe do governo para tomar conta do sistema de saúde, algo que eles acreditam que danificaria a economia em um momento frágil.

Mas os democratas afirmam que os republicanos querem mesmo é proteger o status quo do sistema de saúde e que a nova postura democrata melhoraria amplamente a capacidade dos americanos de conseguir planos de saúde de qualidade a preços acessíveis.

Em observações feitas no sábado no Jardim das Rosas, Obama continuou pedindo aos legisladores que sigam em frente com a legislação.

"Eu peço que os membros do Congresso estejam à altura deste momento", ele disse. "Respondam ao chamado histórico e votem sim para a reforma do sistema de saúde da América."


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