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Descobrindo novas formas de comemorar em uma época assombrada pela recessão

26/12/2008 - 14:45 - The New York Times

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NOVA YORK – Nada de carneiro neste ano; pernil, a US$ 0,89 por 500 gramas, é um negócio melhor. Houve presentes, sim, mas menos do que o usual e apenas para as crianças. Talvez roupas desta vez, ao invés de uma sacola de brinquedos. De alguma forma, o frio de Long Island teria que ser um destino tão encantador quanto as ilhas do Caribe.

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Talvez não tenha sido surpreendente que tenha tido cortes neste Natal, com vizinhos mais distantes, deixando de convidar parentes e a tagarelice infindável de uma recessão como nenhuma outra.

Quase todo mundo em Nova York pareceu – desde compradores no centro de Brooklyn até fiéis de igreja no Bronx, pessoas comendo (e se voluntariando) em uma cozinha de sopa em Harlem e aqueles saindo da cidade pela Penn Station – ter algo faltando.

“Não parece Natal”, disse Christine Enniss, que planejou limitar sua refeição de feriado ao essencial: salada, frango assado e, talvez, salada de batata.

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Voluntários na Cozinha Comunitária de West Harlem na véspera de Natal


Mas enquanto cada família tentava se divertir em meio à miséria, o que foi e o que ficou foi revelador. Sharon Parker, cujo marido perdeu o emprego como mecânico recentemente, limitou o jantar de Natal as cinco pessoas de sua família, ao invés de receber mais de 12 primos e amigos como costumava fazer. Susan Strande, professora de arte que mora em East Village, fez ela mesma a torta de frutas e outros doces, ao invés de comprá-los. O´Neil Hutchinson, consultor de engenharia, visitou a família na Inglaterra há muitas semanas para evitar as passagens mais caras no feriado.

Muitos tentaram evitar sacrificar a quantidade ao deixar de lado a qualidade. Na Sherry-Leman Wine and Spirit na Avenida Park perto da Rua 59, as vendas do champanhe Nicolas Feuillatte Brut, por US$ 27,95 a garrafa, mais do que dobraram para 160 caixas neste mês em relação a dezembro passado. Mas “todas as coisas com mais qualidade tendem a ficar nas prateleiras”, disse Chris Adams, sócio da loja.

O próprio Adams foi até a Avenida Avenida Saks Fifth na véspera de Natal para comprar um presente de última hora para sua mulher, como ele sempre faz. Mas ele ficou longe dos perfumes caros, olhando ao invés disso para o balcão de cosméticos para comprar hidratantes que ela usaria e normalmente compraria para si mesma.
 
 
Por JENNIFER MEDINA e KEN BELSON

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