04/11 - 16:12 - The New York Times
A alta nos nascimentos prematuros é a principal razão pela qual os Estados Unidos têm um índice de mortalidade infantil mais alto do que muitos outros países ricos, informaram pesquisadores do governo americano na terça-feira em sua primeira análise do problema.
Na Suécia, por exemplo, 6,3% dos nascimentos foram prematuros em 2005, em comparação com 12,4% nos Estados Unidos.
A mortalidade infantil também foi notavelmente diferente: para cada mil nascimentos nos Estados Unidos, 6,9 crianças morreram antes de completar um ano, em comparação com 2,4 na Suécia.
Vinte e nove outros países também tiveram índices de mortalidade inferiores.
Se os Estados Unidos conseguissem atingir a mesma quantidade de partos prematuros que a Suécia, segundo o relatório, "quase oito mil mortes infantis seriam evitadas por ano e o índice de mortalidade infantil nos Estados Unidos seria um terço menor".
Dr. Alan R. Fleischman, diretor médico do grupo March of Dimes, disse que o novo relatório é "uma denúncia do sistema de saúde dos Estados Unidos" e do trabalho ruim que é feito no cuidado com mulheres e crianças.
A mortalidade infantil é usada para medir a qualidade da saúde de um país e índices altos como o dos Estados Unidos há muito alarmam as autoridades.
A maioria dos países europeus, Austrália, Canadá, Hong Kong, Israel, Japão, Nova Zelândia e Cingapura tem taxas de mortalidade infantil inferiores a dos Estados Unidos.
Bebês prematuros nos Estados Unidos são mais capazes de sobreviver do que em outros países. Ainda assim, eles estão mais propensos à morte o que aqueles que passaram por uma gestação completa.
O alto número de partos prematuros nos Estados Unidos - mais de 540 mil por ano - eleva o índice de mortalidade infantil no país.
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