26/11 - 09:12 - The New York Times
Neste Natal, McKenna Hunt, uma bem comportada menininha de Safety Harbor, Flórida, irá receber um jogo de cozinha e o boneco Elmo que pediu. Mas sua mãe, Kristen Hunt, não irá ganhar o jeans de marca que namora desde o começo da temporada.
Para Kristen Hunt e milhões de mães em todo o país, este Natal será uma época de sacrifício. Resistindo à primeira crise econômica de sua vida adulta, estas mulheres descobriram que a prática de comprar para si mesmas nas festas de final de ano, que antes adotavam sem reflexão, terá que dar espaço à lista de desejos de seus filhos.
"Eu quero que ela tenha memórias dessa época e possa dizer 'O momento era mesmo difícil, mas minha mãe conseguiu me comprar presentes'", disse Hunt.

Kristen Hunt com os presentes que comprou pata a filha, McKenna
Na atual situação da economia, quase todos abandonam qualquer tipo de indulgência e muitos pais certamente irão se sacrificar para que seus filhos tenham brinquedos debaixo da árvore. Mas os números sugerem que o peso maior está sobre as mulheres, principalmente as mães.
Em setembro e outubro, as vendas de roupas para mulheres caiu vertiginosamente em comparação ao mesmo período do ano passado. Com queda de 18,2% em outubro, por exemplo, em comparação a 8,3% na venda de roupas para homens, de acordo com o SpendingPulse, um relatório do grupo Consultores MasterCard.
Uma pesquisa sobre a intenção de compras realizada pelo Grupo NPD, uma empresa de consultoria, sugere que tais cortes podem continuar até o final do ano. Cerca de 61% das mães afirmaram que comprarão menos para si mesmas este ano, em relação a 56% das mulheres em geral e 45% dos homens.
A pesquisa sugere que as mães, mais do que qualquer outro grupo, também gastarão menos em geral e adiarão grandes compras, como a máquina de lavar louça que Hunt quer.
Consumidoras
O sacrifício das mulheres que gastarão menos consigo mesmas para beneficiar suas famílias é nobre, mas significa perdas para o setor comercial, que depende muito da venda de roupas para mulheres.
Reyne Rice, que estuda a tendência de brinquedos para a Associação Industrial Toy, disse que as mães são responsáveis por pelo menos 80% das compras de Natal de uma família e, em recessões anteriores, foram as primeiras a abandonar os presentes. Elas deixam de comprar um casaco novo, disse Rice, para que possam comprar algo para seus filhos.
Tradicionalmente, a indústria de brinquedos permanece imune às crises financeiras, mas neste ano, os analistas esperam ter problemas também neste setor.
Por STEPHANIE ROSENBLOOM
Publicidade
Enquanto as folhas da estação mudam, chegam os anúncios de Natal
Varejo paulista está vendendo 6% mais neste Natal, revela Fecomercio-SP