04/12 - 10:41 - The New York Times
WASHINGTON – A primeira-dama, Laura Bush, tinha olhos nebulosos na manhã da quarta-feira enquanto relembrava os oito anos que passou na Casa Branca durante a coletiva de imprensa anual com uma prévia da decoração natalina, o cardápio das festividades e a árvore de Natal de quase seis metros de altura.
Em uma conversa informal bem mais extensa que a dos anos anteriores – em um ano Laura respondeu apenas duas perguntas – ela se saiu bem e foi além da justificativa das cores vermelho, azul e branco na decoração natalina (patriotismo), do cardápio e de como, de olho na economia, ela e o presidente Bush deveriam gastar o dinheiro do Natal na casa do casal em Dallas em janeiro do próximo ano. Ela falou com nostalgia sobre o que ela sentirá mais falta.
“Isso me fará chorar e fará com que ela chore também” disse enquanto agradecia Nancy Clarke, florista da Casa Branca, que também suspirou.
A primeira vez que as gêmeas Bush, Jenna e Barbara, entraram na Casa Branca, e 1989, imediatamente depois de uma ato do avô, George Bush, Clarke, que está nos quadro de funcionários desde 1981, as encontrou na porta. “Ela levou as garotas a uma loja de flores e deixou que elas comprassem uma pequeno buquê para o quarto delas, eu nunca vou esquecer isso”, disse Laura Bush. “Essa foi uma maneira muito doce de introduzir as pequenas garotas na Casa Branca.”
“O que eu vou sentir mais falta será das pessoas”, adicionou.

Primeira-dama mostra a decoração natalina e diz que sentirá falta da Casa Branca / AP
Da casa também. “Foi um privilégio viver aqui e ser a organizadora de todas as coisas fabulosas que estão nesta casa; a bela arte, a mobília histórica, a linda construção”, disse Bush.
“Eu adorei a chance de aprender sobre todas as pessoas que moraram aqui antes por meio de seus efeitos, da maneira como decoraram a casa, ou da mobília que deixaram aqui, ou pelas histórias que aconteceram nos diferentes cômodos”, disse Laura, mencionando que o Salão Leste certa vez abrigou o varal de Abigail Adams.
“Eu gosto de pensar nas pessoas que viveram antes de mim” disse. “Quando George e eu andamos por estes cômodos, pelos cômodos do andar de baixo e pelos nossos aposentos, gostamos de pensar nos presidentes que vieram antes de nós.” E dos que estão chegando em breve.
“Senti muita nostalgia quando recebemos a sra. Obama aqui”, disse Laura, “porque lembrei de ter sido recebida pela sra. Clinton, e o que ela me disse naquela ocasião me fez lembrar do que falar para Michelle Obama quando a guiei pela casa.”
A informação sobre a janela no closet da primeira-dama com vista para o Jardim das Rosas veio da mãe do presidente, Barbara Bush. Hillary Hodham Clinton passou para Laura Bush: “Sua sogra me disse, quando ela me apresentou a casa, para ter certeza de olhar através da janela que ela colocou aqui para ver o que George está fazendo.”
Agora, Laura Bush passou isso a sua sucessora. “Eu acho que existe uma bela tradição de transição nos Estados Unidos”, disse a primeira-dama.
Ela também mencionou a visita guiada que o presidente fez com o presidente eleito Barack Obama, cumprindo com o dever de mostrá-lo seu closet e seu banheiro. Depois ela adicionou que o atual presidente “ciclista” e o próximo presidente “jogador de basquete” correram para o andar de cima para ver a academia.”
Junto com a nostalgia, Laura disse que ela estava “ansiosa por outra vida, a vida depois, eu tenho desejado isso”, quando as coisas puderem voltar ao normal. E ela adicionou, “talvez eu até cozinhe para mim mesma.”
Por MARIAN BURROS
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