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Editorial: Guerra em Gaza

30/12/2008 - 14:44 - The New York Times

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Israel deve se defender. E o Hamas deve assumir a responsabilidade por colocar fim no cessar-fogo de seis meses ao lançar foguetes contra território israelense.

  • Veja a galeria de fotos dos ataques de Israel
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  • NYT: Conflito em Gaza é desafio para política externa de Obama

     

    Acordo Ortográfico

    Ainda que temamos a resposta de Israel – devastadores ataques aéreos que representam a maior operação militar em Gaza desde 1967 – é improvável que ela enfraqueça o grupo militante palestino ou mova a situação para próximo do que todos os israelenses e todos os palestinos precisam: um acordo de paz duradouro e a solução para dois Estados.

    Israel deve fazer todos os esforços para proteger os civis. Os líderes do Hamas, especialmente aqueles escondidos e seguros em Damasco, não estão preocupados com o sofrimento da população.

    Antes que o conflito se prolongue, Egito, Arábia Saudita e outros países árabes precisarão descobrir maneiras de bajular ou – mais provável – ameaçar o Hamas (ou seus patronos na Síria e no Irã) para que o grupo aceite um novo cessar-fogo.

    O presidente Bush e a secretária de Estado Condoleezza Rice deveriam pressionar Cairo e Riadi para que usem toda a influência deles com o Hamas, e deveriam pressionar Israel para que seja mais moderado.

    Na segunda-feira, cerca de 350 palestinos – a maioria das forças de segurança do Hamas – foram mortos. A área de segurança do Hamas foi uma das dezenas de estruturas devastadas pelos ataques, e os líderes do grupo supostamente se esconderam. O ministro da defesa de Israel, Ehud Barak, prometeu “guerra até o fim”.

    Esperamos que isso não signifique guerra no solo. Isso, ou qualquer outra ação militar prolongada, poderia ser desastrosa para Israel e geraria uma instabilidade ainda maior na região. Barak e a ministra das Relações Exteriores de Israel, Tzipi Livni - ambos são candidatos a suceder o primeiro-ministro Ehud Olmert nas eleições marcadas para fevereiro - estão tecnicamente empatados, juntamente com o líder até agora, Benjamin Netanyahu, na competição para ver quem é o mais “abutre”.

    Pode não haver justificativa para os ataques do Hamas ou sua rejeição. Mas outras pessoas também devem assumir a responsabilidade pela confusão atual. O Hamas nunca analisou profundamente o cessar-fogo que teve início em 19 de junho e Israel nunca cumpriu com o relaxamento do embargo a Gaza. Quando o cessar-fogo terminou, ninguém, incluindo a administração Bush, se empenhou seriamente que para que ele fosse estendido.

    Enquanto isso, o processo de paz que Bush lançou com tanta festividade em Annapolis, ano passado, está moribundo. E parte da culpa é dele também. O governo de Olmert fracassou em evitar os assentamentos e em dar ao presidente palestino, Mahmoud Abbas – inimigo juramentado do Hamas – o apoio que ele precisava. Bush se recusou a pressionar Olmert a fazer o que era necessário, porém politicamente desagradável. Líderes árabes nunca fizeram nada para incentivar Abbas, ou persuadir ou pressionar o Hamas a cortar seus laços com o Irã e se unir aos esforços de paz.

    Rice já sonhou um dia em fazer da paz no Oriente Médio o seu legado. Agora é muito tarde para isso. Mas ela deveria fazer seu trabalho. Isso significaria entrar em um avião para Cairo e Riadi – agora – e demonstrar a disposição do país em mediar um novo cessar-fogo. Depois, caberá ao presidente eleito Barack Obama juntar rapidamente os pedaços e desenhar uma nova estratégia de paz que realmente traga paz a região.

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