21/11 - 09:43 - The New York Times
WASHINGTON - Líderes democratas do Senado estão preparados para oferecer um possível papel de liderança à senadora Hillary Rodham Clinton caso ela não seja indicada ao cargo de secretária de Estado da gestão de Barack Obama, afirmaram os envolvidos na questão na quinta-feira.
O debate sobre uma posição melhor para Clinton acompanha suas deliberações sobre o gabinete, afirmam os oficiais do partido.
Clinton, senadora júnior de Nova York, está dividida entre abandonar sua independência para se tornar a principal diplomata do país ou permanecer em uma posição na qual a falta de senioridade limita sua influência.
Clinton pediu para participar da liderança democrata do Senado depois da eleição do dia 4 de novembro e líderes do partido tentam pensar em uma forma de acomodá-la sem desalojar alguns dos líderes atuais, disseram os oficiais democratas. As conversas, segundo eles, aconteceram antes da aproximação de Obama com o cargo de secretária de Estado e continuam na mesa caso ela recuse a oferta do presidente eleito.
Apesar de assessores de Obama afirmarem que ele ainda não fez uma oferta formal, a maioria dos democratas acredita que a decisão será tomada por ela, e amigos disseram na quinta-feira que Hillary pondera o assunto. Um amigo disse que Clinton decidiu no final da quarta-feira que recusaria a oferta, acreditando ter mais liberdade no Senado. No meio-dia da quinta-feira, o mesmo amigo afirmou que ela "voltou à indecisão". No final do dia, outra pessoa disse que ela pode aceitar a oferta ainda nesta sexta-feira.
No final de um confuso dia no qual até os assessores de Obama pareciam incertos sobre o que aconteceria, uma autoridade oficial falou aos repórteres na noite de quinta-feira dizendo que a equipe de transição do presidente eleito está em sintonia com Clinton e que sua indicação pode ser anunciada depois do feriado de Ação de Graças.
Clinton buscou conselhos apenas de um pequeno círculo de confidentes, deixando de fora até mesmo proeminentes veteranos da operação política de sua família.
Mas o que motiva sua ponderação, segundo amigos, é seu desencanto com o Senado, onde, apesar de sua estatura, ela permanece nos baixos escalões de senioridade. Ela está particularmente chateada, eles disseram, pela recepção que teve quando voltou da disputa pela indicação democrata depois de conseguir 18 milhões de votos e quase se tornar a primeira mulher a ser indicada por um grande partido.
"A experiência dela no Senado com alguns de seus colegas não foi fácil", disse um amigo de longa data que insistiu em permanecer anônimo por falar sobre os sentimentos de Clinton. "Ela ainda é uma senadora júnior, não tem um comitê e se sente desapontada com alguns de seus colegas".
Particularmente, segundo esse amigo, Clinton ficou chateada quando a liderança rejeitou a possibilidade dela liderar uma nova força tarefa com uma equipe e mandato para desenvolver novas leis que ampliarão a cobertura da saúde pública.
- PETER BAKER e HELENE COOPER
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