07/11 - 10:48 - New York Times
Autoridades do Pentágono tentaram impedir que o jornal Stars and Stripes (respeitado veículo militar independente) cobrisse a reação dos soldados ao resultado das eleições de seu novo comandante chefe.
O Departamento da Defesa mais uma vez chegou às manchetes por tentar evitar as notícias.
A estúpida restrição do jornal, que é protegido pela proibição à interferência editorial da Primeira Emenda constitucional, impedia os repórteres responsáveis por registrar a reação do público nas áreas públicas das bases militares para "evitar atividades que pudessem associar o Departamento a qualquer eleição partidária".
Partidária? Seguindo essa lógica, a cobertura da mídia civil das celebrações espontâneas que tomaram o país na terça-feira foi um ato de polarização jornalística.
É ridículo que o Pentágono tema que homens e mulheres de uniforme possam ser vistos sorrindo, franzindo a sobrancelha ou exclamando variações de "Iupi!" ou "Ratos!" ao saber do resultado dos votos da democracia que defendem com suas vidas.
A boa notícia é que os fundadores do Stars and Stripes encontraram comandantes no Oriente Médio e Europa que ignoraram essa tola regra.
Quando outros comandantes proibiram o acesso no Japão e Coreia do Sul, o jornal adotou a postura de considerar a proibição ilegal sob políticas militares e civis. Seus repórteres fizeram seu trabalho até que foram forçados a parar.
Por lei, soldados podem expressar suas opiniões políticas desde que não o façam em nome da instituição. Atualmente, eles fazem isso constantemente em seus blogs ou em cartas aos jornais.
Mesmo assim, o porta-voz do Pentágono disse aos jornais que não há obrigação em "ajudar uma história que prejudica a natureza apolítica das Forças Militares".
Vazia é uma palavra melhor do que apolítica.
O Pentágono deve parar de adotar esta postura de fingir que não vê.
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