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Forte Hood: Suspeito conhecia os horrores da guerra e seus próprios temores

06/11 - 09:03 - The New York Times

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WASHINGTON - Nascido e criado no Estado de Virgínia, filho de pais imigrantes de uma pequena cidade perto de Jerusalém, ele se alistou no Exército assim que saiu do Ensino Médio, contra a vontade de seus pais.

 

O Exército, em troca, financiou sua educação universitária em medicina, onde ele estudou para se tornar psiquiatra.

AP
Nidal Malik Hasan
Nidal Malik Hasan

Mas o major Nidal Malik Hasan, o homem de 39 anos acusado de abrir fogo no Forte Hood, Texas, na quinta-feira, começou a questionar sua opção por uma carreira militar depois que outros soldados passaram a atacá-lo por ser muçulmano, ele disse a parentes que moram na Virgínia.

Mais recentemente, ele também expressou profunda preocupação a respeito de ser enviado ao Iraque ou Afeganistão.

Tendo aconselhado inúmeros soldados que voltaram das guerras com desordem de stress pós-traumático, primeiro no Centro Médico Walter Reed em Washington e mais recentemente no Forte Hood, ele conhecia bem demais as assustadoras realidades da guerra, disse seu primo Nader Hasan.

"Ele estava aterrorizado com a ideia de ter que ir para a guerra", disse Nader Hasan. "As pessoas iam até ele diariamente para falar sobre os horrores que viram por lá".

Nidal Hasan foi alvejado pela polícia de Forte Hood depois de abrir fogo dentro das instalações militares, matando pelo menos 13 pessoas, muitas das quais eram soldados, e ferindo outras 31.

Nader Hasan disse que seu primo não mencionou nos telefonemas recentes à família que seria enviado à guerra e afirmou que todos estão chocados com a notícia que viram na televisão na tarde de quinta-feira.

"Ele estava fazendo tudo o que podia para evitar a guerra", disse Hasan. "Ele queria fazer tudo dentro das regras para ter certeza que ele não seria enviado para lá".

Há alguns anos, isso incluiu a contratação de um advogado para descobrir se ele poderia deixar o Exército antes de seu contrato acabar, por causa das agressões que recebeu por ser muçulmano.

Mas Nader Hasan afirmou que o advogado disse a seu primo que mesmo se ele reembolsasse o Exército por sua educação, ele não poderia partir antes do final de seu compromisso.

Nader Hasan, 40, advogado que vive no norte do Estado de Virgínia, descreveu seu primo como um homem respeitoso e trabalhador que dedicou sua vida aos pais e à carreira.

Ele disse que o primo era um muçulmano praticante que se tornou ainda mais devoto depois da morte de seus pais, em 1998 e 2001.

Mas, segundo ele, o major nunca expressou visões antiamericanas ou ideias radicais.

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