19/11 - 09:15 - The New York Times
Não dizemos isso com frequência, mas o presidente Bush está certo: o Congresso deve aprovar o acordo de livre mercado com a Colômbia imediatamente.
Bush assinou o acordo há dois anos. A maioria democrata no Congresso se recusou a aprová-lo por causa de uma preocupação legítima com os direitos humanos no país e desejos menos legítimos de satisfazer o trabalho organizado ou negar a Bush uma vitória na política externa.
Acreditamos que o acordo de livre mercado será bom para a economia e os trabalhadores americanos. Rejeitá-lo passaria uma mensagem a todo o mundo de que os Estados Unidos não são confiáveis e, apesar do que prega, não acreditam realmente na abertura dos mercados para negócios.
Não há tempo a perder. Caso o Congresso não aprove o pacto este ano, a perspectiva de que seja aprovado diminui porque perderá a cobertura do governo que oferece altos e baixos, votos sem emenda.
Por causa das preferências de negócios concedidas como parte da luta contra as drogas, a maioria das exportações colombianas já é isenta de tarifa nos Estados Unidos. O novo acordo beneficiaria mais as companhias americanas que agora pagam altos impostos sobre exportações à Colômbia.
O acordo também estreitaria os laços com um importante aliado em uma região volátil da América do Sul - que também é a principal fonte de cocaína do nosso país e onde o Estados Unidos têm poucos amigos ultimamente.
Na vizinha Venezuela, o presidente Hugo Chavez usa uma retórica antiamericana para distrair a atenção de suas políticas autocráticas. No mês passado, a Bolívia expulsou o embaixador americano e acusou agentes da Administração de Aplicação das Droga (ou DEA, na sigla em
inglês) de conspirarem contra seu governo. O Equador se recusou a renovar o aluguel de uma base aérea usada para voos contra-narcóticos americanos na cidade costeira de Manta.
As violações aos direitos humanos cometidas pelo governo do presidente Alvaro Uribe são preocupantes. Mas os democratas que se opõem ao acordo de livre comércio por causa disso ignoram melhorias significativas. A violência caiu consideravelmente durante a gestão Uribe, que atacou as guerrilhas de esquerda das Farc, bem como os paramilitares de direita. O número de sindicalistas mortos, uma grande preocupação democrata, ainda é alto mas caiu vertiginosamente.
Washington deve continuar a pressionar Bogotá para reduzir os abusos do exército colombiano, garantir a ações contra os brutais paramilitares e acabar com a violência contra os sindicalistas. O país recebe US$600 milhões ao ano como ajuda para isso.
Deixar de aprovar o acordo de livre comércio não ajudará a melhorar a situação dos direitos humanos na Colômbia. Abandoná-lo alienaria muitas pessoas na Colômbia e prejudicaria a credibilidade de Washington.
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