16/07 - 09:39 - The New York Times
WASHINGTON - Quando a secretária de Estado Hillary Rodham Clinton subiu ao palco na quarta-feira para apresentar um ambicioso mapa do papel dos Estados Unidos no mundo, o Departamento de Estado tratou o discurso como um grande momento da política externa.
| Reuters |
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| Hillary faz discurso em Washington |
Com algumas exceções (durante as primárias da campanha presidencial, ela havia ridicularizado a ideia de contato com o Irã) o discurso soou como um dos que Clinton teria feito como candidata, quando buscou usar suas credenciais na política externa como um trunfo contra seu antigo oponente e atual chefe. Diante de uma Casa Branca que tende a centralizar o controle sobre a política, Clinton está defendendo sua posição como um membro influente, mas leal, da equipe do presidente.
Nas últimas semanas, o principal estrategista da gestão foi transferido do Departamento de Estado para o Conselho de Segurança Nacional da Casa Branca; o candidato de Clinton para liderar a Agência de Desenvolvimento Internacional dos EUA está preso em um processo de veto, e ela sente que não conseguiu colocar em posição algumas de suas escolhas como embaixador, especialmente no Japão, vaga que foi para um arrecadador do presidente Barack Obama.
Seus assessores e o pessoal da Casa Branca negam qualquer sugestão de que Clinton tenha sido marginalizada. Seu relacionamento com Obama é forte, eles dizem, e ela permanece uma voz influente em todos os principais debates.
Outros especialistas em assuntos externos dizem que as dúvidas a respeito do papel de Clinton refletem uma visão irreal do trabalho da secretária de Estado.
"Muitas pessoas assumem que a secretária de Estado irá se pronunciar em todas as questões", disse Strobe Talbott, ex-vice-secretário de Estado na gestão Bill Clinton. "Mas isso seria demais, principalmente porque existem muitas questões em pauta".
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