12/11 - 09:38 - New York Times
Num momento em que a crise econômica deixa muitos desempregados e sem assistência médica, a gestão Bush silenciosamente decidiu reduzir sua contribuição ao Medicaid por serviços a pacientes não hospitalizados. Com a queda na arrecadação fiscal, muitos Estados não conseguirão pagar sua parcela dos custos, muito menos compensar a queda na contribuição federal.
O impacto sobre os pobres e os hospitais responsáveis por seu atendimento será grave.
A nova regra, que entra em vigor no dia 8 de dezembro, limita a gama de serviços que podem ser oferecidos aos pobres sob benefício do Medicaid. Esta é uma regra complicada que visa excluir pacientes que poderiam ser tratados fora dos hospitais, em clínicas onde os custos são muito menores.
Os hospitais podem continuar a oferecer tais serviços. Mas eles agora eles serão reembolsados a índices muito menores por outros fornecedores do Medicaid.
A gestão Bush insiste que o propósito desta regra não é reduzir a contribuição federal para o Medicaid mas sim esclarecer quais serviços são unicamente oferecidos em hospitais de atendimento rápido e quais podem ser procurados em outros lugares. Além disso, ela prevê que o efeito econômico não será significativo.
Líderes de hospitais proeminentes e autoridades responsáveis pelo Medicaid têm perspectivas muito mais sombrias, como foi reportado por Robert Pear no The New York Times de sábado. Ao obedeceram a nova lei, os hospitais com custos muito altos terão que cortar o tratamento dentário e oftalmológico de pacientes, além de serviços pediátricos, entre outros. Isso poderá atingir muitas pessoas em bairros mais pobres onde há poucas clínicas dispostas a tratar pacientes pelo Medicaid.
Seja qual for o impacto, a nova regra caminha na direção errada.
Estados financeiramente estressados pedem que a Casa Branca aumente a contribuição federal ao Medicaid, pelo menos durante os próximos dois anos, para ajudá-los a lidar com uma possível longa recessão. O presidente eleito e o Congresso terão que cuidar disso - e reverter essa regra.
Publicidade
Associação médica estuda repatriação de imigrantes sem assistência nos EUA
EUA fizeram 'ataques secretos' em vários países, diz NY Times
Veja quais são os nomes mais cotados para a equipe econômica de Obama